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O elenco do novo filme de Roberto Santucci conversou com o iG Gente sobre as suas percepções do longa que estreia na próxima quinta-feira (08); confira

O feriado prolongado de fim de ano é sinônimo para muito sol, praia, festa e diversão. Mas, às vezes, nem tudo sai como o planejado e as férias podem acabar virando uma grande bagunça. Isso é o que o filme mais recente de Roberto Santucci , “Os Farofeiros”, traz para as telonas do cinema brasileiro. A trama conta a história de quatro amigos que trabalham em uma mesma empresa e que decidem ir na onda de Lima (Maurício Manfrini) para uma casa de praia que promete ser o paraíso, mas na verdade é uma “Disneylândia do Horror”, como afirma a sua esposa Juçara (Cacau Protásio).

Os Farofeiros remonta a história de uma viagem de fim de ano em que tudo sai errado
Divulgação
Os Farofeiros remonta a história de uma viagem de fim de ano em que tudo sai errado

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“Ser farofeiro é ser feliz, ser contente, se permitir mesmo com todos os problemas. É cair na furada e tirar proveito e sarro daquilo”, revela Cacau Protásio em entrevista ao iG Gente . Sendo esposa de Lima, o casal é o fio condutor de todas as tragicomédias do feriado em cena em "Os Farofeiros" e, sendo assim, os grandes farofeiros da trama. Para Manfrini interpretar o personagem não foi um grande desafio, até porque o ator já tem um histórico de trabalho com a comédia. “Eu já tenho um personagem que eu faço há muitos anos que é o Paulinho Gogó. E tem uma essência muito parecida com o Lima então eu fui pegando elementos dele para compor o Lima e isso me deu uma tranquilidade pra desenvolver o trabalho”, revela o ator, que estreia nas telonas do cinema pela primeira vez com o longa-metragem.

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Se por um lado Lima é um reflexo do jeitinho brasileiro e personificação do carioca malandro, por outro Juçara é a mulher bruta e rude que se contrasta a qualquer tipo de demonstração de afeto entre casais. Apesar dessas imagens estarem evidentes nos personagens, os atores revelam como fizeram pra não caírem na lógica de estereótipos negativos dentro do filme. “Tentar fazer as coisas de uma forma natural. Eu acho que quando você faz com verdade o pessoal aceita muito mais, se aceita muito mais, acha engraçado e a gente não agride ninguém”, comenta Protásio. “A gente não procura fazer de uma forma agressiva, ofensiva. A gente fez naturalmente e nos divertimos, que é o principal”, completa Manfrini.

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Se para a dupla interpretar o casal foi tranquilo, para Danielle Winits incorporar Renata, uma socialite com muitos problemas de comportamento, não foi nada fácil. “Foi super desafiador, uma personagem completamente diferente das que eu já tinha feito”, revela a atriz. Apesar da distância com Renata, Winits revela que se sentiu honrada de interpretar a personagem que sofre uma reviravolta no fim da história. “Ela mostra todo um lado diferenciado, que as coisas nunca são tanto quanto lhe parece”, comenta.

Por trás das câmeras

Cena do filme remete ao terror de
Reprodução/Youtube
Cena do filme remete ao terror de "O Chamado"

As cenas, por sua vez, trazem muitos elementos cômicos para as telonas e as referências em relação a outras obras da sétima arte também se fazem presentes, ainda que timidamente. “Como cineasta a gente gosta de reproduzir aquelas coisas que a gente experimentou ao longo da vida no cinema”, conta Roberto Santucci. “É maravilhoso estar pegando essas coisas e estar recriando da nossa forma no nosso tempo no nosso universo é muito isso. Acho que sempre que a gente vê essas oportunidades a gente adora”, completa o ator.

O longa também traz uma crítica bastante evidente em uma de suas cenas, em que todo o elenco está reunido. Pensada pelo roteirista Paulo Cursino, Santucci reafirma: obviamente é uma crítica à crítica, ao olhar preconceituoso que existe ao cinema e uma coisa que era metalinguagem. Não sabíamos muito bem como iria funcionar, mas na Bahia as pessoas levantaram e aplaudiram de pé”, revela.

Cena de Os Farofeiros
Divulgação
Cena de Os Farofeiros

De praia em praia, o elenco deixa sua mensagem sobre o porquê “Os Farofeiros” tem que ser assistido: “É um filme que tem uma identificação enorme. Todo mundo que for ver aquele filme vai se ver naquele filme e vai identificar  várias pessoas e experiências”, comenta Santucci; já para Winits o motivo é outro: “é muito completo, você tem todas as emoções ali guardadas em várias cenas”, comenta. Protásio, por sua vez é assertiva: “quem nunca passou por uma experiência dessas? Eu acho que tudo o que o brasileiro, o ser humano se identifica ele gosta de ver e tem que ir lá ver”.

“Os Farofeiros” estreia na próxima quinta-feira (08) nos cinemas brasileiros.

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