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Quarta temporada do programa apresentou novos quadros e sucessos de outros anos como “Jardim Urgente” e “Te Prendi na TV”; “A Dama da delação” já nasce clássico

Estreia da quarta temporada de
Divulgação/Globo
Estreia da quarta temporada de "Tá no Ar" tem a volta de quadros de sucesso e a estreia de novos esquetes


A televisão brasileira estava com saudades do “Tá no Ar”. O programa idealizado por Marcelo Adnet, Mauricio Farias e Marcius Melhem retornou nesta terça-feira (24) para sua quarta temporada com a mesma desenvoltura e ironia afiada com que se despediu em abril do ano passado.

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O cunho político, tão marcante e ressonante na terceira temporada, não foi amenizado. Tampouco a crítica social que surgiu em uma dolorosamente engraçada propaganda de banco mostrando que “branco no Brasil leva vantagem há mais de 500 anos”.  O Misoginol, remédio para combater o machismo, o Jardim Urgente e uma hilária paródia de Friends intitulada “C.R.E.N.T.E.S” reforçaram esse viés de crítica social do “ Tá no Ar ”.

No primeiro episódio de 2016, o programa investiu em uma paródia do quarteto fantástico para fazer uma brincadeira semelhante com os evangélicos.

Uma homenagem ao Canal Brasil e à pornochanchada garantiram o momento mais engraçado desse primeiro episódio. “A da Dama da Delação”, parte do quadro “Como Era Gostoso Meu Esquema” do canal Brasília brinca com a onda de delações premiadas de uma maneira libidinosa tão certeira que merece ser mais explorada no programa.

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Intenso, o primeiro episódio teve de tudo um pouco. De Otaviano Costa rindo de si mesmo, em menos de um segundo, a Sandy falando palavrão; passando, é claro, pelos hits de Silvio Santos “cantando Jequiti na Globo”. O “Te Prendi na TV” voltou e ao invés do que está dentro caixa, a brincadeira agora é adivinhar quem é a celebridade misteriosa. Seria o Celso Portiolli?

O encerramento , com o já tradicional e acachapante número musical, recria “Aquarela” do Toquinho recuperando os temas corrupção, delação e presídios. “O Tá no Ar” politiza de uma maneira tão orgânica e inteligente que às vezes o expectador nem se dá conta da força do esquete. Um exemplo é a propaganda do supermercado da Recessão. Existe ali embutida uma crítica muito forte, muito perene, mas não tão explícita como, por exemplo, na paródia musical.

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Com Snap news e seguro de vida medieval, o primeiro episódio do “Tá no Ar” foi tão prolífero que parece que está em análise toda uma temporada. É o 2017 e, tal como em 2016, o programa se fia como o que há de melhor na televisão neste momento.