Tamanho do texto

O apresentador da Rede Globo Faustão está vivendo momentos em que sua opinião começa a fazer parte do "Domingão do Faustão"; relembre casos

Os domingos brasileiros já não são mais os mesmos. Depois de anos comandando o " Domingão do Faustão " na Rede Globo , o apresentador Fausto Silva resolveu sair um pouco da inércia e colocar a boca no trombone deixando explícito a sua opinião sobre diversas questões que vem surgindo no País.

Faustão tem dado diversas declarações sobre política durante o programa
Divulgação
Faustão tem dado diversas declarações sobre política durante o programa

Leia também: Veteranos! Atrizes e atores brasileiros com mais tempo de carreira na TV

De pouco em pouco, Faustão tem quebrado diversos protocolos e emitido opiniões que quase sempre são bastante polêmicas em televisão nacional. O caso mais recente aconteceu no último domingo (1º), quando o apresentador comentou sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Leia também: Mari Palma se emociona ao vivo ao falar de ida para equipe de esportes da Globo

Durante uma conversa com Luan Santana, Faustão questionou Bárbara Paz sobre um projeto que a atriz tem na favela da Rocinha. “A Rocinha é muito mais que uma simples favela, é uma cidade, tem mais de 200 000 habitantes!", disparou.

“Mostra bem a ausência do poder público. O brasileiro em geral é abandonado, paga imposto e não recebe absolutamente nada, só vê corrupção e o pior, o desalento de não ter um poder em que confiar. Por isso a gente fala, tem que pensar bem em quem votar!“, completou o apresentador sobre o cenário.

“Saber dos problemas, todo mundo sabe. Nessa enquete do jornalismo da Globo todo mundo sabe que é educação, saúde pública, segurança, emprego é o mínimo que qualquer país civilizado tem que ter“,finalizou.

Entretanto, esta não é a primeira vez que Faustão resolve sair de cima do muro e colocar as suas opiniões em rede nacional. Relembre cinco vezes que o apresentador colocou a boca no trombone.

  • “Não é novo dia porra nenhuma”

Faustão critica vinheta de final de ano da Globo
Reprodução/TV Globo
Faustão critica vinheta de final de ano da Globo

Durante um dos seus programas o apresentador chegou a criticar a vinheta da Rede Globo de fim de ano. O contexto era um comentário de Fernanda Torres que denunciava a situação do Rio de Janeiro ao vivo.

“Por isso eu encho o saco de falar, eu não canto mais essa porra de ‘hoje é um novo dia…’ Aqui na Globo eu não canto mais, não é novo dia porra nenhuma. O dia que tiver, eu volto aqui. Não tenho cara de pau para cantar isso”, disse na época.

Faustão ainda continuou: “Hoje é o grito do desespero, de uma sociedade que não conta com poder público. O Brasil é o único lugar que o governo não faz nada por você, ele rouba você. Tem que mudar”.

Leia também: Moda é com elas! As celebridades mais fashion da televisão brasileira

  • “Comunidade e favela é tudo a mesma porcaria”

Durante o “Arquivo Confidencial” em julho do ano passado o ator Ícaro Silva foi o convidado para participar do quadro. Quando relembrava a sua infância difícil na favela, Faustão interrompeu o jovem ator e disparou suas opiniões.

“Aí começa a hipocrisia: 'vamos chamar de comunidade'. Comunidade e favela é tudo a mesma 'mercadoria', tem é que mudar a realidade. Aí muda o nome, estou falando porque fui repórter. Cansei de entrar em favela e sei como é a realidade”, comentou.

“Aqui no Brasil é 'vamos chamar de comunidade. Comunidade e favela é tudo a mesma porcaria, tem que mudar essas pessoas de lugar. A grande maioria é de gente honesta. Se você vai numa agência de banco na favela, 99% é de gente correta. 1% é que não presta, como em todo o mundo", completou.

  • “Estudar e trabalhar ninguém quer”

O reality show foi duramente criticado pelo apresentador
Divulgação / Globo
O reality show foi duramente criticado pelo apresentador

Nem o “Big Brother Brasil” ficou de fora das críticas de Faustão. Em maio daquele ano, enquanto parabenizava o trabalho de Ícaro Silva, o apresentador soltou o verbo sobre um dos maiores programas da sua própria emissora.

“A ascensão social e econômica no Brasil é através da porra do Big Brother, da porra do concurso de reality show, e estudar e trabalhar ninguém quer”, afirmou o apresentador do programa.

  • “Trinta anos cantando isso aqui e não tem esse novo dia”

Durante a final do famoso quadro “Dança dos Famosos” no ano passado Faustão parece ter se inspirado mais uma vez no clima de fim de ano para criticar o cenário político do Brasil e também a própria emissora em que trabalha.

“Eu não aguento cantar mais: ‘hoje é um novo dia…’. Esse novo dia não tem porra nenhuma. Trinta anos que a gente canta isso aqui e não tem esse novo dia. Está na hora de a gente encarar isso. Brasileiro tem Copa do Mundo, todo mundo se abraça, se veste de verde amarelo, e na hora da eleição, não presta atenção”, disparou.

“O ‘Salvador da Pátria’ não funciona. Toda vez que um país de 210 milhões  vai atrás de salvador da pátria… Salvador da pátria não dá certo nem em time de futebol, quanto mais em um país, que aliás tem mais partido que eleitor. Urna não é penico”, completou o apresentador.

  • "Quem votou neles? O homem invisível? Não, fomos nós"

Faustão solta o verbo sobre cenário político do Brasil durante programa
Reprodução/GShow
Faustão solta o verbo sobre cenário político do Brasil durante programa

Ao receber o Sorriso Maroto durante o Domingão do Faustão em agosto de 2017, o vocalista da banda falou sobre a riqueza cultural do país dando ênfase no fato de que havia muitos gêneros musicais, artistas e afirmando que tinham sorte das pessoas gostarem de todos os tipos de música.

O apresentador então resolveu dar a sua opinião sobre a situação e fazer um paralelo com a política nacional. “Um país com essa riqueza tem toda condição de pensar bem, estudar e escolher uma melhor classe política. Desculpa, mas com raras exceções a nossa classe política merece areia, só gato que gosta”, começou o apresentador.

“É uma boa chance do brasileiro começar a pensar para as próximas eleições. Hoje no jornal Estadão saiu uma pesquisa dizendo que 94% dos brasileiros acham que esses políticos não nos representam. Quem votou neles? O homem invisível? Não, fomos nós. Então temos que repensar isso”, continuou Faustão.