Mangueira
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Mangueira

Segunda escola de samba a entrar na Sapucaí nesta sexta-feira, a Mangueira trouxe para a Avenida uma homenagem a três grandes figuras da sua história: Cartola, Jamelão e Delegado. Com enredo assinado por Leandro Vieira, mais uma vez, a Verde e Rosa exibiu um padrão estético belíssimo na Sapucaí. A bateria também foi um grande destaque da agremiação. Porém, a agremiação teve alguns problemas nos quesitos alegorias e adereços, samba-enredo e evolução que podem prejudicar a avaliação com os jurados. Na reta final do desfile, o intérprete  Marquinhos Art'Samba passou mal e precisou ser atendido no carro de som.

Em seu sexto desfile como carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira trouxe para a Sapucaí uma homenagem a três grandes figuras da história da escola. Jamelão, que foi intérprete da agremiação por sete décadas, Cartola, um dos maiores compositores da história da música brasileira e compositor da escola, e Delegado, que foi mestre-sala da agremiação por quatro décadas.

Conhecido pelo bom gosto estético, novamente Leandro Vieira trouxe uma Mangueira muito bem fantasiada para a Sapucaí. A escola encantou aqueles que estavam presentes no Sambódromo. No entanto, as alegorias da agremiação chamaram a atenção pelo tamanho menor em relação aos últimos desfiles da agremiação que conquistou o título em 2019 e voltou nas campeãs em 2020. Além disso, um dos carros da escola apresentou um problema de iluminação na frente dos jurados.

Outro ponto positivo foi a Comissão de Frente da escola, que mostrava figurinistas caracterizados pelos personagens homenageados. Foi um momento de grande emoção na Sapucaí. A bateria do mestre Wesley também se destacou na Avenida. Com improvisos e paradinhas, a "Tem que respeitar meu tamborim" levantou o público em muitas vezes na Sapucaí. Além disso, o casal de metre-sala e porta-bandeira Matheus Olivério e Squel Jorgea também cumpriram sua função de maneira correta diante dos jurados.

Além do formato menor das alegorias e do problema no carro apagado, outro ponto negativo do desfile da Mangueira foi o samba-enredo. Bastante criticado antes do desfile, o samba realmente não conseguiu levantar a Sapucaí, sendo um contraste em relação aos últimos anos, quando a Verde e Rosa trouxe para a Avenida obras que faziam o público ir ao delírio e cantar de ponta a ponta. Houve ainda alguns problemas de evolução que poderão comprometer a escola com os jurados.

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