Guilherme de Pádua e a atriz Daniella Perez contracenaram em
Arquivo/Globo
Guilherme de Pádua e a atriz Daniella Perez contracenaram em "De Corpo e Alma", em 1992

Hoje pastor numa igreja evangélica de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Guilherme de Pádua não se expõe mais nas redes sociais como vinha fazendo nos últimos anos. Desde que foi anunciada a produção de um documentário sobre a atriz Daniella Perez, brutalmente assassinada aos 22 anos, ele excluiu o perfil que tinha no Instagram com 40 mil seguidores e criou outro, agora privado, com pouco mais de 600 pessoas seguindo.

Guilherme de Pádua, que foi condenado pelo crime, também deixou de atualizar seu canal no YouTube, no qual vinha, há dois anos, postando vídeos sobre sua conversão. Num deles, ainda no ar, a maquiadora Juliana Lacerda, com quem ele se casou em 2017, dá um depoimento sobre seu casamento e rebate críticas. "Pensei em dissuadi-la a não mexer com isto, mas já apanhei da imprensa e não quero apanhar da patroa também", escreveu ele na descrição do vídeo. Em seu antigo perfil, Guilherme, de 52 anos, chegou a posar como garoto-propaganda de uma clínica de estética, onde ele e a mulher fizeram tratamento de graça em troca de divulgação.

Com direção de Tatiana Issa e Guto Barra, o documentário vai trazer à tona detalhes sobre o assassinato de Daniella Perez e conta com o apoio e os depoimentos da autora Glória Perez, mãe da atriz, e de Raul Gazolla, seu ex-marido, entre outros. "Essa série trata de tópicos importantes como feminicídio, a culpabilização da vítima, do circo midiático, dos detalhes do crime etc… mas sobretudo conta a história da luta de uma mãe, que mesmo depois de 30 anos, continua lutando como uma leoa", disse a diretora ao anunciar o projeto.

Estrela de novelas, Daniella foi assassinada, em dezembro de 1992, a tesouradas pelo então companheiro de cena, Guilherme de Pádua, que fazia par com ela em "De corpo e alma" (de autoria de Glória e que estava no ar, na época) e pela então mulher dele, Paula Thomaz, num crime que chocou o país. Cinco anos depois do assassinato, Guilherme e Paula foram condenados a 19 anos e seis meses de cadeia. Posteriormente, a pena foi reduzida a seis anos.

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