Bando de Régia e Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo comemoram Dia do Forró com show especial no centro
Redação
Bando de Régia e Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo comemoram Dia do Forró com show especial no centro

Entre setembro e outubro deste ano, o Bando de Régia formado por Kelly Marques (Voz), Lucas Coimbra (Sanfona/Coro), Lello Araújo (Triângulo/Coro) e Vitor Coimbra (Zabumba/Coro), realizou uma bem-sucedida residência artística no Theatro Municipal de São Paulo para celebrar e ocupar este tradicional reduto cultural da capital paulista.

Com a Residência Artística Sala de Reboco, o grupo estabeleceu trocas e vislumbrou novas possibilidades sonoras com o show de abertura ao lado do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. É com o repertório desta apresentação que o grupo se apresenta novamente no dia 13 de dezembro, Dia Nacional do Forró, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes a partir das 20h.

A vocalista do Bando de Régia, Kelly Marques, conta que esta união de elementos da música clássica com a canção popular vai enriquecer ainda mais a homenagem ao estilo. “Vamos contar a história do forró e de seus seus principais ícones de forma a mostrar como existe a sinergia e o entrelaçamento do gênero com a história do Bando de Régia, do Quarteto da Cidade de São Paulo, do Theatro Municipal e da música brasileira. Os arranjos foram pensados a partir dos questionamentos ‘o que é o Quarteto? O que é o Bando? O que é o forró’, sabe?”

Para Vitor Coimbra, também do Bando de Régia, não existe o chamado erudito sem o popular. O zabumbeiro questiona este aparente distanciamento e a apresentação do dia 13 procura desconstruir um pouco mais o entendimento do que é um e do que é o outro. “A ideia é pensar como essas coisas sempre estiveram juntas e por questões associadas a preconceito, desigualdade e questões políticas, esses gêneros foram se afastando. O show traz tudo como uma coisa só, como se um fizesse parte do outro”, conta.

Entre as canções presentes no repertório do show, os artistas executarão clássicos como “Um Tom pra Jobim” (Sivuca e Oswaldinho do Acordeon), “Baião” (Zé Dantas e Luiz Gonzaga), “Eu Só Quero um Xodó” (Anastácia e Dominguinhos) e também a canção autoral do Bando de Régia, “Deus Abençoe o Forró”, composta por Kelly Marques e Caio Caetano para o álbum homônimo lançado em 2019.

Kleberson Buzo foi o responsável por criar os arranjos e dar novas sonoridades às canções. Ele trabalhou com Marcelo Jeneci e Vanessa da Mata justamente nessa dança harmônica entre MPB e a música clássica. “É importante frisar que todo esse cuidado no projeto resulta em uma assinatura única, uma homenagem. Não queríamos empobrecer este encontro do Bando com o Quarteto apenas fazendo um cover. De fato, são releituras específicas para este encontro. Os novos arranjos reforçam essa linha do tempo não linear onde tudo se junta”, explica Lucas Coimbra.

A expansão da Residência Artística Sala de Reboco contempla um desejo do Bando de Régia que é não deixar um projeto morrer em si mesmo. Para Kelly Marques, explorar as mensagens, a música, exige paciência e cuidado. “Tenho a percepção que muitas vezes não damos tempo para as coisas serem maturadas, sentidas. Hoje em dia tudo parece que precisa ser imediato e isso é algo incômodo. A própria repetição dessa apresentação é um exemplo que dá para ressignificar esse consumo da arte, trabalhar com o que se acredita em detrimento do que o mercado tem exigido dos artistas. Embora a gente já tenha tocado este repertório antes, foi em outro lugar, outro horário. As dinâmicas mudam, o público
muda e a gente tem novas percepções”, conclui.

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