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Atriz, eleita a terceira maior personalidade do ano, participou de seis produções em 2017, incluindo “Big Little Lies” que lhe rendeu um Emmy

Nicole Kidman começou a temporada de prêmios 2016/2017 bem cotada. A atriz estrelou o emocionante "Lion" , papel que a aproximou de casa de várias maneiras. Como Sue Brierley ela fez a mãe adotiva de Saroo Brierley, resgatado quando ainda criança. Na vida real, ela tem dois filhos adotivos, de seu relacionamento com Tom Cruise . O papel lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, a quarta indicação de sua carreira. Mesmo sem levar a estatueta em fevereiro, era o prenuncio de um ano estrelado.

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Em 2017 Nicole Kidman brilhou em seis produções. Por “Big Little Lies” ela ganhou o Emmy de melhor atriz
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Em 2017 Nicole Kidman brilhou em seis produções. Por “Big Little Lies” ela ganhou o Emmy de melhor atriz


Teve de tudo para Nicole Kidman : filme indie, série de TV alternativa, série estrelada da HBO e longa de diretora renomada. Em Cannes em maio ela levou nada menos do que quatro produções. Em "How To Talk To Girls at Parties", ela voltou a trabalhar com John Cameron Mitchell, em um papel que solta a voz. Mais indie, o filme mostra uma Nicole punk. O papel é só mais um exemplo da versatilidade da atriz, uma das maiores de sua geração.

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Ainda em Cannes, outros dois indies, um para a televisão e outro para o cinema. Na telona ela embarca nas esquisitices do diretor Yorgos Lanthimos em "O Sacrifício do Cervo Sagrado". Na TV, ela embarcou na segunda temporada de "Top of The Lake". A decisão de participar de uma série já começada, ainda mais em um papel de coadjuvante, mostra que Nicole não tem receio de dividir os holofotes. Mostra também que, com o passar do tempo, ela ficou mais ousada em suas escolhas artísticas, se entregando a papeis alternativos ao invés de protagonistas fáceis. E é assim que ela divide, com Elle Fanning e Kirsten Dunst o protagonismo de "Os Estranho que Nós Amamos". Dirigido por Sophia Copolla, a diretora ganhou o prêmio máximo da direção no Festival. Para Nicole e seu incansável trabalho também veio o reconhecimento: ela recebeu um prêmio especial, entregue pelo Festival francês a cada 10 anos. Foi a primeira mulher a alcançar tal feito.

Do pop ao alternativo, ela fez a segunda temporada de “Top of the Lake”
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Do pop ao alternativo, ela fez a segunda temporada de “Top of the Lake”


Cinco décadas estreladas

Em junho a atriz chegou aos 50 anos muito bem. Além das estreias em Cannes, ela brilhou como Celeste em "Big Little Lies", da HBO. A minissérie, baseada no livro de Liane Moriarty mostrou um grupo de mulheres com vidas aparentemente perfeitas, lidando com problemas nada perfeitos. Como uma mulher abusada pelo marido, Nicole mostrou tudo: dureza, vulnerabilidade, tristeza e superação. Em uma séries só com mulheres como protagonista, Nicole foi o maior destaque. Com isso, ela foi coroada com Emmy de Melhor Atriz.
O ano de Nicole ainda conta com "The Upside", versão americana do francês "Os Intocáveis". Ano que vem, ela retorna para a segunda temporada de "Big Little Lies", recém confirmada pela HBO.

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Seja como Celeste ou Sue, Satine ou Virginia Woolf, Nicole nem precisava de seis produções em um mesmo ano para mostrar seu talento. Sua carreira é a prova de que Kidman é uma atriz fenomenal. Mas, ainda assim,no auge dos seus 50 anos, ela decidiu que queria mais, e queria algo novo. Assim, brilhando como sempre, ela foi uma das atrizes que mais trabalhou em Hollywood em 2017. E a gente seguiu assistindo e amando Nicole Kidman.

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