Durante o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary em que ocorria a exibição de “O Homem que Matou Dom Quixote", o cineasta Terry Gilliam fez uma piada que gerou controvérsias. No discurso em questão, expôs uma vontade irônica de mudar o próprio gênero, a cor e a sexualidade. Isso porque, segundo ele, "homens brancos são culpados por tudo de errado no mundo".

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Divulgação
Cineasta Terry Gilliam diz não querer mais ser um homem branco

Os comentários vieram à tona por causa de um discurso feito no mês passado pelo ex-chefe de comédia da BBC, Shane Allen. Na ocasião, Shane teria dito que a trupe de comédia Monty Python de Terry não seria aceita no contexto em que vivemos atualmente,  tendo em vista que os membros integrantes são “brancos demais”. Questionado a respeito do comentário de Shane, o cineasta corrigiu e defendeu a diversidade existente em Monty Python desde o princípio.

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Foi então que el fez a piada sobre não querer mais ser um homem branco. “Eu não sou mais um homem branco, sou lésbica negra”, declarou Gilliam em tom de brincadeira. “Mas, sério. É muito louco. Na BBC, é verdade que todo pequeno grupo de pessoas neste planeta deve ser representado em tudo o que eles transmitem. Na verdade, nós encontramos a diversidade, dos seis membros do Monty Python, um era gay e um americano. Só mais tarde aceitei a cidadania britânica, felizmente antes do Brexit”, dissertou.

Segundo o cineasta, os comentários feitos pelo ex-chefe da BBC quase o fizeram chorar, e disse que os homens brancos carregam a culpa pelos problemas que existem no mundo: "Isso é besteira. E eu tenho que dizer: eu não quero mais ser branco, um homem branco, eu não quero ser culpado por tudo de errado no mundo. Eu agora digo ao mundo que sou lésbica negra”.

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