“A fama e o poder não me livraram”, diz Ludmilla, após tomar 2 litros e detonar o que está vivendo com esposa
Giovana Mori
“A fama e o poder não me livraram”, diz Ludmilla, após tomar 2 litros e detonar o que está vivendo com esposa

Fama, sucesso, dinheiro e, com tudo isso, a discriminação . Num desabafo, Ludmilla pede mais controle nas redes sociais por causa dos ataques que só aumentaram com sua projeção como cantora. Pronta para a briga, ela tem levado os casos para a Justiça, mas o preconceito fez com que ela diminuísse a exposição de sua vida na internet.

A discriminação aumentou com a fama. Através da música, conquistei um espaço que é, ao mesmo tempo, maravilhoso e problemático. Muita gente não aceita que uma mulher negra e pobre chegue a um lugar de destaque. Aprendi a duras penas ser mais reservada, a não expor o cotidiano da minha família. Até uns anos atrás, eu mostrava minha vida toda ali. Agora, pensando na minha saúde mental, exponho o mínino possível”, diz Lud à “Veja Rio”, para depois completar:

"A sensação é de que eu tenho que ser três vezes melhor que uma pessoa branca para ter meu talento reconhecido. É uma realidade bem triste, mas a minha arma é o microfone. Já vi gente que me xinga no Instagram, mas grava vídeo dançando minha música".

A cantora acredita que um maior controle em relação aos usuários poderia tornar as redes um lugar mais saudável: “As redes se tornaram uma terra de ninguém, um prato cheio. Qualquer um pode comprar um chip de R$ 5, criar um perfil falso e sair destilando ódio. Na hora de criá-lo, deveria ser obrigatório, por exemplo, cadastrar o CPF. Muita gente deixa de cometer crimes porque sabe que pode ser preso. Já internet, quem ataca os outros tem certeza de que seguirá impune”.

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