Imperatriz Leopoldinense
Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz Leopoldinense passa pela Sapucaí com muitas peles, faces e aclamando o novo. O enredo "Camaleônico", celebra o legado de Ney Matogrosso e como ele fez do seu corpo um ponto poético, enfrentando a Ditadura Militar, além de recusar rótulos.

A escola mergulhou na trajetória de Ney Matogrosso para construir um tributo à altura de sua grandeza artística no Carnaval 2026. Com o enredo Camaleônico, a escola verde e branca exalta o artista que reinventou a música, o corpo e a liberdade de expressão no Brasil, atravessando décadas com ousadia, coragem e originalidade.

Cantor, performer e símbolo de transgressão, Ney é apresentado como um ser em constante metamorfose. Da força ancestral evocada em cena à maquiagem marcante e à presença magnética, o desfile traduziu em alegorias, fantasias e samba-enredo a pluralidade de um artista que nunca se deixou aprisionar por rótulos.

Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Ney Matogrosso no último carro da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Ney Matogrosso no último carro da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Ney Matogrosso no último carro da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Baianas da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Baianas da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Iza, Rainha de Bateria da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Iza, Rainha de Bateria da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Iza, Rainha de Bateria da Imperatriz. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Imperatriz Leopoldinense. Foto: Rodrigo T. Ribeiro/iG


A Imperatriz destacou não apenas o intérprete consagrado, mas o homem que transformou o palco em território de resistência e poesia.

Ao revisitar momentos emblemáticos de sua carreira, dos tempos revolucionários à frente dos Secos & Molhados às fases solo marcadas por liberdade estética e afirmação política, a escola propõe uma jornada sensorial e emocional. Camaleônico é, acima de tudo, uma celebração da arte como instrumento de enfrentamento, beleza e transformação, reafirmando  Ney Matogrosso como um patrimônio vivo da cultura brasileira.


Ficha técnica

Enredo: Camaleônico
Presidente: Cátia Drumond
Carnavalesco: Leandro Vieira
Intérprete: Pitty de Menezes
Mestre de bateria: Lolo
Rainha de Bateria: Iza
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro
Comissão de Frente: Patrick Carvalho.

Samba-enredo

(Eu juro que é melhor se entregar)
(Ao jeito felino, provocador)
(Minha Imperatriz)

Devoro pra ser devorado
Não vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã
Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina
Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Sou meio homem, meio bicho
O silêncio e o grito
Pássaro-mulher
Que pinta a verdade no rosto
Traz a coragem no corpo
E nunca esconde o que é
Pelo visível, indefinível
Ressignifica o frágil
O que confunde é o desbunde
Do que desafia o fácil

Canto com alma de mulher
Arte que sabe o que quer
E não se esqueça

Eu sou o poema que afronta o sistema
A língua no ouvido de quem censurar
Livre para ser inteiro, pois
Sou homem com H
Eu sou o poema que afronta o sistema
A língua no ouvido de quem censurar
Livre para ser inteiro, pois
Sou homem com H
E como sou

O bicho, bandido, pecado e feitiço
Pavão de mistérios, rebelde, catiço
A voz que a cálida rosa deu nome
A força de Atenas que o mau não consome
O sangue latino que vira
Vira, vira lobisomem

Eu juro que é melhor se entregar
Ao jeito felino, provocador
Devoro pra ser devorado
Não vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã
Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina
Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Sou meio homem, meio bicho
O silêncio e o grito
Pássaro-mulher
Que pinta a verdade no rosto
Traz a coragem no corpo
E nunca esconde o que é
Pelo visível, indefinível
Ressignifica o frágil
O que confunde é o desbunde
Do que desafia o fácil

Canto com alma de mulher
Arte que sabe o que quer
E não se esqueça

Eu sou o poema que afronta o sistema
A língua no ouvido de quem censurar
Livre para ser inteiro, pois
Sou homem com H
Eu sou o poema que afronta o sistema
A língua no ouvido de quem censurar
Livre para ser inteiro, pois
Sou homem com H
E como sou

O bicho, bandido, pecado e feitiço
Pavão de mistérios, rebelde, catiço
A voz que a cálida rosa deu nome
A força de Atenas que o mau não consome
O sangue latino que vira
Vira, vira lobisomem

Eu juro que é melhor se entregar
Ao jeito felino, provocador
Devoro pra ser devorado
Não vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã
Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina
Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Detalhes

Por volta da 1h22, os portões fecharam e a escola realizou o desfile em 79 minutos. 

Sobre a Imperatriz Leopoldinense

É uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Ramos. A escola foi fundada em 6 de março de 1959, pelo farmacêutico Amaury Jório, com alguns sambistas. Seu nome faz referência à Estrada de Ferro Leopoldina, que cortava o bairro de Ramos, e recebeu em Referência à Imperatriz Maria Leopoldina do Brasil.

No ano de 2023, a Imperatriz foi declarada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A Imperatriz tem como cores o verde, branco e ouro. O símbolo da Imperatriz é a coroa do Primeiro Reinado, período no qual a Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria reinou no Brasil.

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