Skank anuncia show extra em São Paulo da “Turnê de Despedida”
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Skank anuncia show extra em São Paulo da “Turnê de Despedida”

O Skank , uma dos grandes nomes do pop brasileiro em todos os tempos, anunciou nesta terça-feira (23) uma terceira data no mês de março onde o grupo apresentará seus grandes sucessos de seus quase 30 anos de carreira em sua Turnê de Despedida.

A série de shows que encerra uma brilhante carreira no pop e n o rock tem como desafio encaixar num mesmo roteiro tudo o que os músicos já deixaram gravado no coração do público desde o inicio dos anos 1990. É nessas horas retrospectivas que os fãs conferem que foi muita coisa – mesmo para generosas duas horas (ou mais) de show.

As apresentações que seriam em junho de 2020 acontecerão dias 11 e 12 de março de 2022, sexta e sábado, com ingressos já esgotados. E no dia 13 de março , domingo, a banda apresenta um show extra, no Espaço das Américas , zona oeste de São Paulo.

Os ingressos, que podem ser adquiridos na bilheteria da casa Américas (de segunda a sexta, das 11h às 17h – sem taxa de conveniência) ou online pelo site Ticket 360 , custam entre R$ 140 e R$ 300 .

Foram nove álbuns de estúdio, alguns deles presença obrigatória em listas de melhores de todos os tempos do pop rock nacional e que somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos ; três ao vivo que registraram para a posteridade o nível de ataque e a catarse de seus shows em diferentes fases da carreira; e uma coleção de sucessos que não encontra paralelo nas últimas três décadas no país.

Foram cerca de 40 hit singles , 29 deles entre as 100 mais tocadas do ano no Brasil (muitas vezes defendendo sozinhas o pop rock num mar de sertanejo universitário), 25 em trilhas de novela , dois megahits que marcaram fases distintas e igualmente bem sucedidas do grupo ( Garota Nacional em 1996 e Vou deixar” em 2004) e um sem-número de favoritas do fãs que vez por outra aparecem de surpresa nos shows. Algo parecido , o single inédito lançado em 2018, passou dos 30 milhões de plays em pouco mais de um ano. E ainda temos a nova Simplesmente , delicada balada folk lançada especialmente para acompanhar a Turnê da Despedida . Que belíssimo problema será montar o repertório dos shows.

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Até onde podemos enxergar, esta será a última oportunidade de assistir a Samuel Rosa (guitarra e voz), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria) tocando seus clássicos, juntos, num mesmo palco. Em novembro de 2019, a banda anunciou a separação motivada pelos desejos individuais de experimentar novos caminhos – musicais e pessoais. Sem brigas, sem decadência, sem barracos públicos e sem descartar a possibilidade de reuniões futuras. Pontuais? Comemorativas? Definitivas? Só o tempo dirá. Por hora, é melhor aproveitar a Turnê da Despedida como se não houvesse amanhã.

A separação do Skank é uma forma de colocar um ponto final (ou um ponto-e-vírgula) numa carreira iniciada na curva entre a moda do rock brasileiro dos anos 1980 e uma nova década que apontava para a brasilidade, para o ritmo e para as misturas.

Inicialmente uma simpática banda de vinda de Minas Gerais tocando música de inspiração jamaicana, rapidamente o Skank tanto apontou caminhos para toda uma nova geração (de Chico Science, Raimundos, Pato Fu, Jota Quest, Mundo Livre SA, O Rappa e tantos outros) como ganhou musculatura e tamanho de mercado.

Isso ali por 1996, quando chegou no incrível feito de ter, no mesmo período de doze meses, dois álbuns diferentes com mais de 1 milhão de exemplares vendidos Calango e O Samba Poconé.

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