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Com mais de 20 anos de carreira, Maroon 5 não surpreende como banda de rock, mas garante seu lugar entre as mais tocadas ao lado de fenômenos pop

Assim como outras dezenas de bandas do gênero, o Maroon 5 começou como uma reunião de colegas de escola que se juntavam para fazer música . Em 1994 Adam Levine, Jesse Carmichael, Mickey Madden e Ryan Dunsick – que posteriormente deixaria o grupo – formaram o Kara’s Flowers. Sem muito sucesso, mas já no radar das gravadoras, mudaram o nome da banda para Maroon 5 e começaram a cair nas graças do público. Misturando a sonoridade do pop com influências do rock, logo começaram a fazer um enorme sucesso mundo afora.

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Com hits de sucesso, Maroon 5 concilia pegada pop com influências do rock e prova que sabe conquistar o público
Divulgação
Com hits de sucesso, Maroon 5 concilia pegada pop com influências do rock e prova que sabe conquistar o público


O começo

Há 23 anos em Los Angeles os membros fundadores da banda de juntaram e formaram o Kara’s Flowers. Com esse nome e sua formação inicial, composta por Adam Levine como vocalista e guitarrista de apoio, Ryan Dunsick na bateria, Mickey Madden no baixo e Jesse Carmichael alternando entre teclado e guitarra, o grupo lançou seu primeiro álbum – Are We Digging? – de forma independente. Seu segundo trabalho, The Fourth World , já saiu pela Interscope Records, mas ambos tiveram desempenho abaixo do esperado. Assim, entraram em hiato até 2001, quando retomaram as atividades com o nome de Maroon 5 e investindo em músicas com potencial de atingirem um público mais eclético.

Nessa transição os quatro músicos originais da banda abriram as portas para James Valentine assumir de vez a guitarra e, assim, Adam Levine pôde dedicar-se completamente à função de vocalista. Com uma nova direção e nova formação lançaram Songs About Jane . O single “Harder to Breathe” foi o primeiro a ter resultados expressivos nas paradas musicais, seguido por “She Will Be Loved”. Isso indicava que agora sim estavam no caminho certo para a fama.

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Em ascensão

Depois da partida de Dunsick, que foi substituído por Matt Flynn, o segundo álbum da banda, It Won’t Be Soon Before Long , alcançou posições inéditas em sua história. Mesmo antes de ser oficialmente lançado, o single “Makes Me Wonder” já era uma das faixas mais baixadas do Itunes e quando o disco completo foi disponibilizado saltou para primeira posição, batendo o recorde de vendas da plataforma. Apenas três anos depois divulgaram Hands All Over , terceiro trabalho de estúdio que, apesar de não ter obtido o mesmo êxtase nas vendas, colocou a banda para tocar em todas as rádios do mundo com o single “Moves Like Jagger” com participação de Christina Aguilera.

Durante a divulgação do álbum foram convidados para o Rock in Rio , em 2011, para substituir o espaço deixado por Jay Z entre os headliners do festival e assim marcaram sua terceira passagem pelo país. Entretanto, no ano seguinte retornaram ao Brasil com o novo disco Overexposed na manga. Dessa vez com a própria turnê lotaram os espaços de shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, reunindo milhares de pessoas em apresentações com ingressos esgotados em todas as capitais.

Consolidados

Com o retorno do guitarrista Jesse Carmichael – uma vez que ele havia se ausentado em 2012 para estudar teoria musical – a banda gravou o álbum V , que novamente os levou para o ápice dos rankings musicais de vários países. Durante a turnê da banda, mais uma vez, aterrissaram no Brasil para uma série de apresentações em várias capitais. Em São Paulo, inclusive, as vendas foram tão boas que abriram uma nova data para um show extra.

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Agora já com mais de duas décadas de experiência e um currículo respeitável de músicas que conquistaram fãs ao redor do mundo, o Maroon 5 se prepara para lançar seu sexto álbum . Com alguns singles já lançados, o trabalho está prometido para novembro – pouco depois de sua participação da sétima edição do Rock in Rio, ou seja, quem for ver a banda na segunda noite do festival pode esperar novidade no palco mundo.