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Banda fez apresentação em São Paulo antes de show no Rock in Rio e, apesar de show curto, deixou fãs com sensação de 'dever cumprido' com a juventude

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Marina Teodoro/iG Gente
Em show nostálgico, Weezer empolga público pequeno no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo

Foi inevitável entrar no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e ver as cadeiras das arquibancadas praticamente vazias e o espaço enorme na pista entre os pouco mais de 2 mil fãs de Weezer e não pensar: “Flopou!”. Mas bastou as luzes do palco se acenderem pontualmente às 21h30, junto a explosão da voz de Rivers Cuomo ao som de Buddy Holly para afastar qualquer expectativa negativa em relação ao show.

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Em sua segunda passagem pelo Brasil, o quarteto californiano de indie rock volta a pisar em solo nacional após quase 15 anos (quando fez única apresentação em Curitiba, em 2005).
Weezer é uma das atrações para sábado (28), no Rock in Rio , mas antes de voar para a Cidade Maravilhosa, esteve com os paulistas na noite desta quinta-feira (26), pelo festival Itaipava de Som a Sol .

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Marina Teodoro/iG Gente
Quarteto apostou em clássicos do início da carreira e álbum de covers, lançado neste ano

Mesmo com menos de um terço do público que cabe no local onde a banda tocou, pelos sorrisos e olhares nostálgicos, é possível dizer que quem teve coragem de desembolsar o equivalente a um dia inteiro no festival carioca para ver apenas o grupo não se decepcionou com o investimento.

Prioridade para os clássicos

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Marina Teodoro/iG Gente
"Buddy Holly", "Say it Ain't So", "Pork and Beans" e "Beverly Hills" foram alguns dos hits escolhidos pela banda

Embalado por um dos primeiros singles do grupo, lançado em 1994, Undone - The Sweater Song , o sucesso Hash Pipe , além de My Name is Jonas , clássica da banda no jogo de videogame Guitar Hero, o público mostrou, logo na abertura, o motivo pelo qual o Brasil é reconhecido por ser acolhedor nos shows.

Sem muito tempo para conversa, Rivers soltou algumas poucas frases em português e retribuiu o carinho dos fãs com a performance simpática e animada.

A banda continuou o show com mais clássicos . Porém, dessa vez, foram os hits imortalizados por ícones da música como A-Ha, Toto, The Turtles e Black Sabbath que ecoaram dos instrumentos de Patrick Wilson, Brian Bell e Scott Shriner. As canções escolhidas como Take on Me , Africa , Happy Together e Paranoid , fazem parte do álbum de covers “Teal Album”, lançado neste ano pelo grupo norte-americano e foram bem recebidas pela plateia.

Ao optar pelas músicas mais antigas e conhecidas, a banda foi breve, com um show de 1h20 de duração. Sendo assim,  nenhum som dos discos lançados de 2009 para cá foi tocado - salvo a inédita The End of The Game , que deve aparecer no “Van Weezer”, previsto para 2020.

Ainda assim, era nítida a satisfação da plateia, que cantou todas as músicas com a mesma empolgação e fidelidade que possivelmente cantaram algum dia em qualquer balada indie na Rua Augusta nos anos 2000.

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Composta em sua maioria por pessoas na faixa dos 30 anos (quase a mesma idade da banda, formada em 1992), a noite com Weezer certamente fez o público revisitar memórias da juventude e voltar para casa com a sensação de "dever cumprido" com a adolescência de cada um dos presentes.