Da primeira indicação à vitória de 2025, veja como o cinema brasileiro brilhou na premiação
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Da primeira indicação à vitória de 2025, veja como o cinema brasileiro brilhou na premiação


A trajetória do Brasil no  Oscar é marcada por décadas de reconhecimento internacional, com indicações importantes e uma conquista histórica recente. Depois de anos tentando levar a estatueta da premiação organizada pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, o país venceu em 2025 e colocou nosso cinema em destaques da edição em 2026.

Desde a primeira indicação, ainda nos anos 1940, o país vem acumulando momentos marcantes na premiação, com filmes e artistas que colaboraram a projetar o cinema nacional no exterior.

Iremos relembrar os principais marcos dessa trajetória, que possa por indicações históricas e chegando a vitória inédita de 2025.

Primeira indicação brasileira

Em 1945, o compositor Ary Barroso foi indicado na categoria de Melhor Canção Original pela música Rio de Janeiro, presente no filme Brasil.

A indicação representou a primeira vez que um brasileiro aparece entre os indicados, o que abriu caminho para que, nas décadas seguintes, o país começasse a ganhar espaço em outras categorias.

Primeiros filmes brasileiros indicados

Após 1945, a presença do Brasil no Oscar se consolidou, principalmente nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, que hoje é chamada de Melhor Filme Internacional .

Em 1963, um dos primeiros grandes marcos foi O Pagador de Promessas . Décadas depois, outros títulos mantiveram o país na disputa, como O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, ambos indicados na mesma categoria.

As produções ajudaram a consolidar o cinema brasileiro no cenário internacional, mantendo o país presente entre os concorrentes ao longo dos anos.

Fazendo história

Os momentos mais emblemáticos para o Brasil no Oscar foram no final dos anos 1990. Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, foi indicado a Melhor Filme Estrangeiro e rendeu uma indicação histórica para a grandiosa Fernanda Montenegro na categoria de Melhor Atriz .

Alguns anos depois, o icônico "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, ampliou a presença brasileira na premiação ao receber quatro indicações em 2004: Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição .

Apesar do reconhecimento, o Brasil ainda levaria anos até conquistar sua primeira vitória.

O prêmio para o Brasil

Após 26 anos, Walter Salles voltou a premiação com o longa Ainda Estou Aqui e levou a estatueta para casa com o prêmio de Melhor Filme Internacional.

Cena do filme
Divulgação/Redes sociais
Cena do filme "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles


O filme também chamou atenção ao concorrer em outras categorias importantes, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz para Fernanda Torres, mesma categoria que sua mãe concorreu anos atrás, ampliando o impacto da produção na premiação.

Expectativa para 2026

Após a vitória de Ainda Estou Aqui, o Brasil volta a marcar presença na disputa do Oscar. Desta vez, com O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho .

Wagner Moura em
Reprodução/Divulgação
Wagner Moura em "O Agente Secreto".


O longa recebeu quatro indicações de relevância na premiação: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura .

A presença nas principais categorias comprova que o Brasil mantém forte visibilidade entre os protagonistas da maior premiação do cinema nacional.


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