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Parece que nos temas novelescos que antecederam os anos 2000 a bizarrice também foi uma das personagens a roubar a cena

Para os noveleiros de plantão, uma das coisas que conta muito como incentivo ao público para acompanhar uma nova trama é a abertura das novelas. Ainda que existam muitas obras televisivas de entretenimento inesquecíveis e boas, algumas delas pecaram um pouco na criatividade e acabaram usando e abusando dela (ou economizando um tanto) nas aberturas, que ficaram um pouco... esquisitas.

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"Bebê a Bordo", "Mandala" e "Zazá" são algumas das aberturas meio esquisitas que aparecem nessa lista


Noveleiro e curioso? Confira, então, a lista que o iG Gente fez com as dez aberturas de novelas mais esquisitas das décadas de 1970, 1980 e 1990!

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“Sinal de Alerta” (1979)

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Nessa época, as coisas eram bem diferentes. Além da abertura de “Sinal de Alerta” (1979), de Dias Gomes, contar com uma montagem um tanto bizarra de elementos animados que variavam entre coisas reais e graficamente criadas, esse tema novelesco da década de 1970 tem mais uma característica que difere do usual quando o assunto é novela: a música, que era ausente na parte introdutória. Dá para imaginar algo assim nos dias de hoje?

“Mandala” (1987)

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Na abertura de “Mandala” (1980), mais uma novela de Dias Gomes que, no entanto, foi produzida apenas um ano depois e já no início de uma nova década, a música já aparecia. A criatividade, porém, precisava de um empurrãozinho. A introdução de “Mandala”, além de começar com o foco de duas mãos dadas que se soltam (figura completamente aleatória e sem sentido aparente), segue até o fim com animações simples que lembram o formato de mandalas, enquanto os nomes das pessoas do elenco passam por dentro e por fora desses moldes em movimento.

“Guerra dos Sexos” (1983)

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Para introduzir na telinha das famílias brasileiras a novela “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu, uma sequência de momentos de exercício físico na vida de homens e mulheres pareceu o suficiente. Em partes da abertura, mulheres em grupo e de roupa curta pedalavam em conjunto, enquanto homens, também em grupo, ora faziam natação, ora judô. O que será que essa galera estava fazendo? Treinando os músculos para tornar mais fácil entrar em guerra?

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“Partido Alto” (1984)

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No caso da novela “Partido Alto” (1984), a coisa fica ainda mais desconexa. Ao som de “Enredo do Meu Samba”, um clássico da música brasileira que surgiu por meio das mãos e mente de Jorge Aragão, um grupo de dançarinos caracterizados no estilo hip hop e de luvas brancas iniciam o tema da novela e dançam algo parecido com o “moonwalk”, famoso passinho de Michael Jackson, além de se movimentarem de forma muito próxima ao que fazem pessoas especializadas em mímica. No fim das contas, a abertura termina com uma roda gigante de dançarinos vestidos com roupas prateadas em volta de mais dois: um vestido igual ao restante, e o outro em trajes coloridos, ambos girando um pandeiro na ponta do dedo.

“Cambalacho” (1986)

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Nessa obra televisiva de 1986, também de Silvio de Abreu, uma música latina dá ritmo a uma porção de passagens curiosas que introduziam “Cambalacho”. No começo, um aquário com alguns peixinhos de cor laranja tem a água curiosamente tirada de seu interior, que depois retorna e sai novamente sob efeitos de edição de vídeo. As cenas seguintes, em suma, se resumem a uma garota mascando chiclete e fazendo uma bola com ele, além de um brinde feito por duas taças de vinho, que também tem o líquido escapando do espaço das taças.

“Bebê a Bordo” (1988)

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Essa é bem esquisita. Tem bebê chorando e até vindo ao mundo de paraquedas na abertura de “Bebê a Bordo”, de Carlos Lombardi. Nessa temática novelesca, as coisas funcionam como se o céu fosse uma fábrica de bebês e os anjos fossem os funcionários dessa fábrica, que tem esteiras com várias fraldas enfileiradas prontinhas para receberem os pequeninos que estão para ser empacotados e enviados à terra firme. Acha que parou por aí? Depois de um certo tempo, uma das intérpretes de um anjo ainda é presentada com xixi no rosto. Nesse universo de “Bebê a Bordo” é preciso saber que alguns nenéns não tem nenhum controle de mira na hora de ir ao banheiro...

“Fera Radical” (1988)

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Na abertura da novela “Fera Radical” (1988), de Walther Negrão, rola um misto de tecnologia com universo paralelo (pelo menos é o que parece). De início, a atriz Malu Mader, que está diante de um computador, olha uma porção de códigos e parece que isso aliado a qualquer outra coisa sem muito sentido a faz decidir pegar sua moto e sair por aí motorizada em cima de uma pista cibernético. É uma criatividade que está (bem) além da compreensão comum, não?

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“Que Rei Sou Eu?” (1989)

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Uma quantidade significativa de figuras reais e um tanto antigas seguem em pé de guerra nessa abertura. Da antiguidade caracterizada por grupos grandes de guerrilheiros e soldados até astronautas que rumam conhecer melhor o futuro, a abertura de “Que Rei Sou Eu?” (1989) introduzia a novela que foi exibida entre os meses de fevereiro e dezembro do último ano da década de 80. Além do tema curioso de introdução, o cargo de música de abertura foi ocupado pela canção “Rap do Rei”, do grupo Luni.

“Quatro por Quatro” (1994)

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Aqui já estamos na década de 90, chegando nos anos 2000, mas ainda assim as aberturas esquisitas continuavam aparecendo vez ou outra na programação a qual muitas famílias brasileiras sempre foram fiéis. Na introdução de “Quatro por Quatro” (1994), mais uma criação de Carlos Lombardi, uma luta de esgrimas de quatro mulheres com trajes coloridos acontece num fundo (que na verdade não é fundo nenhum, apenas um campo escuro) com um único objetivo: matar um homem. Além disso, a música que dá tom (literalmente) para o tema novelesco é “Picadinho de Macho”, interpretada pela cantora Sandrá de Sá.

“Zaza” (1997)

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Já bem pertinho, quase com o pé direito na primeira década dos anos 2000, a abertura da novela “Zaza” (1997), de Lauro César Muniz, fecha essa lista de sequências iniciais de novelas. Fernanda Montenegro, que deu vida à protagonista da novela Mariza Dumont, apaixonada por aviões, introduz a obra televisiva sobrevoando as praias do Rio de Janeiro num avião desenhado, de mentirinha. Tirando a interpretação muito bem feita (como de costume) realizada pela atriz ilustre, daria para ter pensado um pouquinho melhor num jeito mais criativo de realizar essa abertura, não?