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Ser mama ou não ser? Esse dilema acompanhou Ieda ao longo de sua participação no "BBB 17" e ajudou a fazer dela uma personagem apaixonante

Ieda foi a melhor jogadora do “BBB 17”. A afirmação pode parecer simples, mas um jogo como o “BBB” rejeita a compostura das coisas simples. O público do programa que participa ativamente do jogo, ou seja, que vota, valoriza mais do que quem joga, quem se joga no jogo. Mas mesmo aí é preciso se abrir para certa complexidade. Como se jogar mais na experiência BBB do que se aventurar nesse jogo de convivência aos 70 anos? Se expor ao duro convívio com estranhos de outras faixa-etárias e classes sociais a esta altura da vida não é uma maneira maravilhosa e progressista de se viver?

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Ieda, finalista do ''BBB17''
Fábio Rocha/TV Globo
Ieda, finalista do ''BBB17''

É essa a bagagem que Ieda traz para a final do programa nesta quinta-feira (13). Ela que aceitou ser mama da turma para pouco tempo depois rejeitar o rótulo. Ieda, como na música do Kid Abelha que tanto admira, erra enquanto o tempo lhe permite e pintou o “BBB 17” de cores vivas e sóbrias.

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A gaúcha soube pôr seus interesses à frente dos aliados e isso causou alguns estranhamentos. Desaforada, não aceitou desaforos. Estabeleceu alianças de ocasião e teve uma relação de amor e ódio com outra finalista da edição, Emilly. Desde o início predispôs-se a levantar inteligência dos humores da casa e da movimentação dos jogadores. “Eu sou Maria boba”, disse certa vez à mesa de jantar, no que Rômulo, com quem trocou muitas figurinhas, reagiu: “Se você é Maria boba, o que é esperta?”.

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Ieda, finalista do ''BBB17'': lição de vida
Paulo Belote/TV GLOBO
Ieda, finalista do ''BBB17'': lição de vida

Ieda talvez seja a finalista que melhor conjugue a força do feminino. Sua experiência, sua beleza, seu instinto maternal, sua perspicácia, instintos e inteligência foram instrumentalizados pela jogadora que soube se insinuar, sem parecer que estava “se esforçando para acontecer no BBB”.

É natural que carregue a simpatia das pessoas mais maduras que assistem o programa. A identificação é uma moeda poderosa no “BBB”. Mas até nisso Ieda já sai perdendo. Sua vitória parece ser de foro íntimo. Ter chegado à final de um programa que deliberadamente agiu para se rejuvenescer em 2017 – e a escolha de Tiago Leifert para apresentador é o principal sintoma disso – é uma conquista poderosa que porcentagem nenhuma na final desta noite é capaz de mensurar.

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