Chris Hemsworth, o ator australiano de 35 anos que ficou famoso por viver o Deus nórdico do Universo Cinematográfico da Marvel, tinha poucos créditos antes de ser escolhido por Kenneth Branagh para viver Thor no filme homônimo de 2011.

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Cena de Vingadores: Ultimato
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Thor em cena de Vingadores: Ultimato

Apesar de “Thor” ser o melhor filme da trilogia do Deus do trovão, a produção mostrava um ator mais bonito do que talentoso. Chis Hemsworth , que antes do filme aparecera discretamente em produções de Hollywood como “A Trilha” (2009) e “Star Trek” (2009) alçou o estrelato com o hype cada vez mais crescente envolvendo a Marvel.

Enquanto Homem de Ferro e Capitão América ganhavam filmes elogiados pela crítica e que quebravam recordes de bilheteria, o Deus do Trovão seguia com problemas. Além de ser ofuscado por Loki, o irmão vilão vivido com charme e histrionismo pelo inglês Tom Hiddleston, Thor teve uma sequência muito ruim. “O Mundo Sombrio” (2013) teve problemas na pré-produção, com direito a troca de diretor, e a bilheteria mais baixa de uma continuação da Marvel.

Enquanto isso, Hemsworth se experimentava como ator com oportunidades abertas pelo estrelato. Impressionou dramaticamente em “Rush: No Limite da Emoção” (2013), em que viveu o piloto de Fórmula 1 James Hunt, e mostrou bom timing cômico em produções como “Férias Frustradas” (2015) e “Caça-Fantasmas” (2016).

Thor
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Chris Hemsworth ao lado de Tom Hiddleston em "Thor": cena roubada

Essas experiências ajudaram a repensar Thor enquanto personagem e seu espaço dentro do MCU. A arrogância do Deus do trovão sempre foi uma característica distinta e peculiar, mas por que não abordá-la de maneira diferente. Em “Vingadores: Ultimato” vemos o cume desse projeto que foi iniciado em “Thor: Ragnarok” (2017).

Se o filme de Taika Waititi não é tão bom quanto os trailers prometiam, mostra que Hemsworth estava pronto para ser melhor explorado como ator e fazer de Thor um personagem tão complexo e imperfeito quanto Tony Stark (Robert Downey Jr.) e tão emblemático nos anseios e intenções como Steve Rogers (Chris Evans).

De longe o filme que mais se assume como uma comédia na Marvel– o clima de buddy movie com o Hulk o põe à frente até mesmo do primeiro “Homem-Formiga” (2016) –, “Ragnarok” deu mais espaço para Hemsworth atuar e esse foi, de longe, o melhor predicado do filme.

Pulmão dos vingadores

Bastidores de Thor: Ragnarok
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Com Taika Waititi no set de "Ragnarok": mudança de rota do personagem

O Deus do Trovão ficou de fora da richa entre Tony Stark e Steve Rogers, tangenciada em “Guerra Civil” (2016), e se isso o priva do trauma causado dentro do MCU, dá a Thor a oportunidade de ser um catalisador para mudanças positivas.

A inteligência com que Hemsworth aborda a comédia veio a calhar para essa nova fase do personagem dentro do MCU. Em “Guerra Infinita”, Thor falha em um momento chave da disputa contra Thanos e aquilo pesa como o inferno sobre ele.

Em “Ultimato” flagramos o personagem às voltas com essa dor tão particular e estridente e Hemsworth brilha ao fluir o registro pelo drama e pela comédia com uma desenvoltura que parecia impossível para aquele cara que vimos empunhar Mjölnir em 2011.

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O advento da comédia para o universo do personagem pode até ter causado estranheza a princípio, mas é ela que dita o ritmo de “Ultimato” e faz do arco de Thor algo ainda mais especial no derradeiro longa dos Vingadores.  


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