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“Wonderful, Wonderful”, quinto álbum do The Killers, busca um retorno aos clássicos da banda, mas não acerta o tom e músicas não empolgam

Depois de cinco anos sem gravar algo novo, a expectativa pelo próximo álbum do The Killers era grande, ainda mais após “The Desired Effect”, excelente disco solo do vocalista Brandon Flowers . Porém, o que se ouve não é nada disso.

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The Killers está de volta com novo álbum, mas não consegue encontrar o som do passado
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The Killers está de volta com novo álbum, mas não consegue encontrar o som do passado

 “ Wonderful Wonderful ” parece uma versão genérica do que o The Killers já foi. Uma música ou outra pode até funcionar ao vivo ou na pista de dança, mas no geral as músicas são esquecíveis. Em alguns momentos mais inspirados, fica claro que o The Killers ouviu seus trabalhos antigos e de mais sucesso para construir o novo. É possível perceber traços de “ Runaways ” e “ Human ” em algumas faixas, mas nada comparado a poderosas músicas como “ Read My Mind ” ou “ All This Things That I’ve Done ”.

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Aliás, são várias as referências do novo disco . Uma mais óbvia, que fica clara logo na primeira faixa é o U2 , banda que o The Killers já declarou seu amor diversas vezes. O problema é que eles usaram como inspiração os trabalhos mais fracos do U2, como “Pop” ou o mais recente “Songs of Innocence” que tem uma sonoridade difícil de reconhecer e de agradar.

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"Wonderful Wonderful", novo álbum do The Killers

Nesse mar de referência, “Wonderful Wonderful” acaba não tendo uma identidade própria. Talvez isso seja refletido nas recentes mudanças na banda. O guitarrista Dave Keuning e o baixista Mark Stoermer deixaram recentemente o The Killers, mesmo participando do processo de criação do álbum.  Stoermer anunciou que não excursionaria com a banda quando o álbum ainda estava sendo gravado. Já Keuning chegou a falar em entrevistas que não se envolveu no processo de finalização do disco. Seja lá qual tenha sido o conflito interno enfrentado pelo grupo, refletiu no conflito externo exposto no novo disco.

Parte boa

Verdade seja dita, “Wonderful Wonderful” melhora na segunda metade e ganha algo próximo a uma identidade própria. Continua não sendo o melhor trabalho do The Killers , mas é mais inspirado, com destaque para “The Calling” que conta com uma agradável e surpreendente participação do ator Woody Harrelson . “Tyson vs Douglas” e Life to Come” também são bons exemplos em um disco basicamente esquecível.

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