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Diversos clássicos nacionais da literatura ganharam sua versão para a televisão pela TV Globo. Relembre algumas dessas minisséries

Dia 9 de janeiro a estreia da adaptação do clássico de Milton Hatoum “Dois Irmãos” vai tomar as noites da Rede Globo com a nova minissérie homônima. Ganhador do prêmio Jabuti de 2001, a trama conta a história de dois irmãos de ascendência libanesa que moram em Manaus, no Amazonas, e precisam enfrentar diversas situações familiares que são regadas a muito ciúme, orgulho e inveja.

A nova minissérie da Rede Globo,
Reprodução/Globo
A nova minissérie da Rede Globo, "Dois Irmãos" é baseada no clássico homônimo de Milton Hatoum


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Entretanto, esta não é a primeira vez que a Rede Globo traz um livro nacional para a telinha de casa. Diversos autores já tiveram as suas obras adaptadas pela emissora para a elaboração de minisséries que entraram na história. Relembre algumas dessas produções

“Anarquistas, Graças a Deus”

A obra de Zélia Gattai também foi uma das adaptadas para a televisão na Rede Globo
Reprodução/Memória Globo
A obra de Zélia Gattai também foi uma das adaptadas para a televisão na Rede Globo

Adaptação do romance autobiográfico de Zélia Gattai que leva o mesmo nome da minissérie, o livro de 1979 ganhou sua versão audiovisual em 1984, retratando as lembranças da autora em uma família de imigrantes italianos que vem para São Paulo no início do século XX e acompanha o crescimento da capital, as complexidades do mundo operário e o movimento anarquista na cidade. A minissérie contou com Débora Duarte no papel de Angelina Gattai, a mãe da autora, Ney Latorraca como Ernesto Gattai, o pai de Zélia, e, como protagonista, Daniele Rodrigues, caçula de cinco irmãos.


“O tempo e o vento”

A minissérie foi a produção mais ousada da Rede Globo e ganhou até um documentário
Reprodução/Memória Globo
A minissérie foi a produção mais ousada da Rede Globo e ganhou até um documentário

A clássica série de livros de Érico Veríssimo também foi adaptada para a televisão com a minissérie da Rede Globo em 1985. A história da formação do estado do Rio Grande do Sul é recuperada através da obra com a família Terra Cambará liderando o enredo. Por ser uma obra extensa, a adaptação para a televisão teve que ser ousada e com um grande investimento que contou com cerca de 100 personagens em sua execução. Entre os atores, participaram da trama Glória Pires, Lima Duarte, Tarcísio Meira, Lilian Lemmertz e Bete Mendes. A minissérie ganhou um especial no mesmo ano contando como foram os bastidores da gravação e, mais tarde, uma segunda versão em 2014.

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“Grande Sertão: Veredas”

Tony Ramos e Bruna Lombardi na minissérie adaptada do homônimo livro de Guimarães Rosa
Reprodução/Memória Globo
Tony Ramos e Bruna Lombardi na minissérie adaptada do homônimo livro de Guimarães Rosa

De Guimarães Rosa, “O Grande Sertão Veredas” é um clássico da literatura brasileira e ganhou sua versão audiovisual em 1985. A trama se passa nas primeiras décadas do século XX com a narrativa focada nas aventuras de Ribaldo (Tony Ramos) tornando-se um grande herói do sertão brasileiro. Com muito drama, suspense e romance, a minissérie também contou com Bruna Lombardi, Tarcísio Meira, Yoná Magalhães Mário Lago, Ney Latorraca e entre outros atores da emissora.


“O Primo Basílio”

Giulia Gam interpretou Luísa, a jovem que fica dividida entre o marido e o primo
Reprodução/Memória Globo
Giulia Gam interpretou Luísa, a jovem que fica dividida entre o marido e o primo

Do clássico de Eça de Queirós de 1878, a Rede Globo trouxe para a televisão uma adaptação da história do jovem Basílio (Marcos Paulo) que entre idas e vindas, firma um relacionamento extraconjungal com a sua prima Luísa (Giulia Gam) desencadeado uma série de eventos que, no fim, faz com que Luísa perceba seu verdadeiro amor pelo marido, Jorge (Tony Ramos). A minissérie recebeu muitas críticas e elogios na época e a Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras entendeu que o programa era fundamental para a divulgação da cultura portuguesa.



“O Auto da Compadecida”

A peça
Reprodução/Memória Globo
A peça "Auto da compadecida" também foi transformada em minissérie pela Globo

De Ariano Suassuna, a peça teatral “Auto da Compadecida” também ganhou uma adaptação da Rede Globo no ano de 1999. A obra audiovisual, por sua vez, ganhou elementos de “O Santo e a Porca” e “Torturas de um coração”, obras que também são do autor paraibano. A trama se passa em um vilarejo da Paraíba, onde diversos personagens vivem histórias de traição, amor, drama e, sobretudo, comédia. Tudo culmina no reencontro de no céu, para o Juízo Final, onde o diabo e Jesus vão ouvir as acusações e as defesas de cada um. O destino de cada um deles fica na mão de Nossa Senhora, a Compadecida, interpretada por Fernanda Montenegro. O elenco da minissérie contou com Matheus Nachtergaele, Selton Melo, Rogério Cardoso, Denise Fraga, Diego Vilela, Luís Melo, Virgínia Cavendish e outros atores. A minissérie ganhou o Grande Prêmio da Crítica no mesmo ano, concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

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“Capitu”

O clássico casal Bentinho e Capitu ganharam forma humana com a minissérie
Reprodução/Memória Globo
O clássico casal Bentinho e Capitu ganharam forma humana com a minissérie "Capitu"

Adaptado do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, o icônico casal da literatura brasileira, Bentinho e Capitu, foram retratados na minissérie desde a infância até a vida adulta, em um envolvente enredo criado por Euclydes Marinho. Exibida mais de cem anos depois da publicação do livro, o elenco contou com Maria Fernando Cândido e Letícia Persiles retratando duas diferentes fases de Capitu e Michel Melamad e César Cardadeiro como Bentinho. A minissérie trabalhou com o anacronismo de dois tempos diferentes, trazendo elementos da atualidade, como as músicas escolhidas para a trilha sonora e os cenários contemporâneos, para a realidade do século XIX, época em que o livro foi publicado.


“O canto da sereia”

Isis Valverde é uma cantora baiana que ganha a fama com o axé em
Reprodução/Memória Globo
Isis Valverde é uma cantora baiana que ganha a fama com o axé em "O Canto da Sereia"

A obra de Nelson Motta também foi um dos livros a serem adaptados para as minisséries da Rede Globo. Com as gravações em Salvador, a trama que tem como tema principal o carnaval baiano e os bastidores da vida de uma grande estrela do axé, Sereia (Isis Valverde), que é assassinada em cima de um trio elétrico. A história vai se desenvolvendo com Augustão (Marcos Palmeira) tentando descobrir quem é o assassino da cantora e revelando que Sereia tinha muito mais segredos do que era possível imaginar.