Letícia Colin ainda se adaptava à maternidade quando veio a pandemia. Uri, filho dela e do ator Michel Melamed , vai fazer oito meses e passou metade de sua breve vida no isolamento social. É nele, no entanto, que mora a força motriz da família para encarar o momento.

— É uma injeção de dever o tempo inteiro. Vejo a esperança engatinhando na minha frente — diz Letícia.

Letícia Colin
Reprodução/Instagram
Letícia Colin fala sobre a depressão e o medo de encarar a doença novamente após a gravidez

Dentro das lições que a maternidade real joga na cara, a atriz de 30 anos pouco tem encontrado tempo para si mesma (“vejo as pessoas fazendo curso de inglês e francês na quarentena... não consigo fazer nada e já me sinto exausta”, diz). Ouvir experiências de mulheres dizendo verdades sobre ter filhos a ajuda.

— Eu imaginava que poderia cair na depressão pós-parto, já que tive depressão. Estávamos muito atentos a isso. Mas foi suave, porque fui amparada pelo Michel e pela rede feminina de trocas de informação — conta. — Quando fiquei grávida, fiz o pacto de ser uma mãe que abandonaria estruturas antigas de quem está sujeita a aprovações.

No ar na reprise da novela “Novo mundo”, Letícia reestreia nesta reça (7) como a Marylin da série “Cine Holliúdy”, exibida às terças, na Globo.

- Essa série mostra como é importante não deixar o sonho morrer. Além disso, o Brasil popular e plural se vê na tela. É lindo entrar em contato com esse berço artístico, com o humor cearense. Sem falar que, quando a série foi lançada, era época das eleições, os artistas tiveram que se colocar politicamente, e as pessoas ficaram bravas com a gente. Agora, está todo mundo percebendo como é possível se deleitar com a produção dos artistas. Quantas séries as pessoas estão podendo ver por causa do nosso trabalho? É uma homenagem aos trabalhadores dessa indústria.

Nesta entrevista, ela também conta como foi interpretar uma dependente química (na série "Onde Está Meu Coração, ainda inédita) enquanto estava grávida.

- Estar vivendo a intensidade da gravidez me deu mais ferramentas. Perguntei à minha psiquiatra se via problema nas cenas de choro. Ela disse: “É seu filho, filho de um casal de atores, de uma pessoa que se relaciona com as emoções sem medo de passar por elas. Isso está contido na vida e está tudo bem”. Isso me acalmou. A gente fica numa sensibilidade e intuição profundas grávida. Esse vai ser um trabalho especial por causa disso. Eu estava com superpoderes ( risos ).

Ela também afirma que a experiência com a depressão lhe fez olhar com mais empatia para a personagem.

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