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Escrito por P. J. Maia, "Espírito Perdido" traz Keana como protagonista, uma refugiada criada em uma terra distante; Coluna Bastidores também aborda famosos na estreia de "Aladdin", novidades da música e séries na TV a cabo

"Espírito Perdido" é o mais novo trabalho de P.J. Maia. Misturando o universo de deuses e humanos, a obra conta a história de Keana, uma refugiada criada numa terra estranha, há muito tempo, prestes a descobrir sua origem proibida.

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Espírito Perdido
Divulgação
"Espírito Perdido"

A protagonista de " Espírito Perdido ” é uma adolescente. Em entrevista, o escritor defendeu a escolha por uma personagem jovem dizendo que tema central da obra é a imortalidade e que adolescentes são fatalistas por natureza.

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“Em Divagar [lugar em que se passa o enredo] eles não sabem que a morte existe. A descoberta de que existe um mundo mortal e o fascínio que se cria com esse perigo, algo que eles nunca viveram, é um tipo de tensão muito excitante para um adolescente. Adultos seriam bem mais racionais com uma escolha dessas, acho que essa maturidade tiraria um pouco da emoção da jornada”, defende o autor.

O reino do enredo faz certas reflexões de cunho político. Segundo o escritor, lá é um lugar totalitário, essencialmente classista e governado por uma elite minúscula que manipula as grandes massas através do controle da fé alheia e da alta credibilidade de uma imprensa estatal tendenciosa.

Por trazer um universo fora da humanidade, P.J. destaca que não se importaria em ter sua obra comparada com clássicos como “Harry Potter” e “Percy Jackson”. No entanto, ele garante que o foco deste trabalho foi criar uma aventura diferente, original e cativante. “Se eu cumprir esse objetivo, já estou satisfeito”, diz.

  • Aladdin causando euforia! 

Depois de "Dumbo", na última terça (21), a Disney deu seguimento ao lançamento de seus clássicos em live-action. Desta vez, o contemplado foi "Aladdin". A première mundial aconteceu em Los Angeles, nos EUA, e contou com a presença de famosos em peso. 

Passaram pelo tapete vermelho: Larissa Manoela, Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari e o diretor Guy Ritchie. Também estiveram presentes Helen Mirren, Terry Crews, Alfonso Ribeiro e Candace Cameron-Bure. 

  • Cenário fonográfico underground em chamas

Saindo da sétima arte para o mercado fonográfico, a Coluna Bastidores também destaca o cenário underground internacional. Na última sexta (17), Dia Internacional da Homofobia, a banda Yeasayer lançou a canção  Ecstatic Baby , que abusa do indie e do folk. A faixa faz parte do álbum "Erotic Reruns", que será lançado em 07 de junho.

  • A máfia está reinando!
Gomorra
Divulgação
Gomorra

Don Corleone estaria orgulhoso se pudesse acompanhar o sucesso que a máfia está fazendo no século da tecnologia. Longe do universo de "Gomorra", série terá sua quarta temporada exibida no Canal Max em junho, o personagem pertence ao clássico "Poderoso Chefão". 

Enquanto a saga de Don Corleone descansa entre os apreciadores do gênero, logo os fãs da série "Gomorra" poderão acompanhar as disputas de poder entre as famílias mafiosas e italianas retratadas na produção. 

  • Mais detalhes e curiosidades sobre “Espírito Perdido”
P.J. Maia segurando
Reprodução/ Instagram
P.J. Maia segurando "Espírito Perdido"

O processo de criação do título aconteceu dentro de poucos anos, como destaca o autor: “primeiro esboço do livro e do universo ficou pronto em dois anos de trabalho e contou com muitos post-its, planilhas de excel e até uma wiki particular”.

Antes de chegar ao Brasil, a obra foi lançada de maneira independente nos EUA. No entanto, é a ação na terra verde amarela que o autor destaca como a mais válida: “O lançamento nos EUA foi eletrônico e os comentários e críticas têm sido bem positivos, mas tudo na esfera digital. Só aqui no Brasil mesmo é que o livro está sendo recebido com abraços e sorrisos.

O novo título do autor é consequência de uma experiência particular, de um sonho interrompido, depois de abrir mão da vida que havia construído em outro país para voltar a viver no Brasil.

“Foi nesse processo de adaptação que o reino de Divagar começou a surgir na minha cabeça. Na tentativa de tentar me reconectar com o mundo ao meu redor acabei me interessando bastante por temas mais universais e ancestrais como mitologia, religiões arcaicas e a expansão dos primeiros seres humanos desde o continente africano”, explica P.J. sobre sua inspiração para a obra.

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Espírito Perdido ” deve render boas continuações à saga. “Algo que quero explorar mais nas sequências é o desenvolvimento dos poderes dos personagens centrais e dos elos do passado com o futuro: gostaria que os personagens tivessem mais pistas sobre como as decisões deles afetam o futuro; afetam o nosso mundo”, destaca P.J. Maia .