Pabllo Vittar no Caldeirão do Huck
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Pabllo Vittar no Caldeirão do Huck

Pablo Vittar  é surpreendida ao participar do quadro 'Visitando o Passado' no Caldeirão do Huck , deste sábado (26).  A cantora foi informada pela produção de  Luciano Huck que ia participar de dois momentos diferentes do programa: Primeiro uma entrevista e após um intervalo para se produzir, ela volta para cantar. 

Luciano Huck chama  Pabllo para o palco do Caldeirão para conversar sobre a importância do dia do Orgulho LGBTQIA+ , na segunda (28), os preconceitos na infância, sexualidade e relação com a família. Sem peruca nem maquiagem, usando um short e moletom preto, Pabllo chega ao palco para conversar.

"É muito engraçado estar aqui desmontada. Parece que eu estou pelada", declara a cantora. Luciano aproveita para aprofundar sobre como ela está se sentindo e Pabllo fala que está à vontade. O apresentado fala que a artista sempre desperta curiosidade nele e pergunta como ela lembra da própria história.

"Tenho muito orgulho de mim e de poder mostrar isso para as pessoas", começa Pabllo, que relata receber muitas mensagens de crianças que, assim como ela, são do interior. Ela fala da sorte que teve com a sua família, mas sabe que não é assim para todo mundo. "Se vocês são pais de crianças LGBTQIA+, abracem seus filhos e os sonhos deles como se fossem seus porque, as vezes, a gente só precisa de um carinho, de um abraço", aconselha Pabllo.

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Quando Pabllo declara que sente saudade da sua infância, Luciano pede para Pabllo largar seu microfone e conta que ela está no quadro 'Visitando o passado'. Ao abrir a porta e se deparar com a casa da sua infância reproduzida no programa, Pabllo cai no choro. Ela vê as fotos das irmãs, os panos que sua mãe Verônica costuma colocar sobre as coisas, a escada que ela caiu diversas vezes, seus DVDs e até o chão vermelho levam ela às lágrimas.

Quando está no quintal, chegam a mãe e as irmãs de Pabllo, Pollyana e Phamela, e a emoção toma conta. Luciano pede licença para entrar e eles começam a conversar. Eles começam pelo quintal, também chamado de área das cobras, pois a família lembra que haviam muitas e que as meninas tinham medo. 

Na réplica da cozinha da casa de infância de Pabllo, Verônica conta que mudou para Santa Izabel, no Pará, sozinha com as cinco filhas e que todas estudaram ao mesmo tempo - inclusive ela. A busca por melhoria de vida aconteceu quando a mãe de Pabllo conseguiu um emprego como auxiliar administrativa com o prefeito da cidade.

Passando para a área onde se mistura pia feita de pneu, banheiro sem privada (Pabllo lembra que era preciso cavar uma fossa) e chuveiro simples. Em seguida, Luciano Huck questiona como foi para a mãe de Pabllo lidar com a sexualidade e gênero das filhas no interior do Norte. Ela relata que sempre percebeu que as duas eram diferentes e que isso a ajudou para quando o futuro chegasse.

Movimentos sociais e repercussão

A participação de Pabllo, dona Verônica, Phamella e Pollyana repercutiu muito na internet. Tiveram comentários elogiando a mãe de Pabllo pela sua trajetória, sobre a representatividade da família e sobre a participação dela e da família no Movimento Sem Terra em Uberlândia (MG).





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