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Charlie Hunnam interpreta o Rei Arthur em trama que mistura vários elementos e parece sem pé nem cabeça – mas, no fim, não é ruim

A história do Rei Arthur é uma das mais conhecidas da humanidade e já inspirou séries de TV e muitos filmes. Mas a impressão é de que ninguém nunca conseguiu contar essa história muito bem: é difícil puxar pela memória uma produção que tenha feito jus à história. "Rei Arthur: A Lenda da Espada" , que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18), não muda esse panorama, mas, pelo menos, é uma boa diversão.

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Charlie Hunnam interpreta o Rei Arthur no novo filme sobre a história, dirigido por Guy Ritchie
Divulgação
Charlie Hunnam interpreta o Rei Arthur no novo filme sobre a história, dirigido por Guy Ritchie

Dirigido por Guy Rithcie ("Sherlock Holmes", "Snatch - Porcos e Diamantes") e estrelado por Charlie Hunnam ("Sons of Anarchy", "Círculo de Fogo"), o novo "Rei Arthur" tem o estilo do cineasta, com cenas ágeis que parecem dar um tom moderno à história. O problema é que a trama acaba sendo uma salada de influências que confundem quem está assistindo.

A história envolve uma parceria de Vortigern (Jude Law) com o mago Mordred para tirar seu irmão, o rei Uther (Eric Bana) do trono. A manobra dá certo, mas a profecia diz que o filho de Uther, Arthur, irá restituir seu lugar de direito – e, a partir daí, a história começa.

A trama mistura muitos elementos mágicos e fantásticos ao estilo underground que Guy Ritchie já havia mostrado em seus filmes anteriores, principalmente nos dois "Sherlock Holmes". O resultado é um Arthur valentão, bastante badass, que passa a assombrar seu tio Vortigern quando descobre sua linhagem.

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Mais um filme esquecível

As cenas de ação são interessantes, a trilha sonora é um dos pontos altos da produção, mas "A Lenda da Espada" é um filme esquecível. É muito mais uma diversão de fim de semana do que uma produção que conta a história de Arthur, da Excalibur e de seus companheiro como ela merecia ter sido contada.

Entretanto, o filme não é ruim. É melhor do que "Rei Arthur" de 2004, estrelado por Clive Owen, por exemplo, e ainda mostra Guy Ritchie levando o seu estilo de cinema para os blockbusters de Hollywood. Os resultados, por outro lado, são desastrosos: "A Lenda da Espada" faturou só US$ 15 milhões (R$ 46 milhões) no primeiro fim de semana nos cinemas dos Estados Unidos, quantia que representa menos de 10% do orçamento da produção.

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Quem for ao cinema sem pretensões e expectativas, pode até se divertir com "Rei Arthur: A Lenda da Espada" – principalmente os fãs de Guy Ritchie e Charlie Hunnam. Agora, quem espera um filme primoroso, pode se preparar para se decepcionar.

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