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A banda finlandesa traz um disco diferente das suas produções anteriores com novas influências e promete retornar ao Brasil depois de onze anos

Quando Lauri Ylönen em 1994 começou a cantar ao lado dos seus amigos, que na época tinham apenas 16 anos de idade, pelas festas escolares de Helsinque, capital da Finlândia, mal sabia ele que 23 anos depois seu som iria estourar pelos sete mares, conquistando novos continentes. The Rasmus, atualmente formada por Ylönen, Pauli Rantasalmi, Aki Hakala e Eero Heinonen se consagrou como uma das bandas finlandesas mais famosas do cenário musical. Estourando em “Dead Letters”, álbum de 2004, a banda produziu uma sequência de novos trabalhos, tendo lançado o último em 2012. Agora, cinco anos depois, The Rasmus volta com todo vigor em uma nova fase com o seu nono disco, “ Dark Matters ”. 

The Rasmus promete fazer shows no Brasil em 2018 com lançamento de
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The Rasmus promete fazer shows no Brasil em 2018 com lançamento de "Dark Matters"


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“O intervalo para produzir esse álbum foi um pouco maior que antes, mas nós queríamos ter um tempo distante da banda porque agora temos crianças e nós queríamos ficar com nossos filhos, com a família”, comenta Lauri Ylönen, vocalista do The Rasmus ao iG Gente . Radicado há três anos em Los Angeles, a mudança também influenciou muito no som que a banda trouxe para o novo disco. “Lá eu ouvia muito a rádio e tudo o que eles tocam é hip hop, como Drake e Future. Acabou que eu peguei algumas influências disso e trouxe para o novo trabalho”, comenta o cantor.

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Com uma discografia em que o estilo musical sempre transcende o rock que é a proposta da banda, Ylönen ressalta que The Rasmus não tem medo de se aventurar na experimentação sonora. “Eu acho que esse é o estilo da música do Ramsus: nós podemos mudar, se nós sentirmos que queremos isso. Mas eu sempre digo que as músicas só no violão parecem as mesmas, a questão é como nós arranjamos e fazemos essa produção”, explica o cantor.

Invadindo a sétima arte

“Dark Matters”, que será lançado no dia 6 de outubro, mal chegou e já está com os holofotes voltados para si. “Wonderman”, canção que integra o disco composta por Ylönen e Pauli Rantasalmi, o guitarrista da banda, faz parte da trilha sonora do filme “Rendel”, o primeiro longa finlandês de super-herói dos cinemas. “É uma história engraçada”, comenta o cantor. “Nós escrevemos essa música há dois anos e meio e não sabíamos nada sobre esse filme naquela época. Nós apenas tivemos a ideia de escrever uma canção sobre uma criança que criou um super-herói para se defender do bullying na escola quando nos encontramos em Los Angeles e, ao mesmo tempo na Finlândia, havia um cara fazendo o filme praticamente sobre o mesmo tema”, conta Ylönen. Assim, Eero Heinonen, o baixista da banda que é fã da sétima arte fez a conexão dos músicos com a produção do longa, que estreou no último dia 22 de setembro. O clipe, não coincidentemente, foi lançado na mesma data e alcançou mais de 200 mil visualizações em uma semana.

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No Brasil

Mas não é só para a Finlândia que The Rasmus lançou o seu olhar. Apesar de estar muito contente com o cenário musical do seu país – onde Ylönen acredita que a educação musical obrigatória seja um motivo de se produzir tantas boas bandas na região – o músico confessa admirar o trabalho de outros brasileiros. “Apesar de eu não conhecer muito da música brasileira, eu certamente admiro o Sepultura”, comenta. “A primeira vez que eu vi eles foi ao vivo em 1996 durante um festival, que foi o primeiro que nós tocamos. Quando eu ouvi a banda fiquei surpreendido. Eu gosto muito que eles mostram as suas raízes brasileiras na música” opina o cantor.

Apesar de estar há 11 anos sem fazer um show no Brasil, Ylönen adianta: The Rasmus volta ao país em maio de 2018. “Eu acho que os brasileiros são famosos por ter reações loucas em ralação à música. Outro dia estávamos vendo nossos vídeos do show em 2006 e como as pessoas pulavam e se emocionavam com In The Shadows. Então, para o ano que vem, as nossas expectativas estão muito altas”, finaliza o cantor.

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