Deborah Secco teve vida amorosa marcada por polêmicas
Reprodução/Instagram - 18.05.2022
Deborah Secco teve vida amorosa marcada por polêmicas


Nada de maquiagem nem brincos ou colares para compor um figurino baseado em camisas de botão e calças retas, cabelo bagunçado, jeito meio rude e voz grave. Empresária da música em “Rensga Hits!”, sucesso do Globoplay, Marlene faz sua intérprete, Deborah Secco, passar longe da imagem “linda e sensual” em que costuma ser enquadrada e assumir o perfil mãezona, preocupada com todos à sua volta.

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— Busco personagens diferentes das que eu já fiz para me reinventar, brincar de outras coisas. Não quero mais fazer o que já sei. Me interessa o risco, sair da minha zona de conforto — afirma a atriz de 42 anos.


Fã de MPB, Deborah conta que desconhecia o universo sertanejo. Foi apresentada aos hits do gênero quando começou a estudar referências para a composição de seu papel na trama, que já teve a segunda e a terceira temporadas confirmadas.

— Marília Mendonça e Maiara e Maraisa foram a minha inspiração para o sotaque e o tom de voz de Marlene. Costumo ler a história e imaginar uma nova pessoa. Depois, tento chegar o mais perto possível do que a minha imaginação criou — detalha ela, que não chegou a encontrar pessoalmente as cantoras: — Com Marília, passei a trocar mensagens depois que participamos de um programa on-line durante a pandemia. Falávamos muito sobre maternidade. Senti demais a morte dela (em 5 de novembro do ano passado, num acidente aéreo), principalmente porque eu estava em Goiânia (GO) na época, gravando e ouvindo suas músicas todo dia. Foi um choque para o elenco. Marília faria uma participação especial na série, era uma das nossas convidadas.

Rensga Hits é o nome da gravadora comandada por Marlene, dona de um faro apurado para o talento, mas que acaba perdendo espaço no mercado para a concorrente Helena (Fabiana Karla), proprietária do escritório Joia Maravilha. Ao longo dos oito episódios já disponíveis na plataforma digital, entende-se que elas formaram uma dupla de feminejo no passado e brigaram feio — no estilo Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Claudia Raia), da novela “A favorita”, em que Deborah ressurge no “Vale a pena ver de novo” no papel da dissimulada Maria do Céu. A atriz entende bem esse clima de disputa feminina:

— Todas as mulheres que conheço e com quem convivi foram estimuladas a competir com outras, pessoal ou profissionalmente. Essa ideia foi implantada na gente por uma sociedade machista, em que fomos criadas para ser a mais bonita, a melhor vestida, a mais bem-sucedida, enquanto os homens se unem para brilhar juntos. Percebo isso até hoje, quando acompanho crianças brincando: os meninos se apoiam e as meninas disputam. É uma grande responsabilidade fazer com que as próximas gerações ajam de forma diferente.

Se é tênue a linha entre o ódio e o amor, Deborah tem uma teoria: Marlene e Helena são, na verdade, apaixonadas uma pela outra. Quem sabe? Casada há sete anos com o diretor baiano Hugo Moura, de 32, a própria atriz confessa já ter se encantado e envolvido amorosamente com outras mulheres na vida real.

— Quando elas são muito incríveis e interessantes, me seduzem também (risos). Mulheres, geralmente, são foda! — proclama a musa, dizendo-se bissexual: — Eu sou livre, gosto de pessoas. Tenho uma inclinação maior a me interessar por homens, mas já namorei algumas mulheres.

É com uma sinceridade desconcertante que Deborah costuma falar sobre as suas preferências e os acertos e erros de sua história. Recentemente, ao assumir já ter se envolvido com homens casados, virou alvo da inquisição virtual.

— Eu lido com o meu passado com muita tranquilidade. Não tenho problema em falar dos meus tropeços, acho que isso me afasta da possibilidade de cometer os mesmos erros. Se tem uma coisa que não sou na vida é hipócrita. O que fiz está feito. Assim a gente caminha, errando e acertando. É preciso se olhar com mais leveza. Quando uma pessoa pública expõe seus erros, isso a humaniza, tira a necessidade de se mostrar sempre perfeita para o outro. Há quem diga: “Tudo bem, mas não precisa ficar falando”. Sou muito transparente com o que vivi. Não me dói, eu já me perdoei — garante ela, adepta da terapia desde os 12 anos de idade: — É uma necessidade. Nas sessões, a gente se escuta, se entende, se perdoa e passa a viver mais leve. A crítica alheia só incomoda quando você compactua com ela. Só dói quando a gente concorda com o que ouve sobre a gente.

Deborah credita à transparência com que interage com seus fãs o fato de se manter sempre em alta, mesmo quando não está em evidência em alguma produção da TV Globo, empresa de que é funcionária há mais de três décadas, desde a estreia na novela “Mico preto” (1990):

— São 35 anos de carreira (ela começou aos 8, na publicidade). Por ser sempre muito transparente com o meu público, pago alguns preços. Mas sinto que as pessoas confiam em mim. O que eu tenho de mais valioso hoje em dia é a imagem que construí de ser alguém de verdade.

Recentemente, a trajetória profissional se abriu para além do artístico, e Deborah se tornou uma mulher de negócios. Ela associou seu nome a quatro empresas do mercado de moda e beleza: a Espaço Facial, especializada em harmonização do rosto; a Mais Cabello, direcionada a tratamentos e transplantes capilares; a Singu, um delivery de serviços como manicure, massagem, limpeza de pele e depilação; e a Peça Rara Brechó, rede de moda circular e sustentável.

— Todas surgiram na minha vida a partir do meu interesse particular por esses serviços. Sou adepta do botox há muitos anos, costumo aplicar entre um trabalho e outro, quando as expressões faciais não precisam estar tão demarcadas e os músculos podem descansar. Preenchimento, eu não faço, porque tenho o rosto muito conhecido, tudo o que mudo nele fica aparente. Cabelo, o meu é originalmente bem fininho e em pouca quantidade. Depois do tratamento, é impressionante como está mais volumoso. As unhas, eu mantenho apresentáveis de acordo com a demanda, mas as massagens em casa são uma escolha certeira. Adoro! E me atentei para a moda circular depois de ter me tornado mãe. Maria perdeu muitas roupas e sapatos rapidamente durante a pandemia. Meu consumo também está mais consciente, em prol do planeta — detalha.

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A pequena Maria Flor, de 6 anos, também estimulou o gosto da mamãe pelas redes sociais. Entre uma foto de biquíni aqui e uma publicidade ali, o feed do Instagram @dedesecco, com nada menos que 24,5 milhões de seguidores, é recheado por vídeos com as dancinhas que são a atual sensação entre os internautas, principalmente os mais jovens.

— Minha filha vive esse mundo, e estou aprendendo a lidar com ele. Na minha infância, não tinha nada disso. Acho que o melhor que eu posso fazer por ela é não proibi-la de consumir, mas consumir junto. Para protegê-la, para saber o que ela vê, com quem fala... Se as amiguinhas têm, ela também precisa socializar dessa forma. Maria Flor tem um perfil próprio, mas é fechado (a menina tem 25 seguidores e acompanha 30 perfis). Ela gosta de pegar o telefone e contar o que está fazendo, para onde vai... São coisas muito íntimas, não dá pra abrir pra todo mundo — explica Deborah, emendando: — Já o meu Instagram não é exatamente planejado para entreter meus seguidores. É tudo muito espontâneo, publico o que estou vivendo. Se eu estiver em casa num domingo dançando com a minha filha, vou postar isso. Se eu estiver na praia, vão me ver de biquíni. Hoje (na última segunda-feira), por exemplo, trabalhando feito louca, eu não postei nada. 

O corpo invejável que vem exibindo na rede social, ela garante, “é tudo pose”:

— Parei de malhar quando Maria nasceu. Estou toda mole: a bunda, as pernas... E não quero ser perfeita. Sou melhor assim, mais feliz. Isso aqui é o que dá pra ser, é o melhor que consigo. Tenho uma genética abençoada, sou sortuda. Não sigo dieta, faço foto com o celular de cima, pra parecer mais magra (risos).

Na temporada de dois meses em Portugal gravando a série “Codex 632”, seu primeiro trabalho internacional — ela e o ator português Paulo Pires protagonizam a produção, uma parceria da RTP com o Globoplay —, a atriz aproveitou o tempo livre nas areias de Lisboa e atualizou as postagens glamourosas. Agora, tem se dedicado com afinco ao “Mundo Iupi”, projeto idealizado por ela e pelo marido quando do nascimento de Maria Flor e que tem ganhado forma com a participação da menina. A previsão é de que seja lançado em janeiro do ano que vem no Giga Gloob, aplicativo do canal dedicado às crianças.

— São 20 episódios, já gravamos dez. Eu e Hugo criamos, produzimos e dirigimos junto com André Moraes, nosso amigo. Também somos coautores. Está sendo muito especial pra mim, acho que nunca trabalhei tanto. Hoje, no fim do dia, tinha 122 mensagens acumuladas no meu celular (risos). É um programa para a internet, alegre. Tem música, história, brincadeira... Somos eu e mais cinco crianças: Maria Flor; Sarita, uma menina indígena do Xingu; Andrielly, do interior de Pernambuco e que se tornou um fenômeno na internet; Igor, do Rio; e

Talvez elas não se liguem tanto na Deborah Secco, mas eu já interpretei personagens que fizeram um sucesso gigante com o público infantil. Darlene (de “Celebridade”, novela de 2003), por exemplo, virou boneca. E Íris (de “Laços de família”, de 2000 ) também era muito querida.

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