
Raissa Lomonte contou ter vivido momentos de tensão durante uma corrida por aplicativo em Goiânia, ao perceber mudanças no trajeto e atitudes suspeitas do motorista, o que a levou a sair do carro e buscar ajuda após temer por sua segurança.
Segundo a jornalista, já no início da corrida, que aconteceu no último sábado (28), o motorista perguntou se poderia fazer uma parada de forma rápida para entregar uma chave a uma suposta passageira que havia esquecido o objeto. Raissa concordou, mas notou que o carro seguia um trajeto diferente da rota original. Ela chegou a questionar o motorista sobre a demora e se a pessoa estava esperando no local. O homem confirmou, e, ao estacionar, ninguém apareceu. Porém, Raissa percebeu a aproximação de duas motocicletas, o que lhe gerou medo."Vou compartilhar esse relato como uma forma de alertar as mulheres. Para resumir, eu entrei no Uber, ele perguntou se poderia deixar a chave porque a passageira anterior esqueceu, no local que seria ali perto, eu disse que tudo bem. Mas a gente foi andando e a cidade foi ficando distante. Pegamos uma estrada que saía de Goiânia, indo para Trindade e, como estava demorando, eu abri o aplicativo, mas chequei que ele só tinha cinco dias na plataforma, quatro dias de viagem realizada.
E eu comecei a questionar a demora e o caminho, e ele falou que já estava chegando. Eu perguntei se a passageira anterior iria estar em pé esperando essa chave, aí ele disse que sim. E foram 14 minutos pelos registros da saída até a parada. E ele parou numa zona industrial, não tinha nada. Só tinha galpões, tudo fechado, não tinha ninguém passando. E nisso, duas motos foram chegando, foi a hora em que abri a porta do carro e saí correndo. Raíssa Lamonte, jornalista
Apavorada com a situação, ela abriu a porta e saiu correndo em direção à estrada, onde conseguiu ajuda de outro motorista que passava no local. A jornalista foi atendida pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Pertences localizados
Raissa confirmou que os agentes da GCM localizaram o veículo e recuperaram seus pertences, como mala e bolsa.
Registrei o boletim de ocorrência. Nós, mulheres, precisamos ter cuidado. Não sei quem ia aparecer. Não quis pagar pra ver. Sempre que a sua vida estiver em risco, pense rápido. Raissa Lamonte, jornalista
O iG procurou a Uber e a empresa disse que precisaria de dados adicionais, que não foram informados, para dar continuidade a uma apuração interna.