Daniela Lima, Basília Rodrigues e Onyx Lorenzoni
Reprodução/YouTube CNN Brasil
Daniela Lima, Basília Rodrigues e Onyx Lorenzoni


A apresentadora da CNN Brasil, Daniela Lima, discutiu com o ministro do Trabalho e Previdência do Brasil, Onyx Lorenzoni, nesta quarta-feira (3), em uma entrevista ao vivo na emissora.

Daniela Lima e Onyx Lorenzoni discutiram no "CNN 360" a portaria que proíbe exigir comprovante de vacinação contra Covid-19 em empresas privadas. Onyx argumentou que existem vacinas que podem ser indutoras de trombo e a jornalista iniciou o debate.

"Não, ministro. Tenho uma preocupação muito grande em não desinformar sobre a vacina. Quem tem doença grave, tem que ouvir um médico antes de tomar qualquer tipo de medicação e não só a vacina. Só um instante, ministro, por favor", disse Daniela, que impediu que o ministro a interrompesse.

“Sobre o Reino Unido, o senhor citou, e nós entrevistamos um médico para explicar o que acontece lá. Existem casos de covid, mas não tem alta de internação, de hospitalização e nem de mortes. A vacina está freando as mortes. Sobre a portaria, o governo ouviu os patrões? Os sindicatos estão indo à Justiça”, continuou Daniela.

"Tu reconheceu que as pessoas estão adoecendo na Inglaterra. Teoricamente, a vacina está diminuindo o número de internações. Agora, a pessoa que tem a doença é óbvio que contagia”, rebateu o ministro.


Daniela, que estava acompanhada da analista política Basília Rodrigues, continuou o debate. "Sim, por isso que advogar para as pessoas não serem vacinadas é abrir a porta para a morte. Advogar para as pessoas fazerem roleta russa. A vacina é um cinto de segurança, não é licença para beber e dar com a cara no muro”, continuou a apresentadora.

A discussão entre Daniela e o Onyx ficou ainda mais acirrada quando o ministro sugeriu que Daniela não fazia parte de uma minoria e, por isso, “apoiava a demissão” de não vacinados. 

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"Discordo. Por favor, a senhora vai me deixar explicar? Minha senhora, onde eu defendi na portaria a não vacinação? A senhora está querendo colocar a sua narrativa na minha  conduta. A senhora está sendo incorreta. A portaria é uma proteção do direito individual daquele cidadão que trabalha na empresa e, seja lá qual for a sua razão, não queira ser vacinado, eu estou impedindo que seja demitido. É muito cômodo estar na aparente maioria. É difícil estar na minoria. Quando a senhora estiver em uma minoria, a senhora vai querer que o ministro do Trabalho defenda”, alfinetou Onyx.



Daniela, então, lembrou que ela é mulher e, assim como Basília [Rodrigues], que é uma mulher negra, é minoria em cargos de chefia. “Ministro, eu sou mulher. Posso ser maioria da população, mas sou minoria nos postos de chefia. A Basília aqui é mulher e negra. O senhor está falando com 2 mulheres que conhecem o que é ser minoria”, disse a jornalista.

Irritado, Onyx disse que as mulheres não são minoria no Brasil e Daniela, mais uma vez, o rebateu. "Não numericamente, mas são minoria nos postos de trabalho. Quantas o senhor tem como colega nos ministérios? Além da ministra Damares, ministra Tereza e Flávia? São quantas mulheres e quantos homens?”, perguntou.

“Não são minorias, não. A questão que eu estou tratando aqui não tem relação com gênero (...) Eu defendo princípios e a senhora defende uma narrativa. Esse é o equívoco da senhora e do seu veículo [a CNN]”, respondeu Onyx, que ainda atacou a CNN Brasil.

No fim da discussão, Daniela avisou que ia se retirar da conversa para que a entrevista acontecesse e negou a narrativa sugerida por Onyx para a emissora. "Ministro, claro que eu não estou defendendo a demissão". "Está sim". "O ministério do Trabalho pode defender o trabalho de várias formas, mas não colocando em risco a saúde pública. não é uma narrativa minha e nem da CNN", completou.

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