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Entrevista com a tecladista do Far From Alaska, novidade de Nelson Rodrigues e programação pré-Emmy são destaques da coluna Bastidores

Quando o Far From Alaska surgiu na cena, por volta de 2012, uma avalanche tomou conta da banda. Com o sucesso inicial, veio o incentivo para fazer o primeiro disco. Assim saiu “ modeHuman ”, trabalhado a exaustão pela banda até agora. De acordo com Cris Botarelli , tecladista da banda, o álbum foi escrito e gravado muito rápido e, depois de alguns anos na estrada, a banda estava cansada dele. Cris conta que a banda começou a identificar uma série de “defeitos” nas músicas e quiseram fazer algo diferente. Assim surgiu “ Unlikely ”, segundo disco do grupo, o primeiro feito com a ajuda de um produtor.

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Far From Alaska trilha novos caminhos e agrada com segundo disco,
Murilo Amancio/Divulgação
Far From Alaska trilha novos caminhos e agrada com segundo disco, "Unlikely"

Produtora, no caso. A escolhida para a tarefa foi ninguém menos que Sylvia Massy , americana que já trabalhou com nomes como Alanis Morissette, R.E.M, System of a Down , Johnny Cash e Aerosmith. Cris conta que do Far From Alaska ,  ela e o guitarrista Rafael Brasil foram os mais resistentes a conseguir um produtor. Eles ficaram preocupados de terem seu trabalho barrado e não conseguir chegar no resultado esperado. Porém, quando um amigo os apresentou a Sylvia sem a banda saber, a produtora se interessou e começou assim a parceria. Foram 20 dias isolados em um estúdio no Oregon onde eles chegaram com 80% do trabalho pronto. O prazo curto para gravar fez com que eles adiantassem o máximo possível o trabalho. “Deixamos as portas abertas porque queríamos a opinião dela. E ela deu contribuições que foram maravilhosas”, admite Cris. De acordo com ela, Sylvia gostava de experimentar coisas por diversão, sem a obrigação de entrar no disco, o que deixou todos mais confortáveis.

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Mudança

“Quando mudamos para São Paulo pensamos que íamos produzir muito. Escrever, ensaiar. Mas não foi bem assim”, comenta Cris. Ela contou que na prática a rotina era mais difícil do que eles planejaram, o que atrasou o plano de fazer o segundo disco. Em 2016 veio a decisão: “ou faz o disco ou faz o disco” lembra Cris.

Durante 20 dias, banda trabalhou no Oregon com a produtora Sylvia Massy
Murilo Amancio/Divulgação
Durante 20 dias, banda trabalhou no Oregon com a produtora Sylvia Massy

A ideia era fazer tudo novo. A banda considera "modeHuman" muito intenso e pesado. Por isso, a intenção era deixar o segundo mais leve. Até a identidade visual da banda, Cris lembra, era repleta de imagens dos integrantes sérios, vestidos de preto. Por isso, com as novas músicas vieram novas cores. De fato, “Unlikely” é bem colorido, tanto na capa quando nas imagens das faixas, quanto no som. “Esse disco é mais a nossa cara”, comenta. Ela explica que o FFA conseguiu racionalizar mais nas músicas e trilhar caminhos que ainda não tinha seguido. Para Cris, “Unlikely” é mais pop , mais eletrônico, mais interativo.

Unlikely

Divulgação
"Unlikely" mostra que o FFA não tem medo de inovar

E o disco é realmente “mais”. “Unlikely” mostra não só a maturidade do Far From Alaska , mas uma banda não conformada em seguir uma receita – mesmo que ela esteja dando certo.

Como eles chegaram nisso? Ouvindo Rihanna, aparentemente. Cris comenta que a cantora pop esteve presente no repertório de todos enquanto gravavam e ainda jura que dá para ouvir sua influência no álbum. Com ou sem Rihanna , Cris comenta que a banda evita se inspirar demais em outros artistas. “A gente foge disso quando sente que está fazendo algo parecido com outra coisa. Tomamos cuidado para não repetir”, comenta.

Ao vivo

“Não aguentávamos mais tocar as mesmas músicas nos shows”, confessa Cris. Por isso, antes mesmo do lançamento de “Unlikely”, eles apresentaram algumas músicas em shows, com a promessa de que o público não ia filmar e estragar a surpresa antes do lançamento. Deu certo, e quando “Cobra”, primeiro single foi lançado, a expectativa era grande. E o álbum não decepciona. “Unlikely” já está disponível em todas as plataformas digitais.

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Nelson por ele mesmo

Dos palcos para a TV, o “Fantástico” estreia neste domingo (03) a série “Nelson Por Ele Mesmo”, sobre a vida Nelson Rodrigues. Misturando documentário com ficção, Fernanda Montenegro é responsável por orientar a interpretação de Otávio Müller nos seis episódios baseados nas crônicas do livro ‘Nelson Rodrigues-Por Ele Mesmo’, organizado por Sônia Rodrigues, filha do dramaturgo. "Desde o início, registramos tudo: os encontros entre Fernanda e Otávio, os ensaios e as reuniões da equipe. Misturamos o que estava no roteiro, que é o texto dito pelo Otávio, com as interferências da Fernanda e toda a parte documental. Isso resultou em duas linguagens”, explica o diretor João Jardim.

Além disso, Ney Matogrosso e a Nação Zumbi se reúnem no estúdio para cantar sucessos da banda Secos e Molhados com novos arranjos, além de músicas próprias. É uma prévia do que vão mostrar no Palco Sunset da próxima edição do Rock in Rio.

De volta ao Brasil

Rebecca mader volta ao Brasil para a CCXP
Divulgação
Rebecca mader volta ao Brasil para a CCXP

A CCXP anunciou o retorno de Rebecca Mader  na edição de 2017, que acontece de 07 a 10 de dezembro no São Paulo Expo. A atriz é conhecida pelo papel da Bruxa Má do Oeste (Zelena), na série “Once Upon a Time”. Ela estará no evento todos os dias em painéis especiais e na área de Fotos & Autógrafos. A programação será divulgada em breve. Essa é a segunda participação de Rebecca na CCXP. Ela já esteve na primeira edição do evento, em 2014.

Esquenta

Para se preparar para a exibição dos Emmy Awards dia 17 de setembro, o canal TNT começa a exibir filmes que já foram indicados em outras edições do evento. Na segunda-feira (04) o especial começa com “Zumbilândia”, filme que tem Woody Harrelson, Bill Murray e Emma Stone no elenco. “300”, com lena Headey (“Game of Thrones”) é exibido no dia seguinte. A semana ainda terá a exibição de “Argo”, “O Quinto Poder” e “Contágio”.

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