William Bonner, âncora do
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William Bonner, âncora do "JN"

William Bonner e mais 20  artistas, jornalistas e apresentadores da Globo estão na mira da Receita Federal. Uma megaoperação do órgão, que começou em 2020, já autuou mais de 40 funcionários da emissora.

A Receita acusa artistas e a Globo de conluio para reduzir o pagamento de impostos e sonegar o Fisco por meio da chamada "pejotização".

Não é novidade que a emissora vem trocando os contratos de trabalho de seus funcionários há algum tempo. O chamado "contrato por obra" quebra o vínculo de exclusividade com a Globo e permite que os artistas atuem em outros projetos comerciais, cinematográficos, entre outros, sem se comprometer com a casa.

Entretanto, para a Receita, isso é uma manobra para sonegar impostos, visto que, em vez de pagarem 27,5% sobre seus rendimentos na Globo (como ocorre com pessoas físicas com salários mais altos), os profissionais "pejotizados" pagam alíquotas menores (15% sobre o total mais 10% sobre o que exceder R$ 20 mil mensais).

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Segundo o site Notícias da TV, que divulgou os dados com exclusividade, a Receita chegou a acusar a emissora e os artistas de "organização criminosa".

O âncora do "Jornal Nacional", William Bonner, também recebeu uma autuação milionária e retroativa. Ele está recorrendo e, assim como a Globo, nega qualquer irregularidade no contrato.  Esta matéria contém informações de Ricardo Feltrin e Notícias da TV. 

Em resposta, a Globo enviou um comunicado ao Portal iG:

"A Globo não comenta questões relacionadas a procedimentos administrativos, próprios ou de terceiros, mas esclarece que todas as formas de contratação praticadas pela empresa, inclusive em relação ao jornalista William Bonner, estão dentro da lei e todos os impostos incidentes são pagos regularmente. Assim como qualquer empresa, a Globo é passível de fiscalizações, tendo garantido por lei também o direto de questionar, em sua defesa, possíveis cobranças indevidas do fisco".

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