Edgar Vivar conta histórias sobre os bastidores de Chaves em painel da CCXP
Reprodução/CCXP Worlds
Edgar Vivar conta histórias sobre os bastidores de Chaves em painel da CCXP


Neste sábado (05), a  CCXP Worlds recebeu o ator Édgar Vivar para um painel sobre o seriado mexicano Chaves . Durante o painel, ele revelou que a primeira aparição do Sr. Barriga , um de seus personagens na série, não estava originalmente no roteiro. 


Segundo ele, a primeira vez que o personagem foi introduzido para o público foi acidental. “Eu lembro da primeira vez em que o  Sr. Barriga apareceu na vizinhança. Foi um episódio memorável, marcante, porque minha aparição foi acidental. Eu não estava no roteiro”, diz o ator. Trata-se do episódio O Despejo, em que o Sr. Madruga é colocado na rua.

O resultado foi tão bom que o criador e protagonista da série, Roberto Gómez Bolaños, aprovou e manteve sua participação. A partir desse momento, eles estabeleceram que o Sr. Barriga sempre seria recebido com desdém ao chegar na vila. “Sempre me trombavam, jogavam tijolos, água ou tinta em mim”, conta.

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Perguntado sobre sua relação com os fãs, Vivar conta que é muito comum que as pessoas o vejam na rua e dizem não ter dinheiro para pagar o aluguel. Além disso, há quem se ofereça para pagar o dinheiro que Sr. Madruga deve na série.

Alguns fãs chegaram a fazer o cálculo de quanto o personagem estaria devendo caso os 14 meses de aluguéis fossem cobrados hoje em dia. “Me falaram que daria algo em torno de 120 mil euros”, lembra o ator.

Ao contrário do que é mostrado na série, Vivar garante que sua relação com Ramón Valdés, intérprete do Senhor Madruga, era de muita amizade. “Ele vivia perto da minha casa, éramos vizinhos. Ele passava aqui muitas vezes. Era um cara muito engraçado, muito transparente”, lembra. Ramón faleceu em 1988, vítima de câncer no estômago.

Entre as histórias sobre os bastidores, Vivar conta sobre como foi seu encontro com Bolaños. O ator conta que foi indicado por um diretor de comerciais e foi chamado para uma entrevista na Televisa.

“Ele [Roberto] perguntou se eu já tinha trabalhado na televisão, e eu disse que só tinha feito teatro e comerciais. Ele disse que nesse tipo de programa a gente não usaria ponto. E eu perguntei: ‘o que é um ponto?’. E ele respondeu que eu estava contratado”, lembra.

Vivar comentou ainda o fato de que os  canais de televisão deixaram de exibir o programa depois que o filho de Bolaños, Roberto Gómez Fernández, adquiriu os direitos autorais da Televisa. “Eles estavam em negociação, mas foram suspensas. Espero que vocês possam voltar a assistir Chaves no próximo ano”, afirma Vivar.

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