Assassinato de Daniella Perez mudou o rumo da novela "De Corpo e Alma"

Com o assassinato de sua filha, Glória Perez deixou a trama nas mãos de Gilberto Braga. Veja o que aconteceu com os personagens de Daniella e Guilherme de Pádua

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Daniella Perez era Yasmin Biachi em 'De Corpo e Alma' . Durante a novela, ela foi assassinada pelo ator Guilherme de Pádua, que contracena com ela. Foto: Reprodução/DivulgaçãoEla era um dançarina de balé e para explicar o seu desaparecimento da trama, ela vai estudar fora do país. Foto: Reprodução/DivulgaçãoEla vivia um triângulo amoroso, ao lado de Fábio Assunção ( Caio Pastore) e Guilherme de Pádua (Bira). Foto: Reprodução/DivulgaçãoDaniella Perez e Guilherme de Pádua, Bira e Yamin, viveram um romance na trama em 'De Copo e Alma'. Foto: Globo/DivulgaçãoDaniella Perez com Marilu Bueno e Stênio Garcia, seus pais em 'De Copo e Alma'. Foto: ReproduçãoStênio Garcia interpretou o pai de Daniella Perez em 'De Corpo e Alma'. Foto: ReproduçãoCom a morte de sua filha, Glória Perez, autora da novela, ficou afastada por uma semana de seu trabalho, mas retomou logo em seguida. Foto: Ag NewsEm sua volta, Glória colocou dois temas em questão: morosidade da Justiça e a inadequação do Código Penal. Foto: Reprodução

Há exatos 20 anos, o assassinato de Daniella Perez abalou o Brasil. No dia 28 de dezembro de 1992, aos 22 anos, a atriz foi morta com tesouradas pelo seu colega de cena em “De Corpo e Alma” Guilherme de Pádua e por sua mulher, Paula Thomaz.

Passo a passo: Relembre o assassinato de Daniella Perez

O crime também mudou o rumo da novela, que tinha como autora a mãe da atriz, Glória Perez. Na semana seguinte ao assassinato, Gilberto Braga e Leonor Bassères assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e de dar uma solução para o desaparecimento dos personagens Yasmin e Bira, interpretados por Daniella e Guilherme.

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As últimas cenas da atriz como Yasmim foram ao ar em janeiro de 1993, quando a jovem vai viajar para o exterior para estudar, já que era uma dançarina. A cena foi explicada pelos diálogos dos personagens. Já o personagem Bira simplesmente deixou de existir.

Ao final deste capítulo, os atores do elenco e o diretor Fábio Sabag prestaram uma homenagem à atriz, com depoimentos gravados.

MUDANÇA NA LEI
Uma semana depois de seu afastamento, Glória retomou ao trabalho e acrescentou dois temas dentro da trama, que ganharam bastante repercussão: a morosidade da Justiça no Brasil e a inadequação do Código Penal. Com a indignação popular provocada com o episódio do assassinato, a autora conseguiu mais de um milhão de assinaturas para modificar a Lei de Crimes Hediondos. Com isso, o homicídio qualificado, ou seja, aquele praticado por motivo torpe ou fútil, ou cometido com crueldade passou a ser incluído na Lei dos Crimes Hediondos, que não permite pagamento de fiança e impõe que seja cumprido um tempo maior da pena para a progressão do regime fechado ao semi-aberto.

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