Carlos Silva, o Mendigo, Antônia Fontenelle e Netinho
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Carlos Silva, o Mendigo, Antônia Fontenelle e Netinho

Seis meses. Este foi o tempo que o Ministério Público de São Paulo levou para oficializar o recebimento da denúncia do suplente de Deputado Estadual e ativista dos direitos LGBTI+, Agripino Magalhães, contra Antônia Fontenelle, Carlos Silva, o Mendigo, e o cantor baiano Netinho. O trio pode responder ao processo criminal de LGBTfobia e de racismo e pode pegar até oito anos de prisão.

"As pessoas precisam saber que esses tipos de comentários sobre racismos e preconceitos não cabem mais na sociedade. São discursos de ódio e isso é crime. Crime previsto por lei e que pode levar uma pessoa à prisão por oito anos. Nós queremos punição para que isso não se repita entre pessoas famosas e formadoras de opiniões", explicou o advogado do caso, Ângelo Carbone, especialista em crimes contra Homofobia e Racismo.

Antônia, Mendigo e Netinho foram intimados à prestarem depoimentos nos próximos dias e em datas diferentes para apresentarem suas respectivas defesas.

A denúncia contra Netinho é em relação à publicação no Instagram e Facebook, em que o cantor diz que 'se esse pessoal LGBT não vivesse de acordo com o fiofó, pensando com o fiofó, o Brasil ia ser maravilhoso'. Mendigo usou uma foto de de Thammy Miranda e seu filho, ao lado de um clique antes da mudança de sexo: "Prefiro ser órfão do que ser adotado por uma mulher operada que se passa por homem para ter o privilégio de adotar uma criança". Já para Antônia se refere ao comentário sobre a música 'Fricote' de Luiz Caldas: "Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear... Hoje em dia não se pode falar nada porque 'tudo é racismo', 'tudo ofende' e 'tudo mimimi'"

Agripino Magalhães irá comparecer na próxima terça-feira (16) na 15ª Delegacia de São Paulo (Itaim).A Promotora de Justiça Criminal Denise de Souza Goubeth é quem estará a frente do processo, de número 38.0001.0003201/2020-0.

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