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Com milhares de pessoas acompanhando suas rotinas todos os dias, as It Girls são vistas como uma inspiração; mas será que o conceito mudou?

Com a evolução da internet e a mudança na forma que as pessoas consomem conteúdo, novas ideias referentes às redes sociais começaram a surgir. E quando o assunto está relacionado à moda e It Girls, esse conceito também passou por uma forma de reinvenção.

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It Girls
Reprodução
It Girls

O termo It Girls , utilizado para se referir às mulheres que se destacam no mundo da moda, é um exemplo que veio se transformando ao longo dos últimos anos, e fez com que as famosas fashionistas que costumávamos acompanhar se tornassem verdadeiras digital influencers em plataformas como o Instagram.

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A expressão está tão comum que é praticamente impossível haver alguém que não siga uma pessoa no Instagram que se defina como influenciador digital. Apesar de parecer um pouco inovador, a imagem do influenciador sempre existiu na internet em outros meios como Orkut e Fotolog.

No entanto, foi só no auge do Instagram, a partir do momento que as marcas começaram a usar a rede social como canais estratégicos de divulgação, que o status ganhou tamanho reconhecimento mundial.

A reinvenção das It Girls

Gabriela Toscas acredita  o termo ontinua o mesmo, apenas com uma forma mais digitalizada
Divulgação
Gabriela Toscas acredita o termo ontinua o mesmo, apenas com uma forma mais digitalizada

Com milhares de pessoas acompanhando suas rotinas todos os dias, as It Girls são vistas como uma inspiração. Gabriela Toscas, digital Influencer e fashion designer, ressalta que o cenário das garotas envolvidas no mundo da moda continua o mesmo, apenas com uma forma mais digitalizada.

“Sempre existiu a ‘inspiração’, a referência… Isso está muito ligado ao conteúdo, simpatia e o estilo. Acredito que com o passar do tempo, só os meios mudaram. Vivemos a era digital. Mas isso é do ser humano. Todos temos as nossas referências”.

Contudo, Gabriela acredita que a mudança no conceito está relacionada à proximidade. “Durante muito tempo o contato com sua referência era algo muito distante. Dependíamos muito das revistas e jornais para ler algo de quem gostamos e isso não era contínuo. Hoje, podemos estar ‘ao lado’ das pessoas.”

A fashion designer ainda destaca o quando o mundo digital favoreceu o ramo das fashionistas. “Usamos o meio digital, então é nossa chance de fazer uma diferença na vida de alguém, dando dicas e mostrar um pouquinho do meu dia-a-dia”.

Normalmente as It Girls se comportam de uma maneira que desperta a curiosidade das pessoas e as influenciam sobre o seu modo de vida, fazendo com que seus seguidores queiram acompanhar sua rotina. Para Marissol Savagin, modelo e fashionista, “uma It Girl não copia ninguém, tem uma atitude natural e está conectada com o mundo da moda”, além de ser uma referência para a maioria das jovens.

A fashionista, que atualmente mora no México, ainda ressalta que “ser It Girl não e só glamour, você tem que amar moda, estar saudável e ter uma figura slim”. Savagin também analisa a transição do termo como positiva para sua carreira. “Eu que estou nesse caminho de influencer é ótimo. Vivemos na era digital onde o acesso é mais rápido e fácil”.

Moda sim, nem sempre influencer

A atriz Isabella Scherer é uma das mulheres que se destaca no mundo da moda
Divulgação
A atriz Isabella Scherer é uma das mulheres que se destaca no mundo da moda

Grande parte das It Girls têm alguma ligação com o mundo das artes, como é o caso de Isabella Scherer, que é atriz. A artista que ganhou grande notoriedade com seu papel em “Malhação: Viva a Diferença” ressalta que apesar de ser apaixonada por moda, ela não imaginava que um dia vivaria uma inspiração para muitas garotas.

Isabella Scherer
Reprodução/Instagram
Isabella Scherer

“Sempre me preparei para ser atriz e isso é o que sou hoje. Ser uma It Girl já foi uma realidade em minha vida, sempre casada com os estudos e preparações para atuar naquilo que faço hoje”, afirmou.

A loira, que possui um canal no YouTube onde compartilha dicas de moda, conta que apesar de ser acompanhada por muitas pessoas, não se considera uma influencer e não gosta da classificação de It Girl ou Influenciadora. “Eu não quero influenciar ninguém, quero mostrar o que eu faço e penso e a pessoa decide o que fazer com essa informação, se concorda ou se não concorda”.

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Contudo, a atriz vê pontos positivos nas expressões. “Eu acho que a internet deu voz para muitas pessoas que têm coisas interessantes a dizer e mostrar, mas que antes não tinham espaço porque a mídia era voltada para artistas da música, TV, rádio. Antes você precisava estar vinculado a uma grande empresa para ter uma voz”.

Para Isa, atualmente qualquer mulher que queira entrar no cenário pode se autodeclarar uma It Girl. “Hoje, qualquer pessoa pode se tornar conhecido por conta própria! Acho legal, acho democrático!”

O conceito mudou ou continua o mesmo?

Flávia Millen afirma que transformação no mundo digital  é favorável para as It Girls
Aurora Guimares
Flávia Millen afirma que transformação no mundo digital é favorável para as It Girls

Já para Flávia Millen, que é lifestyle influencer e publicitária, o conceito de It Girl continua sendo o mesmo, porém passou a também ser digital influencer. “O mundo se digitalizou, acho normal que as fashionistas agora tenham migrado sua influência para o digital, como o Instagram, por exemplo”.

Flávia também afirma que essa transformação é favorável. “É uma mudança positiva porque por meio do digital um amplo público passou a ter acesso à informações até então restritas a revistas impressas que nem sempre poderiam ter acesso, seja por motivos financeiros ou mesmo de localização geográfica”.

Millen ainda é mais uma das personalidades que concordam que qualquer mulher atualmente pode entrar no mundo das influencers através das redes sociais. “Hoje em dia todo mundo pode ser uma influencer, se você tem uma rede social com mil seguidores, você tem de alguma forma influência sobre aquelas pessoas. E isso não é ruim, é bacana porque todo mundo agora tem sua voz.”

Flávia que, além da carreira no mundo digital também é colaboradora da revista L´Officiel , ainda defende que “as redes sociais trouxeram uma coisa incrível que é a democratização da informação, espaço para pessoas e questões até então desconhecidas”.

De fato, seja reconhecida como digital influencers ou It Girls , o conceito gera uma grande demanda de mulheres que fazem das suas redes sociais uma verdadeira vitrine para as fashionistas de plantão, conquistando um público de maneira real e relevante.

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