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Atores estrelam “Uma Quase Dupla”, que usa o gênero policial como pano de fundo para mostrar a sintonia dos dois no cinema

“A gente queria fazer algo juntos. Podia ser um sexo tântrico, podia ser um filho”. É assim que Tatá Werneck e Cauã Reymond explicam como surgiu a improvável parceria em “ Uma Quase Dupla ”, filme estrelado pelos dois que chega aos cinemas em julho.

Elenco de
Divulgação/Ali Karakas
Elenco de "Um Quase Dupla": Cauã Reymond, Daniel Furlan, Tatá Werneck, Alejandro Cleveaux e Luciana Paes

No filme, Tatá Werneck é a experiente policial carioca Keyla, chamada à cidade de Joinlândia para investigar um assassinato. Além da alegria e gentileza constantes da pequena cidade, ela tem que lidar com o ingênuo e pouco talentoso policial local Cláudio, papel de Cauã.

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“O Cauã é um cara muito disciplinado e que tem muita precisão. Ele sabe muito de câmera, de luz e facilita a vida de todas as pessoas presentes. E eu sou um pequeno tasmânia que roda pelo lugar e você pega se você quiser”, brinca Tatá sobre as diferenças artísticas dos dois.

Apesar dos processos opostos, os dois concordam que eles se complementaram para a criação dessa história. “Foi um pouco como brincar de siga ao mestre”, explica Cauã. O ator conta também que pensou muito em como entrar em contato com o humor da Tatá, “que já é tão conhecido, tão estabelecido, tão aclamado”. A solução foi pensar num personagem ingênuo, e até, nas palavras do próprio Cauã, um tanto burro.

Uma Quase Dupla

Dupla improvável: com estilosos diferentes, Cauã Reymond e Tatá encontram co equilíbrio na comédia dirigida pro Marcus Baldini
Divulgação
Dupla improvável: com estilosos diferentes, Cauã Reymond e Tatá encontram co equilíbrio na comédia dirigida pro Marcus Baldini

Apesar do nome pouco inspirado, o filme tem inspiração de sobra. Das séries policias dos anos 1970 aos irmãos Coen, passando pelos filmes de investigação, a comédia se apropria de muitos gêneros e surgiu de uma vontade do Cauã de fazer um filme policial. “O filme brinca com esses clichês todos de filmes de investigação, de ação, das mortes”, explica o diretor Marcus Baldini.

Com a ajuda da produtora Bianca Villar, que já tinha trabalhado com Cauã em “Reza Lenda” e com Tatá no “TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva”, os dois atores se conheceram e começaram a pensar o projeto. Com roteiro de Ana Reber e Leandro Muniz, Tatá colabora junto com Fernando Fraiha (“La Vingança”) e Daniel Furlan, que também atua como Dado, amigo de escola de Cláudio.

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Alejandro Cleveaux completa o elenco como o legista Augusto, que ajuda a dupla em sua investigação em busca do assassino. Os papeis de Alejandro e Daniel, por sinal, seriam invertidos. “A gente queria chamar os dois, estávamos em dúvida entre o Furlan fazer o papel do Alejandro e o Alejandro do Furlan. E aí a gente achou que seria menos convencional fazer essa mudança”, explica Tatá.

A comédia dentro e fora das telas

Uma Quase Dupla
Divulgação
Uma Quase Dupla

“Na cena do beijo eu não estava legal e errei 12 vezes e beijei 12 vezes essa princesona aqui”, brinca Tatá apontando para Cauã. Ela não perde uma oportunidade de fazer graça de absolutamente tudo, e o ator teve que se encontrar em meio ao “furacão” da atriz.

“Em alguns momentos eu acho que eu atrapalhei algumas piadas da Tatá – talvez muitas - e ela foi em muitos momentos me mostrando que eu tinha que dar um tempo na cena para ajudar ela. A gente teve muitas situações onde paramos para ver como fazer tal cena”, comenta Cauã. “Foi um choque de estilos, mas eu acho que a gente saiu muito amadurecido”, completa.  

Depois de fazer tantos papeis dramáticos, o ator sentiu que precisava de um alívio cômico: “eu não fazia comédia há oito anos, então acho que ao longo do projeto eu fui aprendendo muito sobre humor”, destaca Cauã.

Essa união foi um dos motivos que atraiu Baldini para o projeto: “sempre foi uma questão muito interessante (saber) a forma como os dois, com caminhos diferentes, iam se comportar e de onde viria essa graça e essa brincadeira”, comenta o diretor.

Baldini tentou fazer o contraponto entre a graça e a seriedade. De um lado, a gravidade de um assassinato, de outro, os métodos bizarros da policial, que incluem lamber o cadáver. “Eu tento levar a investigação um pouco a sério e na minha visão o humor vem do contraponto do filme que está se levando a sério com dois personagens que são malucos”, completa Baldini.

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Entre o caos de Tatá Werneck e a disciplina de Cauã Reymond, os dois conseguiram encontrar o equilíbrio em uma comédia que tira o máximo de todos os elementos, do elenco à trilha sonora. “Uma Quase Dupla” estreia dia 19 de julho nos cinemas.

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