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Com “Blue Lips ([lady Wood phase II])”, seu novo disco, a cantora sueca atingiu um novo patamar em sua carreira; veja a crítica

A sueca Ebba Tove Elsa Nilsson que performa como Tove Lo é uma das cantoras e compositoras mais cativantes da contemporaneidade e com “ Blue Lips ([lady Wood phase II]) ” ela atinge um novo e excitante patamar em sua carreira. Dona de hits como Habits e Talking Body , a sueca também é responsável por hits de terceiros como L ove me Like I Do , de Elle Goulding. Ainda que Disco Tits não tenha estourado como muitos previam, seu grunge na medida certa ratifica o talento exímio de uma cantora que sabe colocar seus anseios e frustrações em sua música.

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Cantora sueca Tove Lo alcança novos patamares em sua carreia com o disco
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Cantora sueca Tove Lo alcança novos patamares em sua carreia com o disco "Blue Lips"

Em Tove Lo , é como se a mente sentisse e o corpo pensasse. A sensualidade entristecida de suas músicas transborda honestidade emocional e pulsa por uma conexão sensorial. Essa qualidade atinge literalmente o nirvana em “Blue Lips”, em que vemos também Lo à vontade com suas primeiras baladas, como shedontbutheknows narrada em terceira pessoa e que é francamente mesmerizante. A faixa entrega uma maturidade musical que pode ser verificada, ainda, em diálogos que ela estabelece com sua obra pregressa. Hey you got Drugs vai lá no âmago de Not o n Drugs de “Queen of the Clouds”. Já em Bitches , ela fala de sexo oral com uma liberdade inspiradora e extremamente sensual.

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"Blue Lips" é o novo álbum de Tove Lo

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A coragem de Tove Lo enquanto artista está umbilicalmente vinculada ao seu crescimento pessoal e isso é apaixonante do ponto de vista do processo criativo e Cycles , décima faixa do álbum, ratifica essa percepção. “I´m in a cycle/I admit it/How can I change it when I don´t Know I´m in it?”, ela pergunta. Sua capacidade para a autoanálise lhe força a evoluir como cantora.

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“Blue Lips” também tem certa ambição estética com o synthpop dominando o disco. Trata-se, no frigir dos ovos, do melhor trabalho da carreira de Tove Lo, mesmo que nenhum single vingue nas rádios. Convicta e segura de si e de sua musicalidade, a sueca nem mesmo precisa disso.

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