
A morte da influenciadora digital Jéssica Daugirdas, aos 35 anos, após quase três anos de luta contra um câncer colorretal, reacendeu o debate sobre uma doença que cresce de forma acelerada no Brasil e ainda é diagnosticada tardiamente na maioria dos casos. A informação foi confirmada pela família nas redes sociais e repercutiu nacionalmente nesta semana.
Segundo o coloproctologista Danilo Munhoz, o caso de Jéssica mostra que o câncer colorretal não é uma doença restrita a pessoas mais velhas. “Temos visto um aumento de casos em pacientes jovens, muitas vezes sem fatores de risco clássicos. Isso reforça a importância de olhar para os sinais do corpo e não adiar a investigação”, explica.
O especialista destaca que o câncer colorretal costuma ser silencioso nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Na maioria das vezes, o paciente não sente dor. Quando surgem sintomas como sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, inchaço abdominal ou perda de peso, a doença já pode estar em estágio mais avançado”, alerta.
Para o médico, a repercussão do caso deve servir como um chamado à conscientização. “Ainda existe muito tabu em relação às doenças intestinais e à procura pelo proctologista. Mas falar sobre isso é essencial. A prevenção salva vidas”, reforça.
De acordo com o especialista, homens e mulheres precisam incluir o cuidado com o intestino na rotina de saúde, com atenção especial a partir dos 45 anos ou antes, quando há histórico familiar. A colonoscopia é um exame seguro, rápido e fundamental para a prevenção, pois permite identificar lesões ainda no início, antes que evoluam para um câncer. Em muitos casos, esse exame é decisivo para mudar completamente o desfecho da doença.
