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A indústria cinematográfica já teve diversas cenas sensuais protagonizadas por musas que marcaram o imaginário coletivo. Relembre algumas delas

Natalie Portman, Demi Moore e Lindsay Lohan estão entre as atrizes que marcaram as telonas com cenas de striptease
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Natalie Portman, Demi Moore e Lindsay Lohan estão entre as atrizes que marcaram as telonas com cenas de striptease


Para os amantes das poltronas fofas e de uma boa pipoca, se deparar com cenas que causam as mais diversas emoções já é de praxe. Porém, entre risos, choros, aflição e medo, há um tipo de episódio que não costuma vir à mente quando o assunto é cinema, mas que gera uma lista e tanto de momentos marcantes da sétima arte. Não importa se o gênero é ação, drama, ou comédia: quando há um sexy symbol e um pole dance a meia luz, a conta não pode dar outra soma que não seja striptease e muitos pulmões sem fôlego.

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Entre produções e mais produções do cinema hollywoodiano, algumas atrizes fizeram história com cenas de striptease e muitos marmanjos, do elenco e do público, tiveram que segurar a emoção por conta do frisson causado por tanta sensualidade.

Nanda Costa, “Romance Policial – Espinosa” (2015)

Nanda Costa em
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Nanda Costa em "Romance Policial - Espinosa" como Camila


Quando o assunto é striptease, não vêm à cabeça muitas cenas que difiram dos filmes da indústria norte-americana. No entanto, algumas cenas de striptease nacionais seduziram muitos telespectadores e também marcaram a prática no Brasil. Nanda Costa, ao viver a dançarina de boate Camila, personagem da série “Romance Policial – Espinosa” (2015), de Garcia-Roza, surpreendeu (de modo muito positivo, diga-se de passagem) o público brasileiro quando se despiu em um dos episódios da série. De tirar o fôlego!

Jennifer Aniston, “Família do Bagulho” (2013)

Jennifer Aniston em
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Jennifer Aniston em "Família do Bagulho" (2013), de Rawson Marshall Thurber


A loira, que está entre as mais queridinhas do cinema, não tem um histórico muito extenso no que diz respeito a papeis sensuais. Além de interpretar a dentista ninfomaníaca Dr. Julia Harris nos filmes Quero Matar Meu Chefe 1 e 2, de Seth Gordon e Sean Anders, a gata provou, na pele da stripper Rose O'Reilly, em “Família do Bagulho” (2013), que todo esse tempo quietinha só serviu para encantar ainda mais no momento em que a atriz aceitou revelar um pouco mais de seu sex appeal. A comédia de Rawson Marshall Thurber conta a história de um traficante em apuros que esquematiza uma família falsa para não ser pego no flagra e serviu de ótimo comprovante para atestar que o nível de sedução da loira não é nada baixo.

Jessica Chastain, “Os Infratores” (2012)

Jessica Chastain em
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Jessica Chastain em "Os Infratores" como Maggie


Na pele de Jessica Chastain, Maggie ganhou vida no longa “Os Infratores” (2012), de John Hillcoat e tirou o fôlego de muitos telespectadores com sua aparência clássica e sensual. Mesmo com uma personagem coadjuvante na história, a ganhou a admiração do público ao interpretar a dançarina Maggie, que é contratada para trabalhar no bar que disfarça as atividades ilegais dos irmãos Bondurant. Ao se envolver com um deles, Forrest Bondurant (Tom Hardy), a musa chamou a atenção quando se despiu numa cena em que o jogo de sedução com o amado estava à flor da pele.

Christina Aguilera, “Burlesque” (2011)

Christina Aguilera como Ali em
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Christina Aguilera como Ali em "Burlesque"


Ali, vivida por Christina Aguilera no musical de Steven Antin “Burlesque” (2011), é uma garota provinciana que corre atrás de realizar os próprios sonhos. Após ir para Los Angeles e ter sido (às duras penas) contratada como dançarina do The Burlesque Lounge, cabaré que precisa recuperar os dias de glória, a linda e doce Ali não deixou que seu rostinho bonito fizesse com que as pessoas pensassem que lhe falta um poder (e tanto!) de sedução. Na música “Guy What Takes His Time”, que está entre tantas outras que a diva interpreta no musical, Christina ficou sem roupa, mas não entregou nada de mão beijada: mesclou humor e sensualidade mantendo sempre escondidas as partes do corpo com algum acessório da cena. Que mulher!

Vanessa Ferlito, “À prova de morte” (2010)

Vanessa Ferlito como Arlene em
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Vanessa Ferlito como Arlene em "À Prova de Morte"


Compondo a lista de nomes que é resultado da misoginia do dublê Mike (Kurt Russel), Arlene, vivida por Vanessa Ferlito, atraiu muito a atenção de todos os homens que a viam, assim como suas outras amigas. Entre as personagens do longa de terror de Tarantino, Arlene não poderia imaginar no que é que resultaria usar sua sensualidade para deixar o assassino em série de mulheres, Mike, vidrado. A gata pode não ter se despido e feito um striptease na forma clássica, mas mesmo com roupa, dançou de um jeito que deixa qualquer um babando e com certeza deixou muitos ânimos aflorados por aí, além de marmanjos sem ar. Literalmente de matar!

Jessica Biel, “Ponto de Partida” (2008)

Jessica Biel em
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Jessica Biel em "Ponto de Partida" (2008), de Timothy Linh Bui


No drama de Timothy Linh Bui, Jessica Biel deu vida à personagem Rose Johnny, que devido a um acidente ocorrido com o próprio filho, resolveu aceitar trabalhar como stripper numa boate. A gata, que já estrelou filmes como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e “Hitchcock” (2012), além de ser alvo romântico de Jack Doheny (Ray Liotta), ex-presidiário e paciente terminal e Qwerty Doolittle (Eddie Redmayne), agente funerário e caridoso, dois dos personagens de “Ponto de Partida” (2008), também fez com que Rose Johnny arrancasse suspiros com o corpão e rendesse um trabalho e tanto registrado no portfólio da atriz.

Lindsay Lohan, “Eu Sei Quem Me Matou” (2007)

Lindsay Lohan em
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Lindsay Lohan em "Eu Sei Quem Me Matou" (2007), de Chris Sivertson


A famosa ruivinha conhecida por meio dos trabalhos do canal norte-americano de televisão Disney Channel rompeu de vez com os estereótipos de menina Disney quando estrelou em “Eu Sei Quem me Matou” (2007), na pele de Aubrey Fleming, garota que desaparece, mas retorna rapidamente para alegria e alívio da própria família. No entanto, ao retornar, a gata esquece não só a memória, mas também a vergonha e a inocência que viviam em Aubrey, o que os médicos chamam de “persona” para se proteger contra o trauma vivido. A stripper Dakota Moss toma o lugar de Aubrey e preocupa a família da garota, que prende o olhar de quem quer que se atreva a assistir seu show - muito envolvente.

Dira Paes, “Baixio das Bestas” (2007)

Dira Paes como Bela em
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Dira Paes como Bela em "Baixio das Bestas", de Cláudio Assis


Mesmo com tantas cenas internacionais marcantes, não podemos deixar para trás as nacionais. Dira Paes, em “Baixio das Bestas” (2007), de Cláudio Assis, interpretou Bela, uma das prostitutas de Dona Margarida (Conceição Camarotti) e, mesmo não sendo protagonista, a atuação revelou o sex appeal de Dira. Em uma das cenas dentre as outras que deram brilho para atriz no filme, há uma que carrega um talento e uma força excepcionais: retratando a realidade da vida de muitas mulheres pernambucanas, Bela, na pele de Dira, dança de modo sensual em um palco e atrai homens que a tratam de forma áspera e extremamente violenta. O papel rendeu para Dira um prêmio no Festival de Cinema de Brasília na categoria de melhor atriz coadjuvante.

Juliana Knust, ”Achados e perdidos” (2006)

Juliana Knust como Flor em
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Juliana Knust como Flor em "Achados e Perdidos"


Polícia, crimes e prostituição. Esses três pilares sustentaram a atuação de Juliana Knust em “Achados e Perdidos” (2006), de José Joffily. Depois de ter sua colega, a garota de programa Magali (Zezé Polessa) morta, Flor (Juliana Knust), também prostituta, se envolve com Vieira (Antônio Fagundes), delegado aposentado que viveu um caso com Magali e foi acusado de mata-la. Dando vida à Flor, a atriz brilhou e mostrou que ser sexy está entre uma dentre tantas outras qualidades que tem.

Cristina Ricci, “Entre o Céu e o Inferno” (2006)

Cristina Ricci como Rae em “Entre o Céu e o Inferno” (2006)
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Cristina Ricci como Rae em “Entre o Céu e o Inferno” (2006)


Ao dar vida à ninfomaníaca e dependente química Rae, Christina Ricci se mostrou completamente apta a interpretar papéis que exigem que a sensualidade esteja aflorada. No drama musical de Craig Brewer, de 2006, Rae é encontrada ferida à beira da estrada por Lazarus (Samuel L. Jackson) e os dois, unidos pelo desejo, pela perda e juntos, também, na busca por redenção, começam uma relação de amizade que dita os caminhos da história do longa. Mesmo sem ter tirado completamente a roupa, Cristina, nesse papel, tem todo o potencial para entrar no ranking das musas que seduziram os homens que gostam de ir ao cinema.

Alice Braga, “Cidade baixa” (2005)

Alice Braga como Karinna em
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Alice Braga como Karinna em "Cidade Baixa"


Sob direção de Sérgio Machado, a atriz Alice Braga interpretou Karinna, uma profissional do striptease que, além de gata e super sexy, sabe o que quer. No filme, como se não bastasse deixar todo mundo babando com tanto sex appeal, Karinna busca um gringo cheio do dinheiro para conseguir, um dia, meter a mão na grana. Além de dividir o holofote na história com atores como Wagner Moura e Lázaro Ramos, Alice Braga brilhou no papel de dançarina das noites e seduziu uma legião de caras que, com certeza, não esquecerão da atuação tão cedo. Que loira é essa?

Natalie Portman, “Closer – Perto Demais” (2005)

Natalie Portman em
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Natalie Portman em "Closer - Perto Demais" (2005), de Mike Nichols


Na carreira de Natalie Portman, é fácil listar uma porção de atuações notáveis e merecedoras de prêmios. A mulher com rosto de menina que já viveu a personagem Nina em “Cisne Negro” (2011), em “Closer – Perto demais” (2005), desmistificou completamente o jeitinho menininha e seduziu sem ponderar. Com direito a um visual que não economizou na peculiaridade e que não deixou a desejar no quesito sexy, a atriz marcou o cinema na cena em que dançava para Larry (Clive Owen) exalando sex appeal com muita segurança, pouca roupa e salto alto. A atuação tirou o fôlego não só do público, mas também da academia e rendeu para Natalie sua primeira indicação ao Oscar, na categoria de melhor atriz coadjuvante.

Rebecca Romijn-Stamos, “Femme Fatale” (2003)

Rebecca Romijn-Stamos em
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Rebecca Romijn-Stamos em "Femme Fatale" (2003), de Brian de Palma


Laura Ash (Rebecca Romijn), em “Femme Fatale” passa a trama se reinventando. Depois de deixar uma carreira de crimes para trás, a loira virou esposa do embaixador norte-americano na França, e por isso precisa ser o mais discreta possível. No entanto, ao despertar o interesse de Nicolas Bardo, paparazzi vivido pelo galã Antonio Banderas, a musa perde a paz e tem que criar uma nova identidade para não se queimar com inimigos indo para a frente dos holofotes mais uma vez. Fazendo uso de sua sensualidade, que compõe um talento e tanto, Laura Ash seduz e incentiva os voyeurs a admirar um tipo de apresentação que só ela parece saber fazer.

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Demi Moore – “Striptease” (1996)

Demi Moore em
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Demi Moore em "Striptease", de Andrew Bergman, em 1996


O próprio título do longa já não esconde que a sensualidade é o personagem principal da história. Demi Moore em “ Striptease ” (1996), de  Andrew Bergman, vive Erin, uma beldade que é vítima de um golpe feito pelo marido que acaba custando o emprego de secretária que a gata tinha no FBI. Ao perder a custódia da filha e por se ver sem muitas alternativas, Erin começa a trabalhar como stripper e vê que não fica tão desajeitada quanto imaginava em cima dos palcos com pouca luz e em meio aos pole dances espalhados por eles. Ainda que o filme tenha sido criticado, a atuação de Demi Moore marcou no que diz respeito a sex appeal e, com certeza, ficou mais do que registrada na história do cinema.

Jamie Lee Curtis, “True Lies” (1994)

Jamie Lee Curtis como Hellen Tasker em
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Jamie Lee Curtis como Hellen Tasker em "True Lies" (1994)


Mesmo fazendo o papel de uma personagem toda certinha, conservadora e que gostaria de viver uma vida muito melhor do que a realidade insossa que enfrenta diariamente, Jamie Lee Curtis, ao interpretar Hellen Tasker, uniu um corpão daqueles com comicidade numa cena que não será esquecida facilmente. A fim de mostrar para o marido que casamentos de longa duração podem, sim, ter momentos bem apimentados, Hellen teve um pouco de dificuldade no começo da apresentação (levou até um tombo), mas no fim deu tudo certo. Com marcas inigualáveis como o cabelo curtíssimo e a lingerie mega cavada, corte sensação de roupas femininas na década de 90, Jamie Lee Curtis conseguiu unir comédia e sedução num único momento do cinema.

Madonna, “Corpo em evidência” (1993)

A diva da música pop Madonna estrelou como Rebecca Carlson no filme
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A diva da música pop Madonna estrelou como Rebecca Carlson no filme "Corpo em Evidência"


Nunca foi segredo para ninguém que a lista de talentos da eterna diva do pop Madonna é infinita. Em 1993, a musa internacional do mundo da música já colocava em prática o que sempre fez muito bem e faz até hoje: deixar um monte de gente boquiaberta. No papel de Rebecca Carlson, principal suspeita de assassinar Andrew Marsh (Michael Forest), seu namorado, Madonna prendeu a atenção dos amantes de cinema enquanto vestiu os sapatos de uma personagem que tinha a mente tomada pelo gosto do sadomasoquismo. Uma loucura!

Emmanuelle Seigner, “Lua de Fel” (1992)

Emmanuelle Seigner brilhou na pele de Mimi, em
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Emmanuelle Seigner brilhou na pele de Mimi, em "Lua de Fel"


Por mais que não tenha sido no estilo clássico da dança sensual que é o striptease, Emmanuelle Seigner também marcou a prática nas telonas, só que de um jeito (bem) diferente. Quando deu vida à personagem Mimi, registrou uma lembrança e tanto no mundo do cinema quando fez a dança do rinoceronte africano no cio para o pretendente na trama. Ainda que tenha sido mais cômico que excitante, no quesito inovação e para aqueles que gostam de novidades, uma atuação tão peculiar não poderia ficar fora desta lista. 

Kim Basinger, “9 ½ semanas de amor” (1986)

Kim Basinger como Elizabeth em
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Kim Basinger como Elizabeth em "9 1/2 semanas de amor"


Por mais que os tempos sejam remotos, nos anos 80 já havia um contexto que permitia, ainda que exigisse cautela, um exercício de sedução por parte da mulherada sem que houvesse (muitos) julgamentos. Kim Basinger, como Elizabeth, em “9 ½ semanar de amor” (1986), de Adrian Lyne, tornou uma cena não muito rebuscada num registro histórico do striptease no cinema. Ao dançar em meio a penumbras e sombras para John (Mickey Rourke), se despiu de modo inigualável e com uma sensualidade que exige muito de outras atrizes para chegar no mesmo nível de sex appeal.

Jennifer Beals, “Flashdance” (1983)

Jennifer Beals em
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Jennifer Beals em "Flashdance"


Um ícone. É bem provável que muita gente já tenha visto uma cena, ou alguma referência a ela, de uma mulher em uma cadeira contra luz, num palco e, ainda por cima, tomando um banho de água que cai sabe-se lá de onde. “Flashdance”, de Adrian Lyne, conta a história de Alex Owens, uma jovem que não mede esforços para conseguir conquistar o sonho de se tornar uma dançarina. Em um dos momentos de protagonismo sensual da atriz, a personagem se apresenta e toma um banho no meio da coreografia numa apresentação. A cena, icônica, fez com que o filme e a atuação de Jennifer Beals ficasse marcada mesmo após cinco décadas depois do lançamento do filme.

Sophia Loren, “Ontem, hoje e amanhã” (1963)

Sophia Loren em
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Sophia Loren em "Ontem, Hoje e Amanhã", de 1963


No filme “Ontem, Hoje e Amanhã”, de Vittorio de Sica, a cena de striptease, mesmo que sutil, foi o suficiente para causar polêmica e frisson numa época tão longínqua. Sophia Loren, no filme, judiou de Marcello Mastroianni, que acompanhou o show da atriz de pertinho por dividir os holofotes com a musa, já que contracenaram juntos. O corselet com detalhes de renda e as meias três quartos finas e pretas foram o suficiente para arrancar o fôlego do público que teve o prazer de ver essa atuação - que marcou a história do striptease no cinema.