Autor de livros, diretor do festival de Nova York e documentarista responsável por pensar o cinema enquanto arte com filmes como "Hitchcock/Truffaut" (2015) e "Um Carta Para Elia" (2010), Kent Jones estreia no cinema de ficção com o tenro e agridoce "A Vida de Diane".

A Vida de Diane
Divulgação
Cena de A vida de Diane, que estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros

O longa acompanha a protagonista, vivida pela ótima Mary Kay Place, em uma jornada de servidão. Diane é daquelas pessoas que cuidam das outras. Sejam os familiares adoentados ou emocionalmente dependentes, ou pessoas estranhas dentro do contexto de seu trabalho voluntário na igreja. O que "A vida de Diane" advoga é que há um custo nessa lógica fransciscana.

Leia também: Produtor brasileiro tem três filmes no festival de Cannes em 2019

O filme de Kent Jones é bastante minimalista e se resolve como uma ode ao cinema de John Cassavetes, grande patrono do cinema independente americano. Premiado como melhor filme, roteiro e fotografia no festival de Tribeca, o longa se escora fundamentalmente na capacidade de sua protagonista de transmitir o esgotamento emocional ao qual atravessa no momento em que a encontramos.

Leia também: "Cemitério Maldito" é um filme feito para quem gosta de terror de verdade

"A Vida de Diane" é, portanto, um filme que se apoia na singeleza de sua proposta e na força de sua atriz para se promover dramaticamente e é muitíssimo bem sucedido na abordagem e em seus efeitos.

    Veja Também

      Mostrar mais