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Analisamos a história das irmãs Benedito para ver se a trama baseada no romance de Jane Austen realmente mostra o empoderamento feminino

Baseado no romance de Jane Austen, “Orgulho e Paixão” retrata uma família com diversas mulheres vivendo num tempo em que a maior e mais importante realização de uma mulher era o casamento. Nesse sentido, seria impossível que a trama central da novela não girasse em torno do amor e dos relacionamentos .

Divulgação/TV Globo
"Orgulho e Paixão" traz diversas protagonistas femininas. Mas será que elas são empoderadas de verdade?

Mas, com tantas personagens mulheres, “ Orgulho e Paixão ” tem a oportunidade de apresentar histórias mais abrangentes, que envolvam carreira, família, amigos e sonhos não necessariamente relacionados ao amor. Por isso, decidimos analisar as personagens da família Benedito e ver o quão empoderadas elas são.

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O empoderamento em “Orgulho e Paixão”

Lídia Benedito (Bruna Griphao)

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"Orgulho e Paixão"

Lídia é a personagem mais fiel ao livro “Orgulho e Preconceito”. A caçula das Benedito não pensa em outra coisa que não no amor. Ela se apaixona por Uirapuru (Bruno Gissoni), conhecido por se aproveitar das mulheres e não querer nada sério com nenhuma. Ainda assim, a jovem se rende a ele e acaba engravidando. Ela chega a ir para o altar com outro homem, mas desiste no último minuto para fugir com o poeta malandro.

Empoderamento: 1. Lídia só quer saber de homem mesmo e toda sua história gira em torno disso. Ela, porém, é firme no que quer e, mesmo sendo mimada, defende sua liberdade para fazer o que bem entende.

Cecília Benedito (Anaju Dorigon)

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"Orgulho e Paixão"

Cecília adora fantasias e é uma ávida leitora. Ela se casa com Rômulo (Marcos Pitombo), e seu maior conflito é a família do marido que esconde segredos e não disfarça que não gosta da relação do rapaz com ela. Ainda assim, ela desafia a família e faz investigações por conta própria para desmascarar as vilanices do sogro, o Almirante Tibúrcio (Oscar Magrini).

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Empoderamento: 2. Sua história também gira em torno do casamento e do relacionamento com o marido, mas ela ao menos se impõe e não se deixa levar pela maldade da família do marido.

Jane Benedito (Pâmela Tomé)

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"Orgulho e Paixão"

Jane é uma jovem romântica que vê sua relação com Camilo (Maurício Destri) abalada também pela desaprovação da família rica do rapaz. Ela não é submissa e encara seu amor, fazendo-o contar da relação para sua mãe. Eles se casam, mas o que parecia ser um conto de fadas se complica já que a família do noivo fica pobre. Escondida do marido, ela começa a trabalhar para ajudar na renda.

Empoderamento: 3. Jane pode ser mais dedicada ao amor do que qualquer outra coisa, mas ela não tem medo de encarar os problemas de frente. E, mesmo escondendo o trabalho do marido, já que ele deve prover para a família sozinho, ela toma iniciativa e decide fazer o que é certo, mesmo descumprindo alguns princípios comuns à época.

Elisabeta Benedito (Nathalia Dill)

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"Orgulho e Paixão"

A protagonista da novela é muito desafiadora. Logo no início, durante um baile, ela aprece de smoking e choca todos os presentes, inclusive sua mãe. Quando se apaixona por Darcy (Thiago Lacerda) é ela que o pede em casamento. Elisabeta é firme e só faz o que quer. Defende que as mulheres sejam livres, possam ter relações antes do casamento, trabalha em um jornal e sai da casa da família para morar sozinha.

Empoderamento: 4. Elisabeta faz tudo o que é mal visto para uma mulher da época, mas que hoje vemos como atitudes comuns das mulheres. A frente de seu tempo, ela pregava liberdades aparentemente simples para as mulheres. Uma verdadeira feminista.

Mariana Benedito (Chandelly Braz)

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"Orgulho e Paixão"

Acreditando no amor, Mariana perde a virgindade antes do casamento, antes de descobrir que Uirapuru (sim, o mesmo que depois se envolve com sua irmã) só queria usá-la. Mas, o que faz de Mariana a mulher mais empoderada das irmãs é o fato de que ela vai as últimas consequências para viver o sonho de ser piloto de moto. Impensável para uma mulher da época, ela se disfarça de homem para poder competir.

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Nesse processo, caracterizada como Mário, ela se aproxima de Luccino (Juliano Laham) e eles ficam amigos. O jovem se mostra interessado em Mário e é Mariana quem vai insistir para que o amigo aceite sua sexualidade. “Vai abrir mão de tentar encontrar alguém de carne e osso que lhe faça feliz? Ninguém pode viver assim, Luccino", ela diz em determinado momento.

Empoderamento: 5. Ela também vive um grande amor, como as irmãs, mas as atitudes que tem para exercer uma atividade exclusivamente masculina a colocam no topo na lista das mulheres empoderadas de " Orgulho e Paixão" .

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