Marcelo Rezende: “Tem fila de feinhos  pra me dar tiro. Botei muitos na cadeia”

Apresentador do 'Cidade Alerta' sabe a gíria dos bandidos, mas também entende de vinhos, de livros e de cozinha. "Leio para compensar minha falta de estudo. Não consegui completar nem o segundo grau"

iG Gente (Anderson Perri) | - Atualizada às

A voz de Marcelo Rezende soa como o prenúncio de uma tempestade. É com intensidade quase dramática que ele dá as notícias policiais no “Cidade Alerta”, no ar toda tarde na Record. Sempre de olho nos crimes, denúncias envolvendo a saúde pública e perseguições policiais, ele conta com imagens aéreas feitas por um helicóptero sobrevoando ao vivo a cena. Com esse cenário e ajudado pela crise de audiência da Globo, ele chegou a vencer a novela das 6, "Lado a Lado", o que há muitos anos não acontecia com uma trama da emissora. Na conversa com o iG Gente , nos bastidores do “Cidade” – como ele se refere à atração – o jornalista falou sobre o sucesso de seu programa e mostrou um outro lado. Tranquilo, bom papo, muita história para contar. E uma boca suja que Deus lhe deu - solta palavrões com a mesma naturalidade com que transita pelo universo das senhas restritas para citar um policial infiltrado: “ganso”.

iG Gente: Você tem um estilo bravo no ar, dá bronca ao vivo, como mostra um vídeo que está na internet, em que você se irrita com um repórter em seu programa. Mas fora do ar você tem fama de brincalhão e engraçado. Como é isso?
Marcelo Rezende: Eu fico muito nervoso quando estou ao vivo, são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e não gosto que nada dê errado. Fora do ar sou uma pessoa tranquila, calma. Esse vídeo que você citou é o que ficou mais popular, mas teve outro pior. Era o primeiro dia do repórter. Me disseram que o cara era muito bom, formado na USP e etc. Estávamos mostrando o enterro de um menino assassinado, quando ele entra ao vivo, com o pai do garoto. Pergunta: “O senhor está aqui por um motivo triste, não?” Nesse momento, no ar, pedi para falar com o repórter. Disse, ironicamente, que ele estava enganado: o senhor estava ali porque estava passando, viu umas pessoas fantasiadas de preto e resolveu entrar para se divertir. Ele foi mandado embora no primeiro dia.


iG Gente: Na sua estreia, em junho passado, ‘Cidade Alerta’ estava no terceiro lugar de audiência. Agora você está brigando com a Globo pela liderança no horário. Como vê essa virada?
Marcelo Rezende: O “Cidade Alerta” virou uma caixa de ressonância do que a população está sentindo. Essa coisa de que jornalista não pode se envolver, não pode ter emoção, é tudo folclore. Para fluir legal você tem que agir como um cidadão. Apesar de ser um programa policial, é também um programa que tem a violência social refletida. Mas eu tento fazer um programa leve, conversado. Não grito, a não ser quando estou muito agitado. Tem horas em que brinco, conto histórias leves. Tento desestressar, sair do clima pesado. O conversado é muito melhor que o gritado.

iG Gente: A que você acha que se deve a vontade do público de ver programas que falam de criminalidade e violência?
Marcelo Rezende: É pela vida como ela é. É o que está acontecendo no país. Eu não tenho matéria de política no programa, mas eu falo de política. Não tenho matéria de economia, mas coloco algo de economia. É a vida das pessoas, vista no conforto de casa.

iG Gente: E a você mesmo, como afetam as notícias que você dá no programa? Você não se deprime de falar do ser humano em seus momentos mais degradantes?
Marcelo Rezende: Se eu disser que não me atinge, eu perco a essência do programa. Eu também sou cidadão, eu também tenho filhos, eu também tenho que me cuidar. Mas no estúdio, o que me afeta mais é quando envolve pessoas de idade e criança. Mas na vida de repórter eu sofria mais. Porque você está na frente da batalha. Uma vez, fiz uma reportagem sobre homicídio. Tinha um garoto de 12 anos, que os bandidos pegaram, colocaram de costas e deram um tiro de escopeta 12. Só sobrou orelha, estava tudo aberto. No campo de batalha é muito mais difícil.

Recebo algumas ameaças. Mas quando recebo é bom. Ninguém avisa que vai te matar.

iG: Você tem algum ritual para se desligar do mundo cão que você investiga no seu programa?
Marcelo Rezende: Há muitos anos eu estudo vinho. Gosto de ter, colecionar e principalmente de beber. Segunda coisa que me desestressa é ler. É uma forma de compensar minha falta de estudo. Não consegui completar nem o segundo grau. Fui contrabalanceando, mas virou um vício permanente. Além disso, eu adoro cozinhar. Não sei se cozinho bem, mas cozinho. Eu tenho uma boa cozinha, em que a empregada não entra. Só para limpar. Eu moro sozinho. Então chego em casa, começo a preparar um jantar e abro um vinho. E também faço ginástica, mas isso todo mundo faz.

Adoro cozinhar. Não sei se cozinho bem, mas cozinho. Tenho uma bela cozinha, em que a empregada não entra. Só para limpar.

iG Gente: Como nasceu essa sua paixão por vinhos? 
Marcelo Rezende: Eu sempre gostei muito de beber, gosto do gosto da bebida. Não bebo muito, mas sempre gostei, desde garoto. Eu bebia muita cerveja e whisky. No começo dos anos 70, comecei a viajar como repórter. Como a diária de jornalista era bem mais generosa do que hoje em dia, dava para tomar vinho. Comecei a beber um pouco aqui e um pouco ali e fui pegando gosto. Não tinha abandonado ainda o whisky, mas quando cheguei aos 30 anos, percebi que não ia terminar bem se continuasse a beber da mesma forma . Resolvi parar com o whisky e comecei a ler sobre vinho, que me levava a ler sobre a história da humanidade. Fui me encantando, comprando, bebendo e no fim se tornou um hobby. Meu gasto é vinho, viagem e livros. Não tenho vaidades, não compro roupas, relógios. Gosto de andar de camiseta, bermuda e sandália havaiana.

Não tenho vaidades, não compro roupa e nem relógios. Gosto de andar de bermuda, camiseta e sandália havaiana. Gasto com vinhos, viagens e livros.

iG Gente: Você já apresentou algum jornal na bancada?
Marcelo Rezende: Nesse formato de bancada eu só apresentei o Rede TVNews, na RedeTV!. Nunca apresentei de bermuda, mas de sandália muitas vezes. Não gostei da experiência de ficar na bancada, sentado. Ficava preso. Parecia uma jaguatirica na gaiola. Lê o que o cara escreveu, não improvisa nada. Eu gosto de falar.

iG Gente: Como foi o início de sua carreira?
Marcelo Rezende: Comecei pelo esporte em um jornal diário no Rio. De lá fui para a Rádio Globo, depois para a redação de “O Globo”. Comecei como repórter de esporte amador e depois me tornei copydesk (profissional responsável pela correção de textos). Nessa época, o redator era como uma entidade. Trabalhei com Aguinaldo Silva e Gilberto Braga, na minha frente sentava o Nelson Rodrigues, que escrevia as crônicas dele. Depois de um tempo voltei a ser repórter esportivo. Na Globo, fiquei no esporte um tempo e depois fui fazer geral. Na época ocorrera um crime de grande repercussão nacional, o assassinato de um milionário, morto pelo amante da esposa. Me colocaram para fazer a matéria e, por coincidência, o delegado do caso lutava judô comigo. Consegui que ele abrisse as portas para mim e as coisas foram dando certo. A direção da Globo falou para mim que esse era meu caminho e estou nessa até hoje. Isso foi em 1989.

Descobri que muitas crianças assistem o 'Cidade Alerta' Não sei porque os pais deixam, mas vêem.

iG Gente: O julgamento do goleiro Bruno e os homicídios em São Paulo melhoraram a audiência do ‘Cidade’? Vocês têm alguma estratégia para manter a audiência quando esses assuntos morrerem?
Marcelo Rezende: Eu não falei muito do caso Bruno, deixei pro Datena. Ele entra antes de mim no ar e já vem mais forte. Eu venho do zero, não posso disputar com a mesma coisa. Seria burro. Minha subida se deve mais à Globo, foi de onde roubei mais audiência. A audiência da Band caiu muito pouco. Eu tenho que me fortalecer no segundo lugar para chegar ao primeiro. Esse é meu foco e o objetivo da emissora. Consegui um público novo e tenho uma plateia fiel, que me conhece desde a época da Globo. Mas eu descobri também que tem muita criança que me vê. Não sei porque os pais deixam, mas vêem.

Tem alguns assuntos que eu deixo para o Datena. Ele entra antes de mim no ar e já vem mais forte. Eu venho do zero, não posso disputar com a mesma coisa. Seria burro.

iG Gente: Como você se posiciona diante do Datena e de outros apresentadores, como Milton Neves, Gilberto Barros, que já apresentaram o ‘Cidade Alerta’?
Marcelo Rezende: Nunca fiz comparação, mas todos são bem sucedidos. O Milton Neves é um especialista em fazer merchandising e ganhar dinheiro (risos). O Gilberto Barros também (risos). O único que se notabilizou mesmo nesse tipo de programa é o Datena. Mas ele tem o jeito dele, grita mais, extravasa o que as pessoas estão sentindo. Há 15 anos ele faz isso, entra no mesmo estúdio, para apresentar o mesmo programa, então sem dúvida já criou uma identidade com as pessoas. A diferença entre nós é que ele verbaliza a indignação das pessoas de uma forma mais exaltada com muita habilidade. Eu tento verbalizar com explicação, pelo meu olhar técnico de mais de 20 anos trabalhando nisso.

O Alckmin é um dos poucos políticos corretos que eu conheço, honesto, mas no caso da violência em São Paulo ele foi muito frouxo.

iG Gente: Qual seu parecer técnico sobre os homicídios de São Paulo?
Marcelo Rezende: O Alckmin foi muito frouxo. Ele é um dos poucos políticos corretos que eu conheço, honesto, mas nessa área ele foi muito frouxo. O estado insiste em colocar à frente da Secretaria de Segurança Pública um promotor, por causa da briga entre as duas polícias, e escolheram um secretário que paralisou a polícia civil. Enquanto isso existir, não vai haver uma cabeça de comando. Teve um erro estratégico também. Em 2006, o governo fez um acordo com o PCC para melhorar a condição dos presos e deixou o PCC colocar ordem nas cadeias. Eu entro nos presídios, vejo o que está acontecendo. Hoje em dia é um silêncio lá, ninguém mais mata, não se estupra. Tem um tribunal para o acerto de contas. Entregaram o Estado para o bandido. Fizeram um acordo com eles, mas ninguém foge do que é. Quando a polícia age e mata alguns criminosos, vai ter resposta e a resposta está aí: mais de 300 pessoas mortas nos últimos dias.

iG Gente: Você foi o primeiro a desconfiar da falsa entrevista com os integrantes do PCC exibido pelo programa "Domingo Legal" em 2003, na época apresentado pelo Gugu, no SBT. Dois bandidos encapuzados ameaçavam você e outras pessoas. Onde foi que você viu algum sinal de armação?
Marcelo Rezende: O bandido que nos ameaçava na fita não sabia nem segurar o revólver direito. A forma dele falar também entregava, pois bandido não fala daquela forma. O local em que eles gravaram a entrevista também era estranho. Parecia um estacionamento, onde eles nunca estariam. Tudo era muito estranho. No meu programa da RedeTV!, reproduzi a fita e mandei colocar no GC (legenda que fica na parte de baixo da tela) “A Farsa do Domingo Ilegal”. Após o programa, um cara me liga falando que os “bandidos” faziam pegadinha para o Sérgio Mallandro e me mandou uma fita de um deles atuando. Coloquei no ar mostrando o cara e descobri o endereço dele. Com a pressão, ele acabou me ligando, desesperado, com medo de ir preso. Falei para ele me contar como foi que tudo aconteceu e que iria tentar “diminuir a pressão”. Mas o Gugu cometeu um erro pior ainda, o erro da arrogância. Uma semana depois, ele encerrou o programa tocando a música “Tô nem aí”. Para mim foi a tampa do caixão. Continuei batendo, até que a polícia entrou na história e foi atrás dos culpados. Depois, eu entrei com um processo contra o Gugu, mas ele acabou se desculpando ao vivo no programa e no próprio processo, e preferi deixar essa história para lá.

Desconfiei da entrevista falsa do Gugu com o PCC porque o bandido que me ameaçava não sabia nem segurar o revólver. A forma dele falar também entregava, bandido não fala daquela forma.

iG Gente: Hoje ele está na Record, seu companheiro de emissora. Como é essa relação?
Marcelo Rezende: Eu nunca encontrei com ele na minha vida. Eu nunca o vi. Ele para mim é uma entidade. Dizem para mim que ele é a pessoa mais agradável do mundo, super gentil, super legal. Sempre falam bem dele. Eu acho que vou gostar de conhecê-lo um dia. Acho legal ele na TV, engraçadas as coisas que ele faz. Acho ele um gênio.

iG Gente: Mas você acha que ele sabia ou não sabia sobre a farsa?
Marcelo Rezende: Nunca quis saber. Para mim acabou. Não fui atrás.

iG Gente: Quase não se sabe nada de sua vida pessoal. Como você faz essa blindagem?
Marcelo Rezende: Sempre mantive minha vida pessoal distante do público. Eu não sei fazer o marketing de ficar indo aos lugares, tirando foto, aparecendo. Não sou de festa, de badalação, gosto da minha vida sossegada. Sempre me pedem para mostrar minha casa, como eu sou fora do ar, fazer uma matéria comigo cozinhando, falando sobre vinhos, mas sempre dou um jeito e caio fora. Dou cada drible que até eu fico com vergonha. Até poderia ser bom, venderia uma imagem bacana. Mas eu não gosto, até por timidez. Uma vez quiseram fazer uma matéria comigo fazendo ginástica, dentro da piscina. Isso não é para mim. Também nunca gostei de mostrar minha família na época em que era casado, e nunca quis mostrar meus filhos. Pra que? Para vir um bandido e acabar com a vida deles? Tem uma fila de “feinhos” doidos para me dar um tiro. Já coloquei muita gente na cadeia. Mesmo estando certo, você está tirando a vida de uma pessoa por um tempo.

Tenho muito mais que três filhos, eu nem sei direito. Esquece isso!

iG Gente: Você tem três filhos?
Marcelo Rezende: Não, são muitos mais. Mas eu nem sei direito... Esquece isso!

iG Gente: Você recebe muitas ameaças?
Marcelo Rezende: Recebo algumas. Mas quando recebo é bom. Ninguém avisa que vai te matar.

iG Gente: Você tem muitos amigos no telejornalismo?
Marcelo Rezende: Não muitos. Para citar alguns, o Geraldo Luis (apresentador do ‘Balanço Geral’, da Record), o César Filho, o Marcio Canuto, o Ernesto Paglia. Mas não tenho muitos por uma razão: jornalista só gosta de falar de jornalismo. Não tem outro assunto. Com essas pessoas que eu citei, quando nos encontramos, não falamos de televisão.

iG Gente: Você diz que é essencial ser livre. Como é a política da casa em casos de investigação e denúncias na Igreja Universal?
Marcelo Rezende: Eu trabalho para a Record, que pertence a um grupo. O acionista principal da emissora também tem uma igreja. É assim mesmo, eles são meus patrões. Trabalhei na Globo e nunca fui investigar o Roberto Marinho ou seus outros negócios. Se eu quiser investigar algo do bispo (Edir Macedo), tenho que sair daqui. Como eu acho que não tem nada a ser investigado dele, eu fico. O Bispo Macedo é uma pessoa encantadora. É o sujeito mais simples que eu conheço. Eu sou profissional, empregado de uma empresa que me trata muito bem. Se um dia me tratarem mal, eu apago as luzes e vou embora.

iG Gente: Você faz denúncias diversas, mas tem que seguir diretrizes dentro da empresa em que trabalha. Já recebeu pedidos da direção para fazer algum tipo de matéria?
Marcelo Rezende: A Globo, por exemplo, me pediu para fazer uma matéria sobre o (dirigente esportivo) Eurico Miranda, na época em que tiveram um briga. Mas eu não vejo isso como uma interferência. Toda empresa tem um dono com os seus interesses, e muitas vezes ele não deseja que você entre nesse ou naquele assunto. Ele é quem manda. Mas nunca me pediram, e espero que não peçam, para perseguir alguém apenas por perseguir. Quando me pediram para investigar o Eurico Miranda, no final se comprovou que ele tinha ilicitudes, então estava certo. Assim como o Ricardo Teixeira. Por uma das matérias que eu fiz sobre ele, se não me engano, ele está pagando quase 100 milhões de multa. Foi um pedido da Globo, mas eu cumpri com muito prazer. Se tinha algum interesse oculto, ninguém me contou, mas devia ter.

iG Gente: Você fez uma reportagem que denunciava as supostas irregularidades da Igreja Mundial do Poder de Deus envolvendo o Bispo Valdemiro. Em uma de suas pregações, ele chamou você de mentiroso, de repórter em fim de carreira. Como você reagiu?
Marcelo Rezende: Eu estou cagando para o que ele diz. Ele é maluco. Certa vez, disse que tinha pena de mim, que eu estou doente, com Aids. Eu fui atrás da denúncia. Havia indícios de que ele desviava dinheiro para comprar propriedades no nome dele. Fazendas e mais fazendas. Se houvesse algo errado, eu teria sido processado. Não fui, porque estava tudo certo. Dinheiro saindo da Igreja Mundial do Poder de Deus para comprar propriedade em nome particular do senhor Valdemiro Santiago, que eu nem sabia que existia. E depois descobri que é praticamente meu vizinho, mas eu nunca o vi.

Muitas pessoas me imitam, na TV e no rádio. Adoro as imitações, dou muita risada.

iG Gente: Ele tem um público considerável. Tem sua relevância. Você não quis processá-lo?
Marcelo Rezende: Chegaram a cogitar de eu processá-lo, mas falei para esquecerem isso. Ninguém está prestando atenção nele. Se eu respondo, o impacto é maior. Ele é um acuado, não fala comigo, fala com o público da igreja dele. Meia dúzia de pessoas escutou o que ele falou. Não sou eu que vou ter de me explicar para a Receita Federal. É ele.

iG Gente: Você é um dos apresentadores mais imitados do Brasil. Você gosta disso? Consegue eleger o humorista que te imita melhor?
Marcelo Rezende: Eu adoro as imitações, dou muita risada. Muitas pessoas me imitam. O Reinaldo do “Casseta & Planeta”, o Shaolin, o Pedro Manso, o Porpetone da “Praça é Nossa”, o Carioca do “Pânico”. Na rádio tem outros tantos. Gosto de todos, não consigo eleger um. Um dia, um deles chegou para mim e disse: “A primeira casa que eu comprei foi às suas custas e às custas do Galvão Bueno. Fazia show no Nordeste imitando vocês dois e ganhei muito dinheiro.” Quer homenagem melhor que essa?


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