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"A Menina que Matou os Pais" e "O Menino que Matou meus Pais", com perspectivas diferentes para o crime que chocou o Brasil, serão exibidos em sessões alternadas nas mesmas salas. Estratégia de lançamento é inédita

Carla Diaz como Suzane Von Richthofen arrow-options
Divulgação/Galeria Distribuidora
Carla Diaz vive Suzane Von Richthofen nos dois filmes que serão lançados em breve

Desde que foi anunciado, o filme sobre Suzane Von Richthofen e um dos crimes que mais chocou o Brasil se tornou uma das produções mais aguardadas do cinema nacional. A novidade é que serão dois filmes baseados nos autos do processo. Essa foi a solução encontrada pelos produtores para fazer justiça ao que está narrado nos depoimentos oficiais dos então namorados Suzane Von Richthofen e Daniel Cravinhos.

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"A Menina que Matou os Pais" e "O Menino que Matou Meus Pais" estreiam simultaneamente em 2020 e serão exibidos em sessões alternadas nas mesmas salas. É um projeto ousado e inédito no cinema mundial, que ratifica a confiança dos produtores envolvidos no potencial do material que dispõem.

Não é a primeira vez que uma história ganha duas versões, dois olhares distintos, mas complementares para o público, mas a estratégia de lançamento é inédita. "É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos. O público brasileiro tem se mostrado engajado com conteúdos como este, especialmente os baseados em histórias reais, temos que ocupar esse espaço e oferecer ao espectador obras com qualidade e respeito", afirma Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.

Cena do filme arrow-options
Divulgação/Galeria Distribuidora
Cena do filme "A Menina que Matou os Pais"

Como a produção do filme não tem qualquer relação com os autores do crime, tudo o que se verá nas telas tem como fonte os autos do processo. Os envolvidos com o crime não receberam dinheiro da produção, nem receberão no lançamento. Além disso, o filme é produzido sem dinheiro público. 100% da verba investida é dos próprios produtores, a Santa Rita Filmes (produtora), a Galeria Distribuidora (coprodutora e distribuidora) e o Grupo Telefilm (coprodutor).

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O produtor Marcelo Braga fala um pouco mais sobre a escolha. "Temos a mesma história contada em duas versões do crime e, o que pouca gente sabe, os bastidores anteriores ao crime. Tudo narrado oficialmente durante o processo e em especial no julgamento".