Demanda de discos de vinil é altíssima e preocupa produção
Marcelo de Assis
Demanda de discos de vinil é altíssima e preocupa produção

A demanda de discos de vinil no mercado internacional é tão alta que os fabricantes do produto estão enfrentando um grande desafio de dar conta de toda a produção.

Isso acontece precisamente 40 anos depois que o CD tirou o vinil de seu trono na indústria.

Como o CD tomou conta do mercado naquela época, a venda dos bolachões começaram a cair vertiginosamente, obrigando as grandes gravadoras a venderem ou desmontarem suas máquinas de prensagem de vinil. Agora, no atual século, o jogo virou e dezenas de fábricas de prensagem de discos foram criadas ao redor do mundo para tentar corresponder ao alto volume de vendas do formato, que já conta com um faturamento estimado em US$ 1 bilhão . E acreditem: não tem sido suficiente.

O ressurgimento e crescimento do vinil no mercado musical segue firme há uma década e durante a pandemia do coronavírus os aficionados pelos discos passaram a consumir o produto mais ainda, haja visto que as turnês foram canceladas e as pessoas ficaram confinadas em suas residências.

Soma-se a isso a descoberta dos jovens pelo antigo formato e com a música pop se rendendo ao vinil com seus lançamentos especiais. Para se ter uma ideia, um dos discos de vinil mais vendidos na indústria é o álbum Sour da estrela pop Olivia Rodrigo , de apenas 19 anos. Com milhões de fãs em todo o mundo, a jovem artista também contribuiu para a popularização do vinil nesta década.

Declínio do vinil nos anos 1980 e o vilão cassete

O declínio das vendas e do interesse público pelo vinil se deu nos anos 1980 quando as fitas cassetes ganharam um espaço maior naquela década e, com isso, o desempenho comercial dos discos foi severamente agravado, se tornando um “vilão” do antigo formato. Junte isso ao fato do CD ter se tornado uma novidade espetacular, apresentando um som livre de qualquer chiado.

Mark Michaels , CEO e presidente da United Record Pressing , empresa sediada em Nashville e a maior fabricante de discos de vinil dos EUA acredita que a indústria “encontrou uma nova marcha e está acelerando em um novo ritmo” . A empresa iniciou suas atividades em 1949 e jamais parou de fabricar discos. Atualmente, eles estão em um grande processo de expansão de US$ 15 milhões (cerca de R$ 78 milhões no câmbio atual) para triplicar sua capacidade de produção em meados de 2023.

Observando o crescimento do interesse no vinil em estudantes do ensino médio e jovens adultos, Michaels é bastante otimista quanto ao futuro do vinil no novo mercado musical, dominado pelo streaming: “Acredito na música e acredito na importância da música na vida das pessoas. Acho que isso não muda” , concluiu.

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