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Autora e atrizes falaram sobre a produção nesta quarta-feira (15) durante a coletiva de imprensa que aconteceu na filial da Record TV do Rio de Janeiro

Em tempo de discurso de empoderamento feminino cada vez mais em voga, a Record TV pega carona no tema em sua próxima trama "Topíssima", que estreia na terça-feira (21), às 19h45.

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Divulgação / TV Record
Imagens da nova novela da Record, "Topíssima"

“Tudo vem na hora certa. Acho importante trazer este tipo de trama no momento em que vivemos”, comenta a atriz Camila Rodrigues, que vive a protagonista Sophia Alencar, durante o lançamento de " Topíssima ", que aconteceu nesta quarta (15), na sede da Record TV Rio.

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Na novela , o universo feminino ganha destaque ao apresentar questões de conflitos da mulher contemporânea como maternidade versus carreira, envelhecimento versus estética e ilegalidade do aborto versus morte e entre outros assuntos.

“A Sophia é uma mulher vítima do empoderamento, porque ela pensa que, para ser respeitada, ouvida, ter sua independência e liberdade, necessita estar no controle absoluto, estar acima de todos. Não é fácil para uma mulher exercer cargos de comando e ser respeitada pelo seu trabalho”, afirma a autora Cristianne Fridman.

Impossibilitada de caminhar depois que caiu e machucou o joelho, a novelista participou do evento por meio de uma videoconferência. “A trama está toda escrita. Trabalho só com alguns ajustes normais de continuidade, produção”, diz ela, que também assina a autoria da macrossérie "Jezabel". “Impossível escrever as duas simultaneamente. É muito trabalho”, brinca Cristiane, que compara as protagonistas dos dois trabalhos. “São mulheres fortes”.

Para a atriz Denise Del Vecchio, que vive a cozinheira Madalena, os temas abordados na produção são mais do que necessários. Na história, a filha de Madalena, Jandira (Brenda Sabryna), morre ao fazer um aborto clandestino. Sobre isso, ela disserta.

“Acho que ninguém pode ser a favor do aborto, mas a gente tem que ser a favor da liberdade de escolha. Eu, como mulher, defendo o nosso direito de escolher o que fazer com o nosso corpo”, defende a atriz.

Cristiana Oliveira, que dá vida à fútil Lara, mãe da mocinha, diz que diferente da personagem, não é escrava da beleza. “Procuro cuidar de dentro para fora. Me preocupo espiritualmente, mais do que ficar fazendo dietas malucas. Aceito meu envelhecimento”, confidencia.

Aos fãs de efeitos especiais, a trama da não vai deixar a desejar. O mar que aparece no mirante na casa do mocinho, o taxista Antonio (Felipe Cunha), por exemplo, é sempre incluído digitalmente, bem como algumas casas.

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“Imagina gravar todas essas cenas no Vidigal, passando pela Avenida Niemeyer sempre engarrafada, pedir para parar o trânsito. Nunca íamos terminar a novela [ Topíssima ]”, brinca Solange Cruz, diretora executiva da produtora Casablanca.