
A TV Globo, sob o comando do jovem herdeiro Fernando Marinho, está vivendo um de seus piores momentos. As novelas vão de mal a pior.
Até Aguinaldo Silva, sempre considerado um gênio da escrita, vive atualmente uma fase que não está entre suas melhores.
Manoel Carlos morreu. Gilberto Braga também faleceu.
Walcyr Carrasco, outro excelente autor, já teve momentos históricos na televisão. Já os novos autores não apresentam nomes que sequer consigam manter o mesmo nível de qualidade.
E, em meio a tudo isso, onde falta talento entre novos autores e também entre novos diretores, a TV Globo se dá ao luxo — ou à ignorância artística — de ignorar e deixar de aproveitar artistas como Alessandra Negrini, Vivianne Pasmanter e Helena Ranaldi.

Jamais imaginaríamos que a TV Globo chegaria a um nível tão assustador de decisões equivocadas. Mas é exatamente isso o que está acontecendo.
Autores escolhendo artistas sem carisma para a tela. Autores em confronto com diretores que não conseguem dirigir nem a novela, nem os próprios artistas.
Assim está a TV Globo: vivendo um momento em que a inteligência parece ter passado longe, enquanto hoje existem lá dentro 15 pessoas fazendo, de forma ruim, o trabalho que Boni fazia praticamente sozinho.
A família Marinho está investindo em outras áreas além da TV. Inclusive, contratou um administrador para cuidar de tudo.

Trouxeram um antigo colaborador de Rubens Ometto.
Não perguntem o que aconteceu com Ometto. Basta pesquisar no Google para entender que ele saiu da condição de bilionário para enfrentar um grande insucesso financeiro.
A família Marinho ainda não entendeu exatamente o que está acontecendo. Quando perceber, pode acabar vivendo a mesma situação da família Guinle.
Também vale pesquisar sobre os Guinle para entender o que aconteceu.
E eles precisam compreender que, sem a TV Globo, não são ninguém em nenhum lugar do mundo.
Ter algum dinheiro não significa ter poder.
