A cantora Valesca Popozuda fez um desabafo no Twitter na tarde desta quarta-feira (24). A dona de "Beijinho no Ombro" e outros tantos hits falou que está sofrendo durante a pandemia e criticou a falta de apoio aos artistas autônomos. "Estou a 100 dias sem trabalhar, sou autônomo como muitos! Minha empresa sou Eu! Meu setor é um dos mais prejudicada, diferentes de alguns colegas de trabalho eu não tenho empresa pra financiar uma Live e me pagar por isso, continuo sem furar o isolamento...", começou.

Valesca Popozuda
Reprodução/Instagram
Valesca Popozuda


Valesca ainda deu uma alfinetada nos amigos famosos que furam quarentena e ainda ganham para isso. "Continuo aqui da minha casa tentando ajudar com o pouco que tenho as pessoas, transmito energia boa, tento dar palavra de apoio, converso com mulheres que estão sofrendo e tento ajudar, mas vejo Meus colegas ganhando $$ muito bem pra fazer Live, furar quarentena...", disse.

"Fazem lives que aglomeram tanto quanto uma social de blogueira, vejo aqui os cancelamentos abertos apenas com uma parte seletiva, já vi artistas masculinos furando, fazendo procedimentos desnecessários , mas só as mulheres são canceladas...", continuou. 

Ela ainda criticou a forma com que o Brasil lidou e tem lidado com a pandemia. "Eu sigo aqui de casa, olho todo dia o jornal na esperança que a vacina seja logo lançada, até pq aqui no Brasil já era... Infelizmente não soubemos fazer isolamento, o vírus matou mais de 50 mil e não temos um plano efetivo que funcione... O mundo tá isolando a gente... Estamos sendo proibidos de ir para outros países, eu tô morrendo de vergonha nesse exato momento pq o único país que não faz praticamente nada somos nós, apenas 13% tá fazendo mesmo o isolamento correto... E eu To aqui, tentando ser positiva o máximo que posso..."

Por fim, Valesca admitiu que tem sim seus momentos de fraqueza. "E sim , tô chorando! Não queria admitir, eu vim aqui desabafar pq não queria chorar, mas eu tô chorando e não é por falta de dinheiro, de shows, não é isso! É Pq passamos de 50 mil mortos e vários lugares estao reabrindo como se tivesse tudo normal! Não tá normal!"


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