Tamanho do texto

Kendrick Lamar levou o Pulitzer 2018 pelo seu álbum de rap "DAMN.", que retrata a realidade e cotidiano afro-americano.

Kendrick Lamar, de 30 anos, tornou-se o primeiro rapper a conquistar o prêmio Pulitzer na última segunda-feira (16) com seu álbum "DAMN." , que relata o cotidiano afro-americano. Lamar juntou-se à lista de compositores americanos consagrados como Aaron Copland, Charles Ives e John Adams que também já conquistaram o prêmio. 

Leia também: Terapia de Jay-Z, sensualidade de Childish Gambino e os álbuns do ano no Grammy

Kendrick Lamar, 20 anos, foi o primeiro rapper a conquistar o prêmio Pulitzer
Divulgação
Kendrick Lamar, 20 anos, foi o primeiro rapper a conquistar o prêmio Pulitzer







A junta de jurados que concede os Pulitzer, que também premiam outras áreas como literatura e a imprensa, deu o prêmio a Kendrick Lamar descrevendo “DAMN.” como “uma coleção de canções virtuosas, unidas por sua autenticidade vernácula e seu dinamismo rítmico, que oferece vinhetas que capturam a complexidade da vida afro-americana moderna”.

Leia também: Grammy mais negro da história tenta superar racismo velado da premiação

Kendrick Lamar e suas conquistas com "DAMN."

Kendrick Lamar no clipe de
Reprodução/Youtube
Kendrick Lamar no clipe de "ELEMENT."

Indicado ao Grammy desse ano na categoria Melhor Álbum do Ano, "DAMN." já é considerado um dos principais álbuns de rap de todos os tempos. "DAMN." estreou na liderança da Billboard 200 com 353 mil cópias vendias e 340,6 milhões de fluxo de mídia, totalizando 603 mil unidades equivalentes a álbum. 

O disco do rapper mantém uma sequência de trabalhos revolucionários e a “profecia” (na qual ele mesmo se colocou na discussão em  Control  , música lançada por Big Sean em 2013 e no sigle promocional do álbum “The Heart Part 4”, onde o cantor diz: “Um, dois, três, quatro, cinco, eu sou o melhor rapper vivo”) rumo ao posto de maior rapper da história. "DAMN." mostra um Kendrick sombrio e com suas inquietações mais autocentradas, refletindo sobre a violência policial nos Estados Unidos e o dia a dia das pessoas negras. 

Leia também: Rihanna sensualiza em clipe de “Loyalty”, de Kendrick Lamar

Em 2015,  Kendrick Lamar  lançou o disco “To Pimp a Butterfly” (2015), que se tornou trilha sonora das passeatas do movimento ativista contra a violência direcionada a negros “Black Livers Matter”. Na época do lançamento, o presidente Obama elogiou o álbum e elegeu How Much a Dollar Cost  como a sua música favorita. Em 2016, levou o Grammy na categoria Álbum de rap com “To Pimp A Butterfly”, Canção de rap e Melhor performance de rap com  Alright  , Melhor colaboração de rap com  These Walls  (Kendrick Lamar, Bilal, Anna Wise e Thundercat) e Melhor videoclipe com  Bad Blood  (Taylor Swift ft Kendrick Lamar).