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Atriz Monica Iozzi estreia em seu primeiro papel principal em seriado, mas diz que não pensou em protagonismo durante o trabalho

“Vade Retro” tem muitas novidades. A nova minissérie da Globo traz uma história diferente, mais efeitos visuais, uma fotografia incomum e a estreia de uma nova atriz como protagonista : Monica Iozzi. Com passagens em programas como apresentadora e atriz, Monica encara seu primeiro papel principal na dramaturgia com muita humildade.

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Monica Iozzi estrela sua primeira série, mas nega protagonismo:
Divulgação/TV Globo
Monica Iozzi estrela sua primeira série, mas nega protagonismo: "foi um trabalho em equipe"

“Não tinha pensado nisso até a imprensa começar a perguntar”, comenta sobre o fato de fazer uma protagonista. Monica Iozzi  explica que o elenco passou cerca de 40 dias ensaiando com os Parlapatões, tradicional grupo de teatro de São Paulo. Ela compara a experiência a estar em um trupe e detalha a preparação: “foi um trabalho muito aprofundado, improvisando uns com os outros, senti como se a gente estivesse fazendo um trabalho tão coletivo que eu me esqueci da questão do protagonismo”, completa.

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Monica pode até renegar a posição, mas fato é que sua estreia é aguardada por quem acompanha sua carreira e sentiu sua saída do “Vídeo Show”, onde ficou por um ano, até fevereiro de 2016. Desse período, Iozzi relembra com saudade: tenho saudade da equipe, da diversão, da convivência. Sai com dor no peito porque era divertido, mas agora quero focar na carreira de atriz”, afirma.

“Quem cobre Brasília faz qualquer coisa”

Nascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Monica se formou em artes cênicas pela Unicamp em 2005. Ela diz, inclusive, que muitas pessoas ficam surpresas ao saber de sua formação, pois pensam nela como jornalista e apresentadora primeiro. “Minha carreira é a coisa mais louca que eu já vi na vida”, diz.

Monica Iozzi ficou conhecida ao ganhar uma competição e se tornar integrante do
Reprodução/Band
Monica Iozzi ficou conhecida ao ganhar uma competição e se tornar integrante do "CQC"

Ela começou no Núcleo Experimental do SESI, passou pelo teatro japonês e compôs a companhia teatral Os Satyros. Mas foi ao ganhar um concurso para integrar o “CQC” (Custe O Que Custar) que viu sua carreira decolar. “Quem cobre Brasília faz qualquer coisa”, comenta ela relembrando o tempo que passou na capital pelo programa, entrevistando políticos.

Mas em relação a sua caminhada até “Vade Retro”, Monica nega que seus caminhos anteriores foram apenas degraus para chegar onde está. “Não entrei no “ CQC ” pensando ‘vou entrar na TV para depois conseguir algo como atriz’”. Para ela, foi um processo natural.

Depois de cinco anos na Band , ela começou na Rede Globo como comentarista do Big Brother em 2014, comentou o Oscar ao lado de Fernanda Lima, fez participações na novela “Alto Astral” e no humorístico “Tomara Que Caia” e conseguiu uma pontinha como figurante em “ Babilônia ”. Até que, em 2015, veio a oportunidade de ocupar a bancada do “Vídeo Show” ao lado de Otaviano Costa . Ela passou um ano no vespertino da Globo, até a saída para se dedicar a série, que na época levava o nome de “Advogada do Diabo”.

Foi uma decisão ousada, ainda mais considerando que ela recebia boas críticas como apresentadora do “ Vídeo Show ”. Mas ela decidiu arriscar e começou a gravar a série em julho do mesmo ano, em São Paulo.

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“Vade Retro”

Convidada pelo diretor Mauro Mendonça Filho , Monica interpreta Celeste, uma jovem advogada com bom coração e nenhum cliente em seu escritório. As coisas mudam com a chegada de Abel Zebu, um homem de moral duvidosa que vai mexer com ela. Monica diz que a história não é só sobre Celeste, mas como todos os personagens reagem ao se defrontar com a personalidade de Abel, cativante, porém inescrupulosa e vaidosa.

Bem x mal

Coincidência ou não, Monica está envolvida com o Diabo também em outra produção, o longa “Comédia Divida”. No filme, que deve estrear no segundo semestre, ela faz Raquel, uma jornalista ambiciosa que faz pacto com o Diabo ( Murilo Rosa ). Em meio a tantos papeis que falam de bem e mal, Monica destaca a dualidade do ser-humano: “todo mundo tem alguma coisa boa ou ruim em algum momento: inveja, preguiça, raiva”, comenta. “Todos somos bons e ruins. O que faz uma pessoa melhor ou pior é o quanto ela consegue controlar esses impulsos”, conclui.

Em seu primeiro papel como protagonista, ela divida as cenas com o veterano Tony Ramos
Divulgação/TV Globo
Em seu primeiro papel como protagonista, ela divida as cenas com o veterano Tony Ramos

Para ela, isso é justamente o que “Vade Retro” tem de melhor, a dualidade dos personagens. “O que tem de interessante na serie é que os personagens são muito ambíguos, todos tem lados bons, irônicos, mentirosos. Os personagens são muito ricos”, explica.

Redes sociais e política

Monica passou por uma situação delicada no último ano. Com uma opinião forte, ela não deixou nem de alfinetar a própria emissora , quando criticou a mídia por não se sentir informada quanto a situação política do país.

Mas não só isso, suas opiniões políticas tiraram R$ 30 mil de sua conta, já que ela foi processada por Gilmar Mendes , ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) por conta de um comentário postado no Instagram. Na ocasião, ela criticou o habeas corpus dado ao médico Roger Abdelmassih e soltou: "se um ministro do STF faz isso, nem sei o que esperar".

Mendes abriu processo contra Monica Iozzi pedindo indenização por danos morais, ganhando a ação na Justiça. O juiz que analisou o caso disse que Monica Iozzi tem o direito de opinar, mas não o de "violar a dignidade , a honra e a imagem" do ministro. Depois da sentença, Monica voltou as redes, dessa vez para gradecer o apoio dos fãs e pedir liberdade de expressão.

Na Globo, ela se firmou primeiro como apresentadora do
Divulgação/TV Globo
Na Globo, ela se firmou primeiro como apresentadora do "Vídeo Show", ao lado de Otaviano Costa

Quando perguntada sobre suas opiniões, e se a emissora teria tentado podá-la, Monica nega. “Minhas opiniões nas redes sociais são minhas. Eu falaria o que eu falo mesmo se fosse dentista. É legal alcançar mais pessoas, mas eu falaria de qualquer jeito. As minhas redes sociais dizem respeito apenas a mim”, conclui.

 Agenda cheia

Além da série e do filme mencionado acima, Monica Iozzi começa a gravar ainda este mês “Mulheres Alteradas”, longa baseado na obra da cartunista argentina Maitena Brurundarena. No filme, ela volta a contracenar com Maria Casadevall , com quem divide as telas em “Vade Retro”. Também para este ano, ela deve começar a rodar outro longa, que ainda não pode divulgar por questões contratuais. A emissora também já sinalizou uma segunda temporada de “Vade Retro”, que deve ser gravada no começo de 2018.

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