
O testamento de Ney Latorraca, morto em dezembro de 2024, revelou a decisão de doar a maior parte do patrimônio a instituições beneficentes. Já o viúvo, Edi Botelho, recebeu apenas bens pessoais, sem direito a imóveis ou investimentos.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (24) pelo site Notícias da TV, que teve acesso aos documentos apresentados à Justiça do Rio de Janeiro, que detalham a divisão dos bens. Companheiro do ator por quase 30 anos, Botelho foi nomeado inventariante e responsável por garantir o cumprimento da última vontade registrada em cartório.
Ney Latorraca deixou imóveis, fundos de investimentos e contas de poupança para entidades filantrópicas. O apartamento localizado no Centro de São Paulo foi doado ao GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids Baixada Santista).
Um imóvel no Rio de Janeiro e as cotas da Latorraca Produções Artísticas ficaram com a Instituição Leprosário Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Já a casa em Copacabana, na zona sul do Rio, foi repassada à Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).
Os fundos de investimentos e a poupança acumulados pelo ator foram doados ao Retiro dos Artistas, instituição que acolhe profissionais da classe artística em situação de vulnerabilidade. Ney sempre foi apoiador da causa e visitava o local com frequência.
A decisão do ator foi permitida porque a lei brasileira assegura o direito de livre disposição do patrimônio quando não há herdeiros diretos. Sem filhos ou familiares obrigatórios, Latorraca destinou 100% dos bens de acordo com sua vontade.
Edi Botelho, com quem Ney viveu por quase três décadas, recebeu o carro do ator, joias, móveis, utensílios domésticos e linhas telefônicas registradas em nome do artista. Apesar da relação estável, Botelho não teve direito aos imóveis ou valores financeiros.
O viúvo também foi nomeado responsável pelo inventário. A função exige que ele administre o processo e assegure que todos os itens sejam destinados conforme o testamento registrado.