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Episódio contou com a formação de um Esquadrão Suicida versão Westeros e muita movimentação de bastidores, além de uma inesperada proposta de trégua. Atenção com os spoilers

Em um episódio de tirar o fôlego, ainda que sem a ostentação de grandes batalhas, “Game of Thrones” confirmou a legitimidade de Jon ( Kit Harington ), que na realidade, é tanto um Stark como um Targaryen. A cena, tratada com aparente desimportância na cidadela em uma discussão entre Sam ( John Bradley ) e Gilly ( Hannah Murray ), mostra que Jon é herdeiro legítimo de Rhaegar Targaryen (irmão mais velho de Daenerys) com Lyanna Stark (irmã de Ned).

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“Game of Thrones”
Divulgação
“Game of Thrones”


Essa revelação aliada a impactante cena em que Jon toca um dragão denotam a mudança de paradigma na disputa pelo trono de ferro. Uma mudança que muito embora o público já tenha conhecimento, ainda é um mistério para os personagens. Com Daenerys ( Emilia Clarke ) cada vez mais seduzida pelo charme e honradez do Rei do Norte, fica ainda mais difícil prever as variantes que a inevitável revelação de Bran (I saac Hempstead-Wright ) causará em “Game of Thrones” .

Com Daenerys cada vez mais consumida pelo desejo de poder, uma preocupação para os entusiastas diplomatas Varys (Conleth Hill) e Tyrion (Peter Dinlage), e com Jon ainda resistente aos ditames da realeza, fica difícil intuir como tal revelação impactaria uma relação que ainda se modela mais pela fé do que pode vir a ser do que qualquer outra coisa. A linha sucessória agora oficialmente passa a ter Jon como herdeiro legítimo ao trono de ferro. Daenerys abdicaria de seu desejo tão altruisticamente? Jon reclamaria o trono? Como os lordes do sul e do Norte reagiriam a essa nova realidade?

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Sob essa perspectiva, o prospecto de um armistício para tratar da iminente ameaça dos white walkers  pode ser um bom negócio. Principalmente para Cersei (Lena Headey), que estava na iminência de uma derrota clamorosa. Para ela, que segue manipulando Jamie (Nikolaj Coster Waldau) – aquela gravidez é mesmo real? – é tempo e reagrupar e examinar as possibilidades. Neste momento, o Rei da Noite é a única coisa que a mantém no trono de ferro.

A volta dos que não foram

Jorah Mormont (Ian Glen) retornou para servir uma vez mais Daenerys e Gendry (Joe Dempsie), o bastardo de Robert Baratheon salvo por Sor Davos (Liam Cunningham) se junta à entourage de Jon Snow além da muralha para capturar um White Walker como prova para garantir o armistício. Não parece um plano bom e não é, mas serviu para montar a versão de Westeros para o Esquadrão Suicida com alguns dos personagens da série mais benquistos pelos fãs.

Enquanto isso, em Winterfell, as tensões entre Arya (Maise Williams) e Sansa (Sophie Turner) continuam a escalar e com o patrocínio de Mindinho (Aidan Gillen) que parece depender mais do que nunca da insolvência dos Stark.

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O episódio também proporcionou um encontro entre Jamie e Tyrion – e as reminiscências esperadas. Acelerado, mas parcimonioso, “Eastwatch” aumenta o frenesi da expectativa pelo fim e, por incrível que pareça, adensa ainda mais as possibilidades à espreita. É “Game of Thrones” em sua zona de conforto.  

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