Mais de três decadas depois de ter paralisado o Brasil com uma interpretação intensa em A Viagem, novela exibida em 1994,
Guilherme Fontes
voltou a ser o centro das atenções, desta vez por conta de um longa metragem. Com o anúncio de uma releitura da icônica trama de Ivani Ribeiro em formato de filme, Fontes não poupou elogios para a escolha de Pedro Novaes que assumirá o personagem nas telonas.
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Para Guilherme, a escola de Pedro Novaes para dar vida ao espírito obsessor é acertada e estratégica. Sem o objetivo de tentar copiar ou repertir a intensidade que ele imprimiu em 1994, o veterano defende que a nova leitura da história, deve ter, acima de tudo, uma identidade própria.
"O Pedro é um ator talentoso demais. Ele não falou comigo e ele está certo. É assim que tem que ser mesmo: você precisa ficar livre para poder criar. Senão ele fica me copiando, e a ideia não é essa. Não é uma paródia. Acho isso muito valioso. É melhor que ele tenha esse olhar próprio. E vai ser brilhante" , disse Guilherme Fontes em entrevista ao Jornal O Globo.
Mesmo com a releitura, o interesse do público por Alexandre, mesmo com 32 anos da exibição original da novela na TV Globo, é algo que ainda surpreende o próprio intérprete. O personagem, que transita entre a vilania e o sofrimento espiritual, se tornou um marco cultural que atravessa gerações.
"É fabuloso, mais do que eu podia esperar. E prova a força que um personagem pode ter na vida das pessoas. Eu diria que ele me dá mais dinheiro hoje, do que me deu na época da novela ", contou ele durante o papo.
Nova versão
O aguardado longa baseado em A Viagem, promete mexer diretamente em uma das estruturas mais marcantes da novela de 1994. Pelo que o primeiro trailer oficial já entregou, a adaptação cinematográfoca não será um simples "copia e cola" do clássico de Ivani Ribeiro.
Na obra original de 1994, Alexandre era denunciado à polícia principalmente por seu cunhado Téo (Maurício Mattar) e por seu irmão Raul (Miguel Falabella). No filme, no entanto, Diná surge como a peça central da queda do irmão. É ela quem toma a dolorosa decisão de entregá-lo às autoridades. Essa mudança drástica altera por completo o eixo dramático da história. Ao ser responsável diretamente pela prisão do irmão, Diná se torna o grande alvo emocional do espírito que será vivido por Pedro Novaes.